Saber
O melhor filtro para saber se é ou não poesia é o seu próprio olhar. Se lixe para a opinião do outros. O quê é poesia para mim pode não ser para você, e está tudo bem.
Não desisti de querer
saber como são
os seus olhos diante
dos meus anseios,
E sobretudo o seu aroma
entre os meus abraços,
Não é de hoje que você
ocupa todos os espaços
sem nunca ter me tocado,
Sem exagero os meus
Versos Intimistas tenho
entregue com o quê há
de mais raro e tem tudo
a ver conosco tal qual
o florescer do Cedro-Rosado.
O broto do Cedro-aguano
se ergue em busca
da aurora matutina,
e eu busco saber como
estão as nossas tribos,
Viver buscando é algo
que faço o tempo todo
mesmo sem ter condições
de nada fazer eu sigo continuando,
Levanto uma casa
por dia na poética agonia,
Pois já deveria ter acostumado
que nada muda de um dia para o outro.
Ainda desejo saber como é o seu
Rosto e qual é o seu nome
Reina na minha mente absoluto
Único nas palavras e no silêncio
Latinamente você assim me mantém
Loucamente curiosa o tempo todo
O quê me resta é esperar...
Só de saber da sua existência
em mim está escrito o poema,
E dele sei que não há mais saída
porque sei você sempre esteve
na minha como nunca deixei
de estar na sua porque você
sabe habitar a minha cabeça,
Fazendo sempre toda a diferença.
Sem saber quem és
sinto-me dentro
por todos estes anos
Cercada pela ausência,
e pelo seu silêncio
que fazem uma orquestra
da minh'alma, do peito,
do corpo e do pensamento.
(Poema dos sete sentidos)
Estabeleceste ao redor
um heróico cerco que me faz
sua mesmo sem saber
quem é de fato você,
E assim alimento dia e noite
a vontade de te conhecer.
O teu silêncio por anos,
a sombra envolvente,
Nunca duvidei mesmo
sem saber ao certo que tu és
e que do caos deste
mundo você me protege
como um Anjo da Guarda
me mostrando nas entrelinhas
que sou por ti muito amada.
Sem saber o porquê
de tanto silêncio,
Sem saber ao certo
na vida quem é você
tem me colocado
prisioneira sem fim,
e temo perder
o melhor de mim,
Falando com as paredes
invisíveis e com
o meu tumulto interior,
Apenas concluo
que falo e só eu escuto
sangrando neste jogo
possível de sedução
e estranho oculto.
Fico tentando ler
os teus olhos sem saber
como é o seu rosto
Do mesmo jeito
fico tentando beijar
os teus lábios sem saber
como é o seu gosto
Fico tentando ler
os seus pensamentos
sem saber como
você pensa de verdade
Da mesma maneira
fico tentando criar
um paraíso para fazer
parte dos seus sonhos
Se é que estás a reparar
ao ponto de realmente
de com delícia me desejar
Há muito tempo tens
me causado curiosidade
e desejo de perdição
com um misto
infalível de batalha
entre a loucura e o juízo.
Em todas as cenas românticas
vivo te incluindo mesmo
sem saber se está escrito
pela pluma poética do destino.
Trago os sinais da Pátria Grande
nas mãos pelas ribeiras do Uruguai
e enquanto aprecio um 'ceibal',
porque amar a terra é fundamental.
No meu peito e no pensamento
rotas intermináveis tenho feito
para ser parte do seu sentimento.
Sem ao certo saber a direção
que me faça te encontrar,
vou adiante devagar e sem parar.
Para uns pode parecer
loucura não sei
o porquê ainda quero
saber quem é você.
Não avento que não
venha me querer
e mesmo assim quero
saber quem é você.
No Perú sob uma Quina
em nós o tempo embala
em silêncio toda a poesia.
Veremos chover estrelas
nesta Pátria Grande
porque em nós há o romance.
Saber que tens desejo,
E que ocupo o seu coração
como uma multidão
ocupa um estádio,
Doce é a trampa
que preparo para deixar
ainda mais apaixonado.
Pedi para saber
Eu insisti
Desafiei por mais de uma vez
Infelizmente você não quis
Realmente revelar: CANSEI.
12/10
Nem todos são
obrigados a saber de tudo,
Em tempos de Internet
e fora dela também,
Quem se expressa tem
o dever de explicar tudo
para o entendimento profundo.
Saber ir e voltar das situações
que não se pode navegar
no mar das humanas emoções
e até daquilo que se não pediu.
Diferente do que impuseram
na Ilha da Rita nós sempre
podemos reagir para o curso
da história nunca mais se repetir.
No campo do diálogo e da ação
para não cair nas armadilhas
da nossa própria destruição.
Para que ninguém tenha mais
poder sobre nós e que venhamos
se lembrados da melhor maneira.
Saber que em setembro
floresce o Pau-brasil
que é a Árvore Nacional
é lembrar que tenho raízes,
e em mim está a Independência.
Saber que em setembro
floresce o Ipê-amarelo
que porta a Flor Nacional
e em mim está a Independência.
Saber que em setembro
o Sabiá-laranjeira se multiplica
é que é a nossa Ave Nacional
e em mim está a Independência.
Saber que não foi somente
em setembro e que a Independência
nasceu com os pés descalços,
e não no fio de uma única espada e coroa,
em mim está viva a Pindorama
na alma, no corpo e na memória.
Saber que para existir de forma longeva
ter Independência é viver com diligência,
em relação a sua própria existência,
e não buscar nenhuma interveniência.
Quem diz que sabe de tudo não sabe de nada especificamente. A arte de saber desde a mais remota antiguidade está intrinsecamente ligada a arte de reconhecer que não sabe mas quer aprender.
Confesso que tenho o pleno entendimento de saber que nasci para acender as luzes do show da vida e não para estar no palco.
Fico triste em saber que o amor de meus sonhos, vive triste, incompleto, em sobreviventes suspiros por esperança, por que ainda não nos sorrimos por olhares e não nos conhecemos.
