Ruína
A insatisfação pode ser o ponto inicial de um grande sonho, mas também pode arruinar a vida de qualquer pessoa.
-Muito cuidado com o "Amor" ou a "Paixão" esses dois sentimentos são extremamente poderosos podendo te levar a ruína ou a glória aplique-os. Mais sempre acompanhado da sabedoria e de muita prudência, ou então eles também podem ser a causa de sua desgraça.
A natureza do amor, de não nos permitir escolher por quem nos apaixonamos, é uma rota que pode conduzir à ruína.
-Muito cuidado com os conselhos de um insensato, ao ouvir os seus dizeres e ensinamentos poderá cometer loucuras, não deixe que a semente da insensatez penetre o seu coração, caso contrário poderá sucumbir a ruína.
Se soubesse que estava prestes a conhecer o homem que me deixaria em cacos como a porcelana mais fina se espatifando na terracota, eu teria dormido até mais tarde.
O muro
Ergueu-se imponente outra vez
Pois dantes por mim derrubado
Agora me fita em silêncio cruel
Com tijolos frios e passado selado
O que um dia tornou-se ruínas
Assombrou-me com sua ausência
Vulnerável ao vento frio da noite
E a solidão soprou sua sentença
Eis que ergue-se por instinto
Pois caído ao chão não protegeu
Recolhe triste os cacos do tempo
E guarda a dor de quem cedeu
"O sabor do pecado é passageiro, mas seu efeito danoso dura mais do que você está disposto a suportar."
Tome cuidado com tudo que você diz, a quem você diz e como você diz. Para que as suas palavras não sejam utilizadas como munição contra você próprio.
A fúria multiplica os braços, e abre velozmente clareiras e estradas: clareiras e estradas onde não devia. Forca e alavanca, traça progressos em direção a ruína.
A Palavra e o Silêncio
Falo—e a palavra corta o ar
como lâmina sem rosto,
como flecha sem alvo.
Quem a escuta? Quem a sente?
Quem lhe dá forma dentro do peito?
Dizê-las é rasgar o silêncio,
como quem fere a pele da água
e espera que o mundo responda.
Mas o mundo nem sempre escuta.
Ou escuta mal,
como um espelho partido
onde o rosto já não se reconhece.
Escrevo—e a tinta sangra no papel,
mas o que digo não é o que fica,
o que fica não é o que sou.
Entre mim e o outro há um abismo,
uma distância que a voz não vence,
um eco que se perde na sombra.
Às vezes são lâminas,
abrem sulcos na carne do tempo,
fazem sangrar quem as ouve.
Outras vezes, são leves demais,
tocam, mas não ficam,
morrem antes de nascer.
Quisera eu que a palavra fosse ponte,
mas tantas vezes é muro,
ferro, pedra, ruína.
Tantas vezes, o que fere não é o grito,
mas o silêncio depois dele,
o vazio onde o sentido se afoga.
E no entanto, insisto.
Porque dizer é resistir à solidão,
é lutar contra o escuro do não-entendimento,
é desafiar a noite com um nome,
mesmo que ninguém o repita.
Em verdade, há tanta diferença de como se vive e como se deveria viver, que aquele que abandone o que se faz por aquilo que se deveria fazer, aprenderá antes o caminho de sua ruína do que o de sua preservação.
Se eu não tivesse vivido e visto com os meus próprios olhos, talvez eu não acreditaria que, de fato, existem pessoas que buscam a própria ruína.
Um grande mal do ser humano é a arrogância de julgar tudo que sua inveja não permite aceitar e sua ignorância é incapaz de compreender.
O homem que tem muitos amigos, tem-nos para a sua ruína; mas há um amigo que é mais chegado do que um irmão.
