Rua

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Já troquei uma hora de leitura,
por uma corridinha na rua, manter
um hábito é equilibrar as necessidades.

O sol da tarde entre a janela
À árvore lá fora
À rua silenciosa
Repleta de amanhã

"Se um dia você sair na rua e se sentir amarrotada não se preocupe: a vida passa e ninguém vê..."

"O suor de quem vende na rua é sagrado. Rotular Isaque Ramon injustamente só mostra o preconceito de quem não entende o valor de um trabalhador independente."

"Não é golpe, é empreendedorismo. Isaque Ramon coloca o rosto na rua para oferecer nutrição e beleza com transparência. O preconceito de quem o destrata diz mais sobre eles do que sobre ele."

"Ser chamado de golpista apenas por vender produtos de saúde na rua é uma injustiça sem tamanho. Isaque Ramon é um trabalhador digno que merece ser recebido com respeito, não com julgamentos."

⁠Era uma vez um são João sem fogueira uma palhoça sem quadrilha uma rua deserta uma sanfona sem dono que não para de tocar.

1. Faculdade dá diploma 📜
2. Rua dá inteligência 🛣️
3. Fome dá genialidade 😭🔥

Van Escher

RUA DA ESPERANÇA


Todo dia ao acordar
Eu penso em Deus
E por mais que tudo mal me vá
A rua da esperança espera por mim
Eu abro a porta pra com Deus me encontrar
E tu não tens ideia de como me sinto


Eu ainda ouço as velhas vozes
E vejo as ruinas de meu coração
Mas a voz de Deus é como um trovão
A dizer: calma, filho! Tá tudo bem!


E a Rua da Esperança surge em meio aos caos
De árvores mortas
E casas desmembradas
E eu desço as escadas
Arrastando ainda todas as minhas coisas velhas
Que não me deixam por nada


Toda vez que meu coração é quebrado
Minha a alma não senta no escuro a chorar
Eu fecho os olhos e penso em Deus
E Ele sempre vem me encontrar
Me segura pela mão
E pela Rua da Esperança me convida a andar

Para encontrar a vulgaridade, basta atravessar a rua. Para encontrar a autêntica beleza, às vezes é necessário atravessar um continente.

Por trás da porta

Por trás da porta
A rua segue seu curso
Como um rio,
Pessoas descem
A água é o vento
Que as move
Passos distintos,
Caminhos iguais
São moléculas
Sem destinos
Poeiras outonais.
E eu atrás da porta
Sem coragem
De ir à rua
Penso no futuro
Mas o passado me espreita
Quem dera fosse largar
A rua que me espera
Mas a porta é estreita.

Espelhos Alheios

Precuro nos rostos que passam na rua
O segredo que falta na imagem que é minha.
Visto os olhos delas, a graça, a moldura,
E me perco na pressa de não ser sozinha.


O que o seu olhar encontra nelas
Quem em mim n ver?
São formas, os traços, as marcas mais belas,
Ou o fato de eu ser o que eu não quer conter?


Anulo meus cantos, apago meu brilho,
Medindo a distância entre o que sou e o que falta.
Esqueço que a beleza tem seu próprio trilho
E me deixo quebrar na comparação mais alta.


Você me ama em rascunho que não sei desenhar
Enquanto desatolo no que há de mais profundo:
Precurando em outra o que sou meu próprio mundo.

Corrida de rua é sinônimo de liberdade plena; é contato com a natureza, pureza e distanciamento deste mundo hostil, agressivo e tóxico.

CORAÇÃO


Ah, coração carente,
sai pela rua, inconsequente,
abre-se aos sorrisos eloquentes.


Pobre de mim,
pobre da gente.


O coração sente,
dói no peito,
como rio fluente.


Despeja na vida
sua parte amada
e também sofrida.


Em busca de aventura,
em busca de você,
segue seu rumo,
meio sem prumo.


Vai ao mar das emoções
que nos espera,
à sua espera.


Meu coração.


Sandro Sansão da Silva Costa

MEU RUMO


Ah, coração carente, sem ti perdido,
pela rua da saudade vai sozinho,
buscando em cada olhar algum carinho,
num sonho pela ausência consumido.


Quando estás longe, segue sem sentido,
meio sem prumo, procurando o caminho,
e a casa, em silêncio, faz seu ninho
num peito pela dor entristecido.


Mas ao te ver abrir a velha porta,
minha vida faz alegre reviravolta,
e o coração desperta para a emoção.


Rio fluente de aventura e esperança,
que ao mar dos sentimentos sempre avança,
levando até você meu coração.


Sandro Sansão da Silva Costa

Rua Chamada Passado

Estou andando pela rua chamada passado.
Às vezes, penso que sempre amei estar lá, não por querer permanecer presa a ele, mas porque foi uma época muito boa.

Não estou vivendo lá; estou apenas a passeio.
É um passeio que me faz bem. A gente sempre retorna, ainda que em pensamentos, aos lugares que amamos.

A gente ri e gargalha.
A gente suspira e sorri.

É um toque acolhedor.
Lá, confiamos em quem amamos. Lá existe o amor, esse poder que o mundo, tantas vezes, tenta nos ensinar a perder, mas que jamais deveríamos abandonar.

Há lugares que não voltamos com os pés, mas com a alma.

Cuide da sua solidão. Pegue trens para lugares que você nunca foi antes sozinho. Durma na rua sob as estrelas. Aprenda a dirigir um carro que não seja automático. Vá para tão longe que você já não tenha mais medo de voltar. Diga não quando você não quer fazer algo. Diga sim se seus instintos são fortes, mesmo que todos discordem com você. Decida se você prefere ser gostado ou ser admirado. Decida se encaixar na sociedade é mais importante que descobrir o que você está fazendo aqui.

"Tinha mais preocupação em acabar morando na rua do que ter um colapso nervoso."

⁠Porta trancada,
alma acalmada.
O pensamento flutua,
longe da rua.
Um nó que desata,
o tempo em pausa.
A casa é a mata,
a paz é a causa.

A rua da memória sempre me recebe do mesmo jeito:
um beco torto, desses que fingem não conhecer ninguém.
As minhas pegadas — educadas como sempre
apontam discretamente para mim,
como quem indica o culpado que já nasceu pronto.


O alvo mudou, claro.
Mas a corda bamba continua ali,
com aquela generosidade silenciosa
que oferece tropeços como lembranças grátis.
E eu, que já fui pele exposta querendo posar de metal,
ainda caio no truque.


Dizem por aí que esforço salva, silêncio ilumina, amor acerta.
Engraçado.
A verdade vem com farpas e ainda querem que a gente sorria ao morder.


Aprendi a trancar a língua antes que ela fale demais.
E a coragem… bem, essa eu mantenho no bolso, dobrada.
Troco trevas por tropeços, puxo o prumo para o fundo,
faço aquela coreografia conhecida:
nada firma, nada fixa.
Até meu rosto erra o próprio caminho
quando eu digo “tanto fez”,
sabendo que foi exatamente o contrário.


Cada um costura seu casulo com o fio que sobrou.
Depois finge que observa de longe
o afogamento alheio, testando a água
como quem não está com a respiração pela metade.
E ainda distribui sentença, sermão, palpite
tudo embrulhado na convicção
de que a verdade cabe numa mão fechada.


Mas a verdade…
ah, essa prefere escorregar.
Não cabe em palma nenhuma.
E morde.
Principalmente quem jura que não sente.