Rubem Alves Jardim
Reflexão de davi Alves A realidade quer que se seja mais real Não perca tempo com ilusões alheias ! seja realmente de verdade !
O historiador que ainda não surgiu.
Sim, este que ainda não descobriu o Brasil.
Pedro Alves Cabral.
Ficou com a moral.
E o índio, onde está o pergaminho.
Tribos e tribos.
Idiomas tantos.
Artes, cultura.
Onde estão os velhos livros.
O que esconde a história.
O registro da memória.
Milenar geração.
A pergunta que não quer calar.
Historiador, onde tá tu, pode nos revelar.
Quem é o indio?
Talvez o negro, desde o Egito, sabe contar.
O que esconde.
Raça pura.
Grande mistura.
Irmãos tão diferentes.
Ramos de toda gente.
Sete, Noé, uma só gente.
Se a terra escrevesse um diário.
Nos contasse cada passo.
De onde veio cada genuíno traço.
Triste saber, que da Terra, pela Terra, sangra o campo.
Tempos e tempos.
Bombas, espadas, sinais nos ventos.
Pranto e vingança.
Herança.
Tronco, chicote, prostituição, perseguição.
Escravos e senhores da nova geração.
Historiador, venha revelar.
A saga do tempo.
Irmãos.
Civilizações.
Tormentos.
Nem mesmos os reis israelitas.
Os imperadores romanos.
Não foram, até hoje capaz de sanar.
A dor do semelhante.
A cada variante.
Artificialmente o homem lobo do homem insite em tragar, violar, massacrar.
Pronto, mais uma vez historiador, a semente moderna, de onde parte a raiz que nasce o ódio, de que familia é esta planta, onde está, estão localizados, quem manobra a palavra santa.
Giovane Silva Santos
AUTOR: José Alves de Araújo Neto
A FRIEZA
A frieza das águas me invadem
Passo meses inundada no tempo
Mas sou honrada pelos meus fiéis
Em minha história tenho segmento
Mesmo assim o sucesso me abraça
O local é que mostra minha raça
Tenho fama e histórias a contar
Minhas histórias irei espalhar
Para toda terra conhecer
Meus festejos, alegria e prazer
É o que eu tenho a oferecer ao meu povo
Esse ano me banho de novo
Mas esta batalha vou vencer.
AUTOR: José Alves de Araújo Neto
GUERREIRO ANAMÃENSE
Os passos que dei na vida
Os rios que trafeguei
Os aviões me levaram
A distância que não sei
Espalhei meus pensamentos
Soltei todas as emoções
Mas conheci Anamã
Terra de grandes paixões
Foi bom andar nesse mundo
É gostoso reelembrar
Sou guerreiro anamãense
E com orgulho irei lutar
Sonho em reduzir a mil
A guerra na terra sombrio
E mostrar as maravilhas
Que em Anamã surgiu.
AUTOR: José alves de Araújo Neto
A MAIOR DESSE MUNDO
Vejo o dia mudando cedinho
Vejo a noite chegar derrepente
Vejo lágrimas no rosto da tarde
E a natureza com um olhar sorridente
Hoje digo que a vida é bela
E acredito que merece carinho
Vejo o sangue circular nas veias
Vejo os pássaros dormindo nos ninhos
Vejo o homem acabar a floresta
Sinto que a natureza espanta
De manhã o sol brilha no céu
E da cama o homem levanta
Cuidem bem dessa nossa floresta
Hoje temos a maior desse mundo
Se pensas em zelar Deus lhe ajude
Pois quem mata parece ser rude
A floresta é um sonho profundo.
AUTOR: José Alves de Araújo Neto
UM SONHO A REALIZAR
Quem conquista o mundo assim
Tem mais paz, alegria e vida
Tem um sonho a realizar
Tem caminho, domínio e partida
Quem merece um amigo igual
Tem bandeira hasteada em seguida
Uma cabeça que pensa
Um soluçar desejado
Um homem culto e moderno
Um linguajar avançado
Um Q l de moral e valor
Um sorriso no rosto estampado
A forma que a nação atravessa
O risco cada vez maior
O pobre falando sozinho
O mendigo só em ver dá dó
Mas quem sabe a grande mudança
Faz o ser caminhar bem melhor
Faça sempre o bem nessa vida
Seu trajeto tem tudo haver
Quem ajuda essa massa humilde
O paraíso espera você
Pra dormir e sonhar com os anjos
Para brilhar com mais dom de viver.
OBS: Esse poema foi feito quando comecei caminhar sozinho independente de pai e mãe.
AUTOR : José Alves de Araújo Neto
NO MAR
Se você andou no mar
Sabe falar o segredo
Que os pássaros que voam
Sentem a sobra do medo
Quero te amar um dia
E te amar sem companhia
Para mostrar que a amo
E sempre a quero mais
Você é a minha paz
Você é quem eu queria
Quero te dizer que no mar
Onde eu ia te encontrar
Quero dizer que minha vida
Só tem sentido assim
Com você perto de mim
E os pássaros todos cantandos
numa alegria sem fim.
Que saudades da professorinha, que me ensinou o babá, etc. (Ataulfo Alves). Você com essa beleza escomunal, derrete qualquer coração petrificado, agora, imagina aqueles já amolecidos de tanto apanhar no dia - a - dia?... Muito linda. Beijos.
(Apoio ao jogador brasileiro Daniel Alves)
Homenagem à Banana...
Essa incrível fruta que não deve ser jogada, nem desperdiçada!!!!
Comamos bananas, elas são fontes de potássio... não dão câimbras....
E é por isso que somos os Pentacampeões do mundo....
O resto é inveja da oposição!
Eu, Nereu Alves, e o William Bonner, temos 2 coisas em comum: erramos e pedimos desculpas, todos os dias.
Palco do Silêncio
Por Nereu Alves
Um dia brilhou como estrela na aurora,
salão imenso, janelas abertas, luz que aflora.
O palco, infinito em sonho e criação,
morada da arte, da vida, da imaginação.
Ali dançaram ideias, versos e canções,
ecoaram risos, palmas, gerações.
Cenário de peças, recitais, emoção —
cada ato, um sopro de transformação.
Ainda está lá, firme, sobrevivente,
com vida que pulsa, embora diferente.
Mas algo o abafa, o cerca, o silencia,
como um véu pesado que cobre sua poesia.
Ergueram ao lado um gigante sem alma,
frio, sem história, que rouba a calma.
Um elefante branco de concreto e vaidade,
que engoliu a luz, abafou a verdade.
O vizinho tombou, não por tempo ou idade,
mas pelo descaso, pela falsidade.
Assassinaram paredes cheias de memória,
e enterraram ali um pedaço da história.
Agora o palco, mesmo em uso e movimento,
vive ofuscado por fora e por dentro.
Resiste em silêncio, com dignidade,
mas luta contra a sombra da modernidade.
Não é preciso demolir pra matar —
basta sufocar, fazer o brilho apagar.
E onde antes brotava beleza e união,
fica a sensação de lenta extinção.
Mas há quem veja, quem guarde, quem clame,
quem sinta que a arte é chama que inflame.
Enquanto houver alma, memória e razão,
não se fecha jamais o grande portão.
Abram-se janelas, cortinas, corações —
que o palco renasça em mil gerações.
—
Nereu Alves
Dedico este poema à Irmã Maria.
Espelho
por Nereu Alves
Se você conseguir ser justo em um mundo injusto…
Se for capaz de ser honesto em meio à desonestidade,
Se conseguir ser bom num tempo em que a maldade impera,
Se você ainda for humano num mundo cada vez mais desumano…
Se você sorrir quando tudo e todos esperam o seu choro,
Se conseguir ser feliz onde a felicidade alheia nasce da infelicidade do outro,
Se for incorruptível num mundo onde a corrupção é regra,
Se fizer o bem sem olhar a quem,
Se der valor ao que realmente tem valor…
Se tiver princípios, meios e fins…
Se viver com o propósito de construir um mundo melhor —
Para todos, sem exceções —
Se for fiel à verdade de que Deus é um só
E que esta vida não passa de uma breve passagem,
Uma viagem curta, um fim de semana…
Então você entendeu.
Porque muitas vezes não haverá uma segunda chance.
E para a viagem seguinte, você não levará nada —
Nada além do espírito.
Como chegou, assim partirá.
A carne fica. O corpo cessa.
E tudo o que permanece é o que não se vê.
Que o seu espírito seja leve.
Que o seu espírito seja luz.
Que o seu espírito seja santo.
Porque o seu espírito… não é seu.
É de Deus, que te deu a vida,
E te colocou para caminhar por essa terra de mortais
Com a missão de, ao partir, deixar algo maior do que o que pegou.
