Sagrado
Poema para Matheus Nachtergaele
No palco, ele não pisa — ele flutua,
entre o sagrado e o profano, entre o verbo e o silêncio.
Carrega nos olhos a vertigem dos séculos,
no peito, a febre dos que fazem da arte um destino.
A dor não o curva, o abismo não o afoga.
Ele dança sobre os cacos da ausência,
recolhe os vestígios de um nome que nunca partiu,
e os devolve ao mundo em cena, em chama, em fúria.
Seu corpo é verso, sua voz, uma carta esquecida,
um eco de todos que amaram sem resposta.
Ele encarna o que o tempo desfez,
e do esquecimento faz rito, faz oferenda.
E quando as cortinas se fecham, a luz permanece,
porque há almas que não pertencem ao mundo,
mas insistem em iluminá-lo,
como se viver fosse um último ato de redenção.
"silêncio que sustenta Galáxias"
"Mesmo quando tudo dói, teu silêncio é sagrado.
Mesmo quando ninguém vê, tua dor é um universo inteiro sendo sustentado."
O texto sagrado esconde de nossos olhos o verdadeiro significado. Sendo de difícil compreensão, requer que seja por cada um de nós decifrado!
Assim eu fui criado, se estivesse com bermuda ou camiseta, nem perto eu chegava do que era sagrado...
Com boné, nem pensar, pois seria um absurdo entrar na Igreja assim para rezar...
Uma reverência eu fazia, me curvava com respeito e devoção, mostrava apenas meu olhar, isso quando não me lembrava de alguma oração...
Tempos de fé e de emoção, de pedir a benção ao Padre, de dar valor em receber a Santa Comunhão...
Ao passar em frente a uma bela Igreja, em sinal de respeito, fazia um poderoso sinal com a minha mão, pensando em Cristo e em seu sagrado manto, em formato de Cruz: Pai, Filho e Espírito Santo.
"Ser desenvolto é transformar o texto sagrado em uma melodia que qualquer aluno pode aprender a cantar."
"A prosperidade bíblica é um pacto sagrado: quando partilhada, multiplica; quando retida, se esvai."
Meu país e as minhas raízes. Tudo que me faz conectar com o sagrado e divino. O clima que favorece meu respirar. O ar que respiro meu lar. A casa que escolhi fazedora de minha evolução. Sua beleza singela é sem igual. Seus horizontes de cores e luz. Seu povo destemido, sobretudo um povo que acolhe e colhe o que semeia e planta. Um país da diversidade e adversidade. Do amor e da dor. Da luta e da paz. Da dualidade do viver todos os dias e ter que aprender as lições e os ensinamentos independente de credo, crença, raça, gênero e cor. A multiplicidade está na beleza, na natureza, na riqueza, na realeza sem coroa, na sutileza do sentir. Na coragem que se ergue, na fé inabalável, na esperança que crêr. A pátria do evangelho, a pátria amada, Salve Salve meu Brasil.
Eu quero ter a raiz do amor que arvorece frutos doces. Que derrama o néctar sagrado dos sentidos. Eu quero fazer brotar flores nas relações da vida. Exalando o desejo de quem florir. Eu quero fazer tudo florar um jardim. Acho que tem flor dentro de mim.
Mulher é a inspiração que transcende e transforma. É a chama divina que move o sagrado. Mulher é emoção, música tocada pelo coração. É a fluidez da vida que não se opõe aos obstáculos. É a luz do nascimento e conhecimento do amor.
Me conecto com o sagrado no meu ser integrado e disponível à vida. Sou grata aos céus e a terra pela maravilha que é sentir a realização do servir e seguir o meu caminho. Sendo a minha essência em tudo com gratidão e compaixão. O amor, a natureza, o universo é, enquanto nós estamos. Não há fórmulas para integrar-se, já compomos o todo. O estado do ser é inteiro, a mente que precisa esvaziar tudo que cobra do externo, porque tudo está dentro - amor.
O sistema constrói narrativas para desconstruir a imagem do Sagrado no homem, levando-o a um estado vergonhoso e deplorável.
Peixe e Palavra. Corpo e Alma. Ação e Oração. Pão e Comunhão. Profano e Sagrado. Na dualidade existente nos opostos e contrastes a vida cristã encontra seu sentido.
Quando ela chega, emudeço
é o silêncio sagrado da criação
rasga o véu de qualquer distância
rouba-me da própria distração
cinge seus lábios em meu peito
ancora-se sem pudores em mim
e tudo o que vejo, escrevo
quando ela chega enfim…
#PASSAGENS
Foi hoje e foi aqui...
De repente deixou de ser sagrado...
De repente deixou de ser querido...
Deixou de ser desejado...
Deixou de ser bem quisto...
Deixou de ser caminho...
De ser encontro...
Tornou-se uma lembrança...
Transformou-se em um sonho...
Ninguém mede o tempo...
Ninguém nunca sabe de onde vem o vento...
Fogo ondulado...
Luz ardente que me guia...
No que se esvai...
Um recomeço em todo dia...
Quando me vi...
Antes de lhe conhecer...
Ansiei por merecer...
Mas nunca sei como sou...
E agora?
Para onde vou?
A estrela de minha fronte agora se esconde no vazio que sobrou...
Minha alma que perdura...
Contra a pedra que o tempo transformou...
Sonha e sempre sonhará...
Do amor que passou...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
“”És pão
sagrado
Purificado
Água cristalina
És saudade matutina
Manhã de chuva no chão
A refrescar a ilusão
És pão da vida
Sonhos de amor
Ausência de dor
Calafrio de desejo
Doce de beijo
És assim
Verdade em mim
Simplificada como tarde de sol
És brisa no atol
És pão
Pão que nutre a fome
Pão que irradia seu nome
Simples mas feito o que
E sem você
Sou pronome
Que só encontra felicidade
Quando seus braços se tornam o pão
Pão que sacia a fome
Fome do meu coração...””
