Ruas
Nômade
A vida passa e o incompreendido chora
Pelas ruas o andarilho some
Intensamente busca o que perdeu
Sem saber que achou.
Nada entenderá sem ser compreendido
Compreendendo se perderá
Nas buscas e buscas exteriores
Como nômade pairando nos cantos do mundo.
O incompreendido chora
À inexistência do palpável
Pela terra escorrem entre os dedos
Os sonhos perdidos pela lembrança...
As lojas que mais vejo nas ruas são de agências bancárias, farmácias e igrejas evangélicas, o que me leva a concluir que somos, os brasileiros, um povo doente de bolso, corpo e alma.
Eu sofro, porque não dá pra andar nas ruas e ignorar cada cão abandonado. E eles são muitos. Até quando Deus?
Chuva
chuva tardia deixou
Perfumes de terras, nas ruas molhadas
Gotas de água para todos os lados,
molhando todos sem querer saber
de cargo ou salario,
Sem querer saber quem e forte ou fraco
Curando corpos cansados,
livrando pecados, explodindo egos inflados
Colocando amor nos corações gelados,
Quando sentimos a chuva, não apenas nos
Molhamos,
E um feito inexplicável, tipo Da Vinci
Escrevendo ao contrario,
Chuva traz momentos
Raros que um dia serão lembrados,
Quando tiver deitado, com pingos
No telhado barulho de trovoadas raios
Ouvindo vago, olhando por nada, imaginado o cenário,
Quando se reuniram pra jogar bola na chuva,
um ficou doente, outro rasgou a roupa,
Riram junto pelo Outro que caiu na poça.
Cedo ou tarde, quem sabe,
a gente se encontra
Na beira do mar, pelas ruas da cidade
Em algum lugar
Cedo ou tarde, quem sabe,
a gente se encontra
Pela madrugada, em algum fim de tarde
Forget the bad days
encha seu coração
de esperança e emoção,
saia pra caminhar,
pelas ruas perambular...
navegue nas ondas do mar,
ouça uma bela canção,
mergulhe,
deixe-se levar...
tome um banho no mar,
sinta o vento soprar,
das flores o aroma no ar...
permita-se bailar.
Lembre-se de que os
dias maus
estão aí pra lembrar,
contrastar,
só assim os dias bons você vai notar...
esperar,
buscar,
encontrar,
aproveitar.
Nas Minhas Ruas
E nas ruas desertas da minha cidade
No silêncio rompido somente por alguns pássaros
Eu danço e pulo com a liberdade
E me contento com a felicidade pássara
Deixar voar, cantar
Nas ruas da minha cidade
A felicidade vem pra durar
Essa é a sua ambigüidade.
Não há idade nem necessidade
Não há mais paz,
Não nas ruas desta minha cidade
As pessoas acordaram, e essa é a realidade.
As ruas não são mais desertas,
E já não ouvimos mais os pássaros
As pessoas se acham espertas
Mas nunca conhecerão a minha felicidade pássara.
Foi como num carnaval
Bem no final
Quando fica um vazio nas ruas
E os copos descartáveis no chão
Dá trabalho pra limpar depois
No outro dia cedinho
Depois da multidão
Ruas vazias, lojas fechadas
Sociedade substituindo sorrisos por máscaras
Pessoas assustadas, presas em suas casas
As drogarias lucrando como nunca
Os hospitais lotados e sem estrutura
Atenção... se tu quer sobreviver não saía na rua
TEMPOS DE PANDEMIA
Ruas vazias
Crise na economia
Respostas sem sentido
Choro reprimido;
Ruas vazias
Crise na educação
Casa cheia
Barriga vazia
No rosto a preocupação,
Na mesa a falta do pão;
A falta do abraço
Aquele bem apertado
Enche a casa de solidão.
As ruas vazias e o ar morbido...
fazem solidão paira sob o a liberdade...
o amor e afeto e se retrucam na voz do medo...
o ambiente sombrio denota o verbo.
a dor do vazio torna se mais obscuro,
na transição do amor paira a paz da solidao.
murmuro uma música que afringe o sentimento na crua estrada da vida.
Sem ninguém pelas ruas e as luzes on
Procurando algum bar
Uma ilusão
De rolê na cidade depois das três
Esse carro é um oasis e um harém
entre noites
melancólicas,
ruas sem saída,
dia após dia
cultivando a ferida
aberta,
custou-me,
nuvens
perdidas,
passeios
só,
suor a contragosto,
frio,
no fundo do poço,
raiva cobrindo
o corpo
todo,
contas a pagar,
falta de ar,
febre amarela,
febre do rato,
tifoide,
deixando de lado
o amor
(sopro
cosmo
humano)
disenteria,
erros calculados,
a poesia?
Com o aumento de bicicletas nas ruas de uma cidade, a evolução para um trânsito mais humano e seguro e com Paz, é inevitável.
Natal Defronte
As ruas corridas, muito estresse
No dia lotado de apressado rumor
E o meu pensamento desvanece
No muito fragor e no pouco amor
Já é Natal, cheio de luz de fulgor
O brilho da fé, opacou-se, afinal
De aparência o hoje é o mentor
Nestes tempos, de só fútil ritual
Valeu-me o olhar dum pedinte
Que brilhava mais que tudo isto
Era príncipe e farto de requinte
A face que lembrou a de Cristo
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Cerrado goiano, 12 de dezembro, 2019
Desabafo de um orelhão
Tudo começou quando fui criado e instalados nas ruas da cidade
Há foi muito lindo eu era útil e todos me procuravam, também eu era jovem e bonito e um excelente ouvinte.
Fui portador de notícias, diminui as distancias, espalhei a voz ao mundo.
Transmiti notícias boas e outras nem tão boas assim.
Foram, milhares de vezes “Mamãe nasceu, nós ganhamos, deu tudo certo e assim vai” porem teve também as notícias tristes nos quais chorei junto “sou muito sentimental”
Foi um tempo feliz e eu era alimentado por moedinhas que todos chamavam de fichas, e assim podiam conversar por três minutos e era sempre uma emoção.
Os tempos foram mudando e começaram a colocar papel ao invés de moedinhas, mas tudo ainda era maravilhoso, mas o tempo sempre cruel, continuou passando e eu fui ficando velho e obsoleto.
Hoje já quase não me encontram nas ruas, perdi meu glamour, perdi minha utilidade.
Meu tempo está acabando só tenho noventa segundos, queria muito me despedir de você,
Queria falar adeus e dizer o quanto eu... TU,TU,TU,TU,TU,TU,TU,TU...
Anda pelas ruas vagarosamente e o vento sopra seus cabelos balança seu vestido. É triste é humilde. Tem um gesto tão lindo seus passos tão lento e tão macio. Do olhar tão triste, a poeira não lhe hincomadam de rosto tão limpo..
Musicas a tocar........luzes a piscar...
Nas ruas, lojas e shopings
Uma figura importante........com um visual deslumbrante
E como “magia” faz este mês emocionante...
È gente...
Não è sò de papel......
È o papai noel
Afinal... està chegando o Natal...
Num momento de reflexão
Penso como deve doer o coração daquela criança
Que passa toda a infância
Com o papai noel a sonhar...
Criança que nele aprendeu a acreditar
E quando vai crescendo...a esperança...
Dentro de si vai morrendo e para de sonhar...
Dela , o bom velhinho não vai se lembrar...
Que bom seria tudo mudar ...
E para “ todos “ Papai noel chegar ...
Com presentes e mesa farta
Sentindo no ar o verdadeiro “ amar “ ...
E nesta noite de “igualdade “ ...
Poderiamos comemorar com realidade...
Esta luz que nos conduz
No aniversàrio de “ JESUS “
