Sair de Casa
0058 "Casa de ferreiro... Espeto de ferro ou de aço, ora bolas. Se o espeto for de madeira, a carne cai. Mesmo que possa parecer, não há milagre nem sabedoria nisso!"
0159 "O casamento deles só resiste porque moram em casa grande. Ficam semanas sem ver um ao outro (e 'vice-versa')!"
0254 "A maior diferença entre filmes e peças de teatro é que filmes eu posso ver em casa, longe da platéia e sem precisar (nem presenciar) a papagaiada de, no final, aplaudir de pé!"
0346 "Aqueles que - depois do dia inteiro sem nada comer - chegam em casa e se satisfazem apenas com uma maçã... O que são?"
0392 "Para Alguns... Redes Sociais são como com casa propria, telefone celular e carro do ano: quem não tem está doidinho pra ter."
0485 "Não é tão jovem quem é do tempo da geladeira na sala (em casa de pobre) e da TV na cozinha (em casa de rico)."
0490 "Há tempos notei e registrei: A saudade da Monarquia é tanta que, na casa dele, o único tempero é Pimenta do Reino!"
0523 "Pensam que nos restaurantes, lanchonetes e botecos eles fazem o que fazemos em casa? Que eles usam o melhor azeite? A melhor carne? O melhor queijo? A melhor manteiga? As melhores frutas e verduras? É isso o que pensam?"
Devoto um segredo (somente)
Aos que conhecem o degredo
Distante de casa, e do seu mundo:
A Via Láctea é a casa dos poetas,
Dos mambembes e dos vagabundos.
Envolvo com fitas de cetim,
Faço uma rosa, um enfeite,
Para colocar no cabelo,
E lado a lado do seu cetro,
Sigo em frente...
Perpetuo um sonho (persistente)
Aos que desconhecem o inexorável
Distante dos olhos, e não do íntimo:
A poesia é capaz de aquecer a frieza
De qualquer coração autoritário...
Executo o conserto derradeiro
Do destino fora do trilho,
Caminho sobre cascas de ovos,
Levanto voo, e aterrisso eternamente.
Porque eu sou dona da minha loucura,
Se a minha poesia no firmamento fulgura,
Significa que de ti jamais sairá o anseio
De voltar para acariciar-me com ternura.
Imagine alguém entrar dentro da sua casa, se apossar de tudo o quê você tem e depois declarar a sua incapacidade civil durante séculos, foi o quê aconteceu com a população indígena. Preciso desenhar?!
Na Dança dos Mascarados
vamos nos encontrar,
nos tornaremos namorados
e no futuro vamos nos casar
plenamente acordados
para cultivar sempre o nosso
amor inteiramente apaixonado.
A honra do Ninja está em voltar para casa. Cumprir sua missão e permanecer em silêncio. – Esse é o código Shinobi! - Ser sutil, eficiente e despercebido. Proteger o estado e sua família! E estar sempre disposto a responder o chamado do clã.
Nos encontraremos
festeiros saindo
da casa de festas
na noite dos nossos
destinos porque
o amor está escrito
nos nossos caminhos.
Quando os homens
do arco acenderem
as luminárias você
me reconhecerá fácil
e feliz entre as damas.
Não tenho dúvidas
que te reconhecerei
ainda muito melhor
no meio dos nossos
amigos e galãs eleitos.
Na Entrada ou Cavalinho
o teu olhar de carinho
me segue sem desviar
sem titubear do caminho.
Na Primeira e Segunda,
o teu olhar me revista
inteira mesmo como
de fantasia ali na rua
frente não estivesse;
Para nos seguir nesta
Dança dos Mascarados,
Três homens formam
a baliza e assim se espalha.
A Trança Fitas nas nossas
mãos se desenrola,
por um momento sinto
a quentura da sua
mão roçando na minha,
o desejo e toda a poesia.
Entres as passagens
da Joaquina para a Arpejada,
É na Caradura que
aumenta a insinuação.
No Maxixe de Humberto,
flutuando de Carango
e juntinhos no Lundu,
Sentimos o perfume
do amor nos inundando.
Na Dança do Vilão
percebi o seu cuidado
comigo na medida
da potência do seu coração;
Vamos de Retirada
se despedindo da festa,
porque daqui para frente
só o amor é o quê interessa.
O dia se cala e a casa se agiganta,
No vazio do quarto, o silêncio se faz,
Lá fora, a orquestra dos grilos levanta
Um canto constante que a noite traz.
Estou só com as sombras e o pensamento,
Enquanto o mundo respira lá fora;
Ouço o carro na estrada, veloz como o vento,
Rasgando a distância, seguindo sua hora.
Vozes de crianças, num eco distante,
Pintam a noite com vida e memórias,
E um cão que late, fiel vigilante,
Guarda o segredo de tantas histórias.
A casa é um templo de paredes mudas,
Onde o silêncio senta e faz morada.
Lá fora, os grilos — vozes agudas —
Regem o vácuo da noite calada.
Ouço o carro cortando a distância,
Um rastro de luz que na estrada se vai,
Perdendo o som, perdendo a instância,
Como a folha seca que do galho cai.
Um cachorro late, num aviso ao vento,
Cobra do mundo sua parte de atenção,
Enquanto eu sigo aqui, no recolhimento,
Medindo os compassos do meu coração.
Não há mais vozes, nem passos, nem pressa,
Apenas o grilo e o asfalto a rolar;
A noite é um livro que enfim começa,
No instante em que o mundo decide parar.
O silêncio da casa é um manto pesado,
Que me deixa a sós com o meu próprio ser.
Lá fora, o grilo está sempre acordado,
Fazendo a noite inteira tremer.
Um carro na estrada é um brilho fugaz,
Um cachorro que late pro escuro sem fim,
Fragmentos de um mundo que segue em paz,
Enquanto o vazio se instala em mim.
A casa se cala e o tempo se estica,
No centro da sala, sou sombra e espera.
O grilo lá fora sua nota replica,
Única voz dessa imensa atmosfera.
Um carro ao longe, um som que desmaia,
Corta o asfalto e mergulha no breu.
Enquanto o cachorro na rua se ensaia,
Latindo pro nada que o sono esqueceu.
Aqui, o vazio não pede licença,
Ocupa a poltrona, o teto, o chão;
É quando a ausência se torna presença,
No ritmo lento da própria solidão.
O mundo acontece do lado de lá,
Em luzes de estrada e latidos ao vento.
Aqui, sou o grilo que não quer parar,
Preso no eco do meu pensamento.
A casa emudece, o ar se condensa,
Onde o silêncio é quem dita o lugar.
A solidão se torna presença,
Nesta vontade de apenas escutar.
Lá fora, o grilo em nota constante,
Vigila a noite que não tem mais pressa.
O som de um carro, num brilho distante,
É o único elo que ainda resta.
O cachorro avisa que a rua está viva,
Num latido seco que o vento conduz.
Enquanto a minh'alma, de forma passiva,
Se perde no vácuo que a noite produz.
É um mundo lá fora, de asfalto e ruído,
Aqui dentro, a paz que o vazio traz.
Entre o que é visto e o que é ouvido,
Sou só o silêncio que o grilo refaz.
“Planeje seu trabalho antes de construir sua vida.”
3. “Primeiro a base, depois a casa.”
4. “Organize-se, depois aproveite.”
5. “Plante primeiro, colha depois.” 🌱
