Saber
Amar de verdade é se desarmar por inteiro e saber que a própria pele fica exposta ao vento mais frio.
O Saber que Desconstrói Dogmas.
A Busca pela Autonomia Intelectual
A história da humanidade é, em grande medida, a história da busca por respostas. Desde os primórdios, diante do vasto desconhecido, o ser humano buscou explicações para a existência, a morte e a ordem do mundo.
Contudo, quando o acesso ao conhecimento e ao pensamento crítico é limitado, mitos e dogmas encontram o terreno perfeito para florescer. Por séculos, estruturas de poder sob a roupagem da religião e das doutrinas intocáveis, consolidaram-se não apenas como guias espirituais, mas fundamentalmente como ferramentas de coesão, regulação e controle social.
Ou seja, minha escrita por aqui vem sintetizar com maestria esse movimento fundamental: a transição da obediência cega para a soberania intelectual. Trata-se de uma discussão que vai muito além da dicotomia superficial entre crer ou não crer, ou sobre ser ateu vs ter fé. O centro da questão não é a negação da espiritualidade em si, mas o combate à tutela ideológica e ao monopólio da verdade exercido por terceiros.
À medida que a investigação independente ganha espaço, as certezas absolutas e impostas começam a ruir. Ao analisar as narrativas tradicionais sem as vendas do dogmatismo, revela-se a sua origem essencialmente humana, contextual e política. Explicitam-se as contradições lógicas e a própria fragilidade da mente humana em aceitar respostas empacotadas para aliviar a ansiedade diante da existência.
Enfim, investigar por conta própria não anula a busca pelo transcendente ou pelo sentido da vida; antes, purifica-a ao recusar a aceitação cega de doutrinas construídas por interesses terrenos. Quando o indivíduo assume as rédeas do próprio saber, o que antes parecia uma verdade divina e irrefutável revela-se como o que realmente é: uma construção histórica e cultural. O verdadeiro despertar da consciência não nasce da submissão passiva, mas da coragem irrestrita de questionar.
__________________Ailton Catão.
Viver como formiga
é não querer saber
o que não somos
ainda capazes de responder.
É viver sem querer entender
o porquê se vive.
É entender que o viver
está no que se vive.
É simplesmente viver por viver.
Quando me chamam de professor, sinto um peso enorme da responsabilidade do saber e vejo o quão distante encontro-me da possibilidade de não sentir isso.
No trânsito, não basta saber as regras. É preciso respeitá-las. Não basta pedir segurança. É preciso praticá-la.
SABOR MARESIA
Verso 1
Decorei teu cheiro sem saber por quê,
como quem encontra o mar sem perceber.
Entre tantos perfumes, tantos por aí,
foi no teu que alguma coisa falou de mim.
Tem sal na tua pele, tem doce no olhar,
tem qualquer mistério que me faz voltar.
E quando a noite encobre o que eu não sei dizer,
meu coração inventa um jeito de te reconhecer.
Pré-refrão
E se alguém perguntar
que perfume é esse no ar,
eu vou sorrir, vou disfarçar...
certas coisas não se podem explicar.
Refrão
É Sabor Maresia,
doce e salgado, feito poesia,
um segredo que o vento levou,
mas deixou teu nome onde meu peito guardou.
É Sabor Maresia,
uma lembrança que ninguém decifraria.
Pode procurar em qualquer lugar,
mas esse perfume só você sabe carregar.
Verso 2
Já procurei teu cheiro em noites de verão,
nas ondas, na chuva, no vento do sertão.
Mas o mar não soube me dizer onde encontrar
essa fragrância que só teu corpo sabe guardar.
Talvez não exista frasco, talvez não haja flor,
talvez seja somente uma invenção do amor.
Ou quem sabe seja o mar, em segredo, a confessar
que aprendeu teu nome antes de eu te encontrar.
Pré-refrão
E se alguém perguntar
por que eu volto a procurar,
eu vou sorrir, vou disfarçar...
há perfumes que nasceram pra ficar.
Refrão
É Sabor Maresia,
doce e salgado, feito poesia,
um segredo que o vento levou,
mas deixou teu nome onde meu peito guardou.
É Sabor Maresia,
uma lembrança que ninguém decifraria.
Pode procurar em qualquer lugar,
mas esse perfume só você sabe carregar.
Ponte — quase sussurrada
E naquela noite estrelada,
quando a lua beijou o mar,
eu não procurei mais nada...
só queria ali ficar.
Porque teu cheiro tinha qualquer coisa
que o mundo não conseguiu explicar.
Era mar, era noite, era mistério...
era você sem precisar falar.
Último refrão
É Sabor Maresia,
meu segredo em forma de melodia.
Se o vento perguntar por você,
eu digo que foi o mar que me ensinou a te reconhecer.
É Sabor Maresia,
doce lembrança que o tempo não levaria.
E se um dia eu esquecer teu olhar,
basta o vento soprar...
que eu vou saber onde te encontrar.
Final
Sabor Maresia...
tão único, tão você.
Talvez o mar tenha inventado o perfume
só pra eu nunca esquecer.
A empresa não é a tua carteira;
A gestão começa por saber exatamente quanto é teu e quanto pertence à empresa.
Reservista
Demétrio Sena - Magé
Só me resta saber que sou à margem;
quando muito, guardado pra demandas
de miragem possível num deserto,
pra passagem difícil de cumprir...
Invisível; perdido em meus atalhos;
à espera, talvez, de um assobio;
meus retalhos dispersos e dispostos
a quem tenha remendos por fazer...
Já entendo; não sou essencial,
se não for crucial que me apresente
como quem é chamado nas missões...
Entendi meu papel; sou extra-lista,
para breves desvãos de contingente;
reservista pra ser soldado raso...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
"Ninguém precisa saber da tempestade para que ela exista; às vezes o pior temporal é o que acontece dentro de casa."
Pra bem viver a vida
de vez em quando é preciso
Aprender
A enxergar com os ouvidos
Saber dizer com o olhar
e, na maior parte do tempo
Fazer que não viu
e fingir que não ouviu
Fechar os olhos
e assim
Se calar
