Sai
Parece que eu quero um beijo teu
Parece que o teu nome já não sai
E até de longe dá pra perceber
Que você é melhor perto de mim
A melhor coisa que saí da minha boca é o teu evangelho, a melhor coisa que meus olhos contemplam são as tuas escrituras, a melhor coisa que chega aos meus ouvidos são as tuas palavras, a melhor coisa que eu tenho em mim é o teu Santo Espírito e a melhor coisa que vem a minha mente é o teu nome, Jesus!
Sereia louca que vai deixar tentar deixar o mar
Com a coragem de quem sai do seu habitat
Sereia louca que vai gritar, chorar
Bramir, esbracejar tentar até conseguir
Sereia louca que vai sentir a falta do mar
Sentir a falta do ar que há neste lugar
Sempre que digam que é louca
É melhor muda que rouca
*Sem Título*
Ei, me olha aqui um segundo
Sai desse aparelho telefônico
Aprende a viver o mundo
Não decide tua vida por enquetes
Não posta o que não é verdadeiro
Assim tu se mata por inteiro.
Tu não entendes que isso é fato?
Que tu vive uma vida paralela
Que tu não vive uma vida real
Que a modernidade te deixa sem rumo
Volto a repetir
Ei, me olha aqui um segundo
Quem sente muita pena de bandido e sai para defendê-los, identifica-se com ele e não com a vítima, é tão perturbado em moral e valores quanto o criminoso. Esse indivíduo já perdeu completamente a referência do certo e do errado; vive perdido no relativismo dos fatos, sem qualquer norteamento ou direção.
SONETO PLENO
Amando, soando o coração, mão nervosa
Suspira. A emoção sai da poesia, excitada
E toma-lhe, a palpitar, a prosa apaixonada
Em uma inspiração com estrofe carinhosa
Tenta a ideia romântica: verseja com rosa
Inspira. E a rima, assim, do amor é retirada
Com afeto em que o desejo brota do nada
Seduzindo a trova numa louvação gloriosa
Pega o pensamento, doma a ode em cena
De satisfação, liberta as palavras apertadas
Na solidão, e as busca da sensação secreta
E, assim, tão profundo, no delírio do poeta
Em gritos de triunfo, e clausulas douradas
Ao pé do mundo, confessa a sua obra plena...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15/03/2020, 06’36”- Cerrado goiano
Olavobilaquiando
O meu quarto é um lugar do descanso, um lugar onde o farto saí em lágrimas e onde a alegria reina
Eu deito na minha cama para cima, com os pés encostados na parede e penso em histórias que eu invento na minha cabeça,Minha imaginação reina nesse lugar. Nesse lugar a cama vira um pula pula, os travesseiros uma espada, os cobertores uma capa da invisibilidade e debaixo da cama uma caverna
TRANSFORMAÇÃO
Está no espaço
sai de dentro
ramifica por fora
inquieta minha mente
toma forma
isso é metamorfose ou mutação
que se esvai por todo canto
em busca de uma direção
um processo de reprogramar e aprender
o que eu ainda não sou
mas quem irá saber
pode ser boa, talvez contrário
mas que tenha o pensamento
que seja visionário
transforma sem entender
pois a mudança só é falida
pra quem sabe vencer
É tão difícil tirar da cabeça o que não sai do coração.
Vingir que tudo está bem quando nosso mundo parece desabar.
Aquela imagem não me sai da cabeça
Ela, tão linda, tão única, tão complexa
Se tornava irresistível
Quase impossível
Não querer
Não beijar
Não tocar
Tem que ser muito forte pra aguentar
Ficar ao lado dela,
Fingir que não afeta.
