Saber Cuidar - Leonardo Boff
Não pode haver dor, numa alma que cativa outras, mesmo sem saber; repleta de mistérios em doçura, fraquezas em duras armaduras (...).
você me machuca
despedaça meu coração
eu só queri saber
pq?
pq eu continuo?
eu continuo te querendo mesmo você quebrando meu coração
eu só quero saber o gosto dos seus lábios então amor facilite
oq eu tenho que fazer pra te ter?
por favor eu não aguento mais
então por favo
Saber acho que vou continuar te querendo
Você é como um vício que meu coração que
Então oq eu faço
Oq eu faço com isso
Se meu coração continuar batendo assim por vc eu não vou aguentar
Isso é uma tortura
Eu queria sua boca
Mais não posso ter
Isso é tortura
Então tenta me entender quando eu surto
Eu quero sentir o sabor do seus lábios mais que tudo nessa vida
Mais eu não posso
Isso é estranho?
Talvez!
Isso é uma tortura
Te imagina com outra pessoa me mata
Não era pra isso acontecer
Pq eu sinto isso
Eu não sei
Mais queria saber
Amarelo Rua a Baixo
Não foi fácil saber quais.
Amarelos que nem usas mais!
Nem descer aquela rua.
Alegre como o campo que não lá havia.
Fôramos apedrejados nesse dia.
Naquele frio,
Que ninguém tinha como nós,
Nem a nossa voz dizia ter sentido.
Mas as gotas do teu cabelo...
Essas sim!
Eram o "mim",
O pouco de ti,
O tudo dos teus e o nada,
Dos empertigados.
(nada que eu quisesse, pelo menos)
No dia em que fomos vistos a passar naquela rua,
Já nos conheciam,
Já lá haviam jardineiros,
Varredores rua a baixo...
Rua a cima!
E os porteiros do Jardim Botânico que nos viam
E os motoqueiros da Telepizza que nos deram!
Mas nesse dia era dia de Janeiro.
Não! Espera!
Era o dia que nos dera, como se fosse o ano inteiro!
Mas chegámos lá.
Ah!... Se chegámos lá, menina dos oníricos amarelos.
Lá a uma estrada,
A um rego de água
E a um caminho âmbar.
E lá alguém passava caminhando menos belo.
Sabendo tudo,
Não querendo dizer nada,
Mas alguém que passava disse:
- Deus vou ajude!
- Deus vou ajude meus filhos!
E ajudou tia!
Ajudou tia!
Tanto que sempre serei a forma da ponta do seu cajado!
Quanto a ti...
Não sei de ti nem pra onde foste!
Apenas deixaste os ganchos do teu cabelo
E a minha gaveta desarrumada.
A saudade da seda molhada
E da gota.
Garota, garota, garota!
É o que vejo agora na refracção da gota!
Três pontinhos.
Não chegam, garota!
Não chegam para cozer a ferida de felicidade,
Exposta pelo teu bisturi... na verdade.
Quando foi o teu estaladiço odor escarlate para depois?
Quando foi?
Quando foi a ferida sangrada pelas danças nocturnas dos dois?
Quando foi?
Pela foz do cais.
Pela voz do Rui.
Pela pedras marginais.
Pelo Porto sem sentido.
Pela cascata de mãos dadas,
No eco das Arrábidas!
Gritos felizes...
Berros no bruto pra escutar no ouvido.
Agora o Cronos,
Olha para o dia da ferida,
Para o depois da felicidade,
Para a parede fria... prá nostalgia
E vê-te a ti, garota,
Vê o teu bisturi,
Vê o corte de felicidade,
O desnorte
E os teus tais três pontos de Saudade!
Saudade, saudade, saudade de ti, garota!
Saudade dos amarelos que não usas mais.
e nada mais é
se não arte
uma bica
e um fim de tarde
em Marte
Eu ando descalço..
Pra saber onde piso...
Pra me manter vivo.
Eu ando descalço
De ilusões e sofrimentos
Piso bem, piso limpo
Sem devaneios , sem sustos
Sigo meus instintos ..
As vezes vivemos sem saber o fundamento da nossa existência, mas, marcamos passos largos ao longo da vida em busca de uma felicidade determinada pelas pessoas que nos rodeiam.
Amor é algo complicado. Como saber que a pessoa te ama de verdade?
Pelos atos? Só por dizer eu te amo? ...
É triste saber que sou parte da única espécie animal que destrói o próprio habitat. E nós é que somos os racionais.
Eu tenho medo dos meus abismos, e creia, não é por não saber o que existe dentro deles, é exatamente pelo contrário.
ersatzspielerin
teimo em não acender a luz, encalhada
sem saber se quem – eu ou o mundo
é suplente de algo primevo
se o que existe é a tensão ou
degrau de recursividade.
o violento da memória é a retenção do vazio.
penso em palavras multiportantes, como não me escapa fazer:
merimnologia, ou: considerar é arder.
mermeridade, ou: ansiar é condenar-se.
metameridade, ou: a parte pelo todo.
palavras me procuram, procuram a nós
porque as salvamos de um desígnio adjunto
nos lançamos aos fins da tensão.
me vejo merócrina, exocito
e a elas entrego
qual impostora estertorada
o grau primeiro das coisas.
Liberdade
É saber que das palavras
contempla uma simples ação
Corre no corpo, pulsa vibrante
quero berrar
quero voar
não existe bem ao certo
quem diga esse é seu lugar
te da força, da a luz
domina seu eu
dentro de ti,
corre algo que te escolheu
O sol agora brilha
mergulho em meu sonho
não há quem diga
Agora quem vai me notar
com versos incertos
vão te lembrar
estou vivo
me encontrei com o poema
entre traços e rabiscos
sempre surge um dilema
o quão diferente me tornei
segui minha razão
logo me libertei
Me despedi de muitos lugares
sou mais eu
com meus cheiros e sabores
o tempo se rompeu
Aqui nesta praia onde a bruma
o tempo ecoa
da minha vida,
eu fiz essa escolha
plantei a cemente
cruzei os horizontes
a brisa fez pensar
reconheci minhas faces
foi difícil suportar
é sentir sem olhar para trás
reconhecer que o futura
so acontece com quem faz
É muito difícil ser uma pessoa intensa.
É difícil ter muitos sentimentos e não saber lidar com eles.
Quando algo me dói, me dói muito.
Quando algo me faz bem, me faz muito bem.
Coisas que são fúteis para alguém, para mim tem muita importância.
Eu tenho tanto sentimento e os guardo.
Algum dia vou explodir, espero não afetar ninguém.
Além de mim.
"certo que cada um de nós se envaidece por ser capaz de pensar, e muitos até gostariam de saber como é possível que pensem como de fato pensam."
R.M...
Na certeza do meu querer, movida pelo meu saber, em meu coração só existe você.
Solidão e dor ambos seguem um grande amador, que quando conheceu o verdadeiro Amor tudo suportou.
