Sair da Casa da Mae

Cerca de 25543 frases e pensamentos: Sair da Casa da Mae

Conheci mendigos com mansões e milhões no banco, e ricos com apenas uma casa de papelão

Inserida por LucasRCunha

⁠Você conhece meu nome, você sabe onde eu moro, mas nunca pediu para entrar na minha casa. Você sabe tudo sobre o meu mundo mas nunca pediu para conhecer o mundo que vive dentro de mim.

Inserida por Eraldosilva123

⁠Quem tem seus costumes
não sai de casa.

Inserida por MelissaSalles

A notícia da partida da vovó que vendia sacolés pelo portão da casa verde no Sana desceu amarga. Como eram gostosos os sacolés vendidos por aquelas mãos. Podiam não ser lá muito higiênicos, isso é verdade, mas que eram gostosos eram. Aliás, essa questão de higiene, àquela época, não era muito levada em conta. Não que isso fosse coisa do século passado, quando ainda não se sabia muito sobre vírus e micróbios. Não. Mas também fiz uma pesquisa e vi que sacolés eram vendidos na década de 20, e, já então, as autoridades sanitárias faziam exigências que ninguém cumpria, como hoje. Daí, aquela gente imunda e encharcada com a água que lhes descia pelo corpo proveniente do degelo mal contido nas sorveteiras que equilibravam os isopores carregados de sacolés na cabeça. Mas, gula sempre foi gula. Voltando aquela senhora do Sana: os dedos que tocavam o dinheiro transportado por uma bolsa de coro que andava com ela eram os mesmos dedos que apanhavam pra mim dois guardanapos, que eu sempre pedia. Era daquela mesma bolsinha onde guardava o dinheiro que puxava os guardanapos. Me limpava como um pinto no lixo após degustar sempre a dobradinha: "um de coco e um de baunilha vó". Era o sacolé gostoso que compensava depois daquela manhã inteira torrando no sol na cachoeira. E o mais engraçado é que era tão bom, que até engolir pedacinhos de plástico mordendo o sacolé a gente engolia. Aquela casinha verde fica logo atrás da pracinha, do coreto. Quando ela abria a porta, dava pra ver lá dentro uma forma cilíndrica, de zinco, onde ela acondicionava todos os sacolés. Em torno desse cilindro, gelo picado e sal grosso com um pouco de serragem. Eu perguntei preocupado com a cor avermelhada da serragem. Coroando isso tudo, uma espécie de rodilha de pano, sempre suja, protegendo a tampa, impedindo o ataque de insetos durante a madrugada. A última vez que estive com a vovó do sacolé no Sana, custava R$ 2. Funcionava todo dia até às 18h, mas nas noites quentes de verão era comum ver-se à porta da casa aquela senhora se abanando com uma folha de bananeira estendendo mais um pouco o horário das vendas pra nossa alegria e dos colegas no camping, que nem esperavam que fossemos lembrar deles, de tão bom que o sacolé era. Uma vez, no desespero, bati palmas em seu portão 1 hora da manhã, bêbado, pra pedir sacolé. Tomei um esporro da vovó, mas pergunta se ela deixou de me atender e, depois do esporro, lembro que passou docemente a mão em minha testa e avisou que amanhã estaria mais cedo vendendo os sacolés. Os sabores eram: laranja, abacate, manga, caju e, nos últimos anos, começou a ter de chocolate, além do tradicional coco e baunilha. Mas, nenhuma delas, superava o coco-baunilha, que eu ia degustando ao mesmo tempo. Que me perdoem a propaganda, mas hoje, com todo progresso e processos modernos de fabricação mecânica, como toda e relativa duvidosa higiene no fabrico, o sacolé da minha vó do Sana continua insuperável. Os picolés de hoje, ridículos até no nome, as conchas novas que têm dado forma empírica aos sorvetes, não irão conseguir nunca matar a saudade que comecei a sentir a partir deste momento, quando recebi a notícia. Não sei se exagero ao afirmar que os sacolés do meu tempo, até os extravagantes e alcoólicos que começaram a pegar moda nos blocos de carnaval, nunca serão mais gelados do que aqueles sacolés de coco-baunilha. Faltarão neles agora, eternamente, o perfume delicioso de sabonete que vinha daquela senhora. Faltarão neles, inclusive, a poesia do pedido batendo palmas no portão, e do sorriso carinhoso e aconchegante na entrega. Siga seu caminho vovó. Novos sabores chegaram pra senhora. Delicie-se.

Inserida por AlessandroLoBianco

Hoje, 5h já estava tomando um bom café da manhã; saí de casa 5h30 em ponto pra correr. Foram 10 km no marcador. No final da corrida, a lanchonete começava a abrir; tomei um suco verde batido na hora com água de coco e proteinato, e pensei em dar um mergulho no mar antes de voltar. Olhei no relógio e ainda eram 6h23, o sol subindo lindamente; Fui pra água, já esperando a recompensa pela boa corrida; quando mergulhei, tchum! Acordei. Eram 8h!! Levantei, tomei uma xícara de café, fumei um cigarro e comecei a trabalhar.

Inserida por AlessandroLoBianco

⁠Quando voltou para casa foi na janela do antigo quarto e olhou para o céu: as luzes intensas que vinham daquelas quatro estrelas ao lado da montanha ainda estavam lá, desde a infância. Percebeu então que estão marcadas
no céu algumas das melhores
lembrançasda sua vida.

Inserida por AlessandroLoBianco

Quando voltou para casa, foi na janela e olhou novamente a luz intensa que vinha daquelas quatro estrelas. Desde então, até hoje, estão nelas, marcadas no céu, algumas das melhores lembranças da vida.

Inserida por AlessandroLoBianco

Naquela casa, dorme sozinho toda noite. Os sonhos são sempre mais leves do que encontrava todo dia ao acordar. Mas, aos olhos do dono do tabuleiro, ele era a peça principal do jogo. Por isso, o isolava; era uma forma de lhe preservar. Fora do jogo, o seu confortável quarto estava preparado. Num lugar e no meio de pessoas que seriam incapazes de achar que, aqui, ele não teria onde morar.

Inserida por AlessandroLoBianco

Aí você lembra que, ao chegar em casa, ninguém vai estar lhe esperando. É só você, o controle remoto, suas contas, e as vezes algo para colocar no microondas enquanto você escuta o barulho do vento bater na janela. Mais um dia que poderia muito bem ser apagado. Gritaria no trânsito, um almoço sem gosto, a correria de sempre. Desperdício de vida... Onde está o sorriso que a propaganda de margarina prometeu vir incluso na compra? Quando foi realmente a última vez que eu me diverti, dancei até cair, esqueci meus problemas, ou, ao menos, comprei uma roupa nova, uma calça jeans? Mas aí chega o dia de pegar a sua filha que você não vê faz uma semana, e ela sai do elevador e corre na sua direção gritando "papá, papá, papá", desesperada de alegria, e você percebe que o motivo é você. É...você mesmo! Dá vontade de chorar de sei lá o quê; a garganta parece que fecha, dá um nó, sabe? Qualquer palavra fica agarrada como um soluço e tudo volta a fazer algum sentido...

Inserida por AlessandroLoBianco

⁠Armando Nascimento, A vida e uma casa cheios de portas que darão a vários lugares, e a cada porta uma escolha, muitas vão se abrir, uma pra nada, outras prós abirsudose pra tudo, outras para falsas promessas, algumas para a escuridão das noites, então reavaliar-se bem a porta que irás abrir pra tua vida

Inserida por JoseaNascimento

⁠Faço de tudo pra que seu coração seja a casa onde eu possa chegar e descansar. Mais é uma casa onde todo mundo quer morar. Mas ninguém quer cuidar. Então deixe eu ser apenas seu inquilino

Inserida por JoseaNascimento

Ser estranho na própria casa pode ser tão cruel quanto não ter onde morar.

Inserida por demetriosena

A CONSTRUÇÃO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Uma casa bonita e bem cuidada;
sem poeira, destons ou quadros tortos;
o telhado, a sacada, os móveis finos,
tudo expõe o bom gosto que a demarca...
Tem um quê de nobreza em seu conforto;
na leveza dos passos sobre o piso;
é um porto seguro pra quem sai
com aviso de hora pra voltar...
Mas a casa bonita e bem cuidada
sempre foi um castelo impessoal;
uma casa marcada pelo assombro...
Um escombro de luxo e solidão,
onde amar não combina com seu brilho;
pois só é construção; jamais foi lar...

Inserida por demetriosena

VIDA REAL

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Sua casa está sempre à sua espera,
com os seus ou com sua solidão,
ela é sua estação em qualquer tempo
entre flores, espinhos e vivências...
Viajar não liberta seus fantasmas,
eles moram no vão que você leva,
sob a treva ou a luz da realidade
que recheia os temores de su´alma...
Multidões pontuais não nos preenchem,
ou as cores das festas, o festim,
nem o rim que doamos por imagem...
Temos mesmo é que abrir os corações,
desatar os senões de nossos eus,
resgatar as raízes de quem somos...

Inserida por demetriosena

MINHA CASA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Uma casa não tem, seja ela qual for,
a beleza do arbusto e da flor no quintal;
a riqueza das sombras que as árvores dão;
o valor da nascente ou do poço de anéis...
Toda casa precisa do chão ao redor,
passarinhos, lagartas, depois borboletas,
vira-latas, besouros e camaleões;
emoções delicadas e restauradoras...
Meu quintal só tem cerca por identidade,
minha casa modesta pode ver a rua,
da janela sem grade; a porta sempre aberta...
Uma casa tem vida se tiver lá fora
uma rede, um lá fora que nos dê prazer,
umas horas pra ler, pra sonhar e dormir...

Inserida por demetriosena

SOBERANA SOLIDÃO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Solidão enche a casa; o domicílio;
toma os ares de parede a parede;
desde a rede à cadeira de balanço,
desde os cílios à tela da tevê...
Reina sobre a pequena multidão
que se junta no sonho de vencê-la,
passa pela conversa coletiva
e se une à fumaça do churrasco...
Ela dança nas músicas batidas,
nas bebidas que rasgam as gargantas,
nas bravatas, nos risos e piadas...
Ninguém pode vencer a solidão
quando a casa em questão é só a casa;
domicílio; não propriamente lar...

Inserida por demetriosena

ENCONTRO

Que as pessoas queridas me perturbem,
quebrem todo sossego em minha casa,
minha Nasa me traga pro planeta
e me ponha nos braços desse afeto...
Quero gente querida e faladeira,
um moinho de afetos e canções,
uma feira de sons, lembranças, gestos,
emoções e polêmicas risonhas...
Solidão tem ciúmes, mas entende,
sabe o quanto preciso de quem amo,
não me prende, se peço esses momentos...
Venham ser a folhagem do arvoredo,
tenho tanto segredo pra contar
e amor pra cantar com tantas vozes...

Inserida por demetriosena

⁠O MUNDO MELHOR A PARTIR DE CASA

Demétrio Sena - Magé

Criemos filhos com amor; informação honesta, realista, valorização cultural, cidadania e liberdade. Aprendi, como cidadão não religioso, mas que admira o cidadão revolucionário Jesus Cristo, que a graça está acima da lei... o amor é o parceiro mais confiável da justiça.
Venho de um tempo em que a vara, os punhos e pontapés eram símbolos da educaçao. Mas eu não concordava, como filho, nem com um tapa. A força física ou as ameaças como xingamentos e advertências truculentas tornam o ser humano inseguro, dissimulado ou, na maioria das vezes, violento contra filhos, cônjuge, sociedade.
Tenho duas filhas de bom caráter, trabalhadoras, incapazes de prejudicar ou machucar pessoas. Foram criadas sem surras. A vara, incentivada nas igrejas, não fez falta na formação delas. E mesmo não tendo dado surras, acho que errei quando, algumas vezes, fui mais exaltado nas palavras, que nunca foram de xingamento, porém exaltadas. Hoje nem essas palavras fariam parte da criação de outra filha ou filho.
Nascemos para evoluir. A Bíblia, que não rege minha vida, mas tem ensinamentos louváveis, evoluiu quando Cristo achou necessário transgredir as leis truculentas do Velho Testamento, para instituir o Novo, no qual prevalecem a graça, o amor e a paz, na resistência aos males da humanidade.
Precisamos contribuir com a extinção de velhos conceitos, inclusive literários, e preconceitos que amarram a evolução. Além do amor, criar filhos orientações realistas (não surreais), liberdade de pensamento e ação, principalmente com exemplos, e permitindo que eles sejam quem quiserem, é a semente para o mundo melhor.
Os testamentos do tempo precisam atender às novas realidades. Atritos de gerações, que tornam a humanidade violenta, nada mais são do que a fuga dos domínios pelo outro. Fugimos dos domínios dos pais, dos mais ricos, mais fortes e/ou poderosos, crendo na reversão, pelo domínio sobre eles, o que gera mais atritos.
Quando ninguém representar ameaça ao outro, construiremos o paraíso aqui. Não em um reino superior. Pensemos nisso, com a criação indolor, sem traumas e revoltas, dos filhos. Creio na evolução humana. Retrocessos como nos últimos anos, acho imperdoáveis.
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#respeiteautorias É lei

Inserida por demetriosena

⁠VOLÁTIL

Demétrio Sena - Magé

O amor é um câmbio que troca de casa,
quando nada responde ao seu investimento;
abre as asas e voa pra longe do flanco,
pra pescar um momento que prometa mais...
Por lhe amar como amo, preciso esquecer
e buscar outros olhos, abrir outro peito,
aquecer a minha'lma num ninho distante
que me acolha do jeito que você fazia...
Meu amor é ação que a frieza não rende;
a carência me prende, mas por pouco tempo,
de repente me lembro que mereço mais...
Nunca mais darei tudo por alguém tão vago;
por um trago ilusório num vinho volátil,
sem teor consistente pra minha esperança...
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Respeite autorias. É lei

Inserida por demetriosena

De nada adianta ir a um templo do senhor para fazer media como cristão, devemos ir à casa do senhor pra nos abastecermos do Espirito Santo para nos purificarmos de nossas enfermidades humanas que nos afastam do pai.
Temos por dever como filhos de Deus de ser moradia do pai, pois ser cristão esta longe de uma simples tradição religiosa, ser cristão e ser como Jesus, renunciar sua vida para o bem do próximo.
Seja CRISTÂO..!

Inserida por ironpaulo