Rua

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⁠Cão sem Dono -

Sou cão sem dono,
cão vadio, cão de rua ...
Como do chão,
dos restos de quem vive,
de quem passa ...
Mas nem sempre foi assim!
Já quis ter casa!
E já a tive ...fugi ...
E corro montes e vales
e não me canso de ser livre,
não me prendo a nada,
a ninguém,
e ninguém se prende a mim.
Não há trelas ...

Quando chove,
cheiro a cão molhado,
sujo, enlameado,
ninguém me quer
e eu não quero ninguém!
Porém, quando a noite chega,
cansado de ser livre,
triste, só, ao relento,
sinto uivos na razão
e tenho fome,
e tenho sede,
e tenho frio de amor ...

Tenho medo
de um dia não ser cão,
de ser igual aos outros
e morrer numa prisão!
E corro, e fujo, e ninguém
me apanha ... e vem o dia,
outro dia como tantos,
onde o preço da diferença
é ser vadio, sem dono ...
E há de súbito, em mim,
a brecha de um vazio,
o peso de um cansaço,
um veneno que salivo,
que degusto no paladar ...

E sinto náuseas, vómitos,
uma angustia que me sulca
no galope de um segundo!
Foi da comida que me deram!
Esses que me expulsaram
por ser um cão maricas ...
Que não queria ir à caça,
nem sabia o que era a rua,
nem queria acasalar ...

Um cão que só queria ser um cão,
simples, afável, alegre, sorridente ...
MAS ISSO É SER MARICAS!!! Diziam ...
Deixem-me apenas ser um cão!
Sem regras nem tratados,
arrogância ou presunção!
E se isso é ser maricas, que seja,
não me importo ...

NÃO! Nunca me hão-de ver na caça!
Nunca me hão-de ver de trela!
Nunca servirei para acasalar!
Nem saberão quem levo no coração!
ANTES ABATIDO!!! ...
Como um cão sarnento! ...
NÃO! NÃO! NÃO!
Nunca lhes darei o prazer de assistir
ao meu declínio embora consciente!
NUNCA!!! ...

E que importa que não sintam
a minha falta?!...
A falta que me sentem é daquele
que nunca fui, não de mim, de quem sou!
Que importa que ninguém pergunte
se estou vivo ou se morri?!
Morto já eu estou, para todos, há muito,
desde a hora em que nasci!
Mas sou um morto-livre!
Um morto que a morte não matou! ...
Porque sou livre! E louco! Mas sou eu ...
... fiel ... a mim ...

Um cão sem dono! Vadio! ...
Um cão maricas que não queria ir à caça,
nem queria acasalar ...
Um cão que nem ladrava!
Que só queria ser um cão!
Que não servia para nada ...
... mas foi livre!!!

Inserida por Eliot

⁠Sem Retorno -

Foi na rua dos teus braços
junto à porta da capela
que fiquei apaixonado;
pois do alto da janela
teu olhar imaculado
era a estrela da viela.

Dar-te um beijo quem me dera
delicado como a flor
no teu rosto sem idade;
mas quem espera, desespera
que a saudade e o amor
andam juntos na verdade.

Meu amor é fria a vida
como as dores que se estendem
desde a noite à madrugada;
e os teus olhos, minha querida
não me vêem nem entendem
nesta voz amargurada.

E ainda, creio, agora,
que a ternura nos renega
mas o amor não tem idade;
quem não espera vai embora
vai embora e desespera
no silencio da saudade.

Inserida por Eliot

Goiatuba

⁠Estou com saudade da rua Maranhão
Onde meu coração caminhava alegre
Pela manhã e tambem à tarde pela rua
Só para contemplar o cheiro da doce lua.

Ela se movimenta bem macha lenta
Ela vem e arrebenta com sua inocência.
E meu coração forte finge que aguenta.
Toda emoção que ela provoca nas veias fomenta...

Uma bala de menta pra beijar o seu cheiro.
Aquele doce entre o cabelos liso e negro.
O meu olfato agradece da beleza a flor
o seu umbigo.
O paraíso que está no seu corpo escondido.
E um anjo perdido foi quem me revelou tudo isso...
Tire as roupas ali está o paraíso
uma delícia coisa louca
de deixar água na boca...

Inserida por Itaoe

⁠Recordações daquele tempo.

Era uma vez...

Era uma rua no centro da cidade, no Ponto Cem Réis, perto da Bodega do seu Aluísio e seu Antônio, perto da Feira Central, da escola Solon de Lucena, do colégio Anitta Cabral, dos empregos…pq pra chegar em qq lugar era só uma caminhada. Nos domingos a Maciel Pinheiro era a rua Augusta de Campina Grande, conhecida como a princesinha da Paraíba, onde íamos desfilar com as amigas ...

A rua Redentor, era sem saída, no final da rua tinha Árvores de Eucalipto gigantescas fechando a rua, era um conjunto de casinhas conjugadas e coloridas, com porta e janela, geralmente com uma árvore na frente da casa, um cachorro chamado "Relte" na estrada deitado na calçada, e minhas memórias, minhas lembranças espalhadas, despejadas nas calçadas e ruas do Alto Branco, ruas de paralepipedos...

Nas casas as cercas de arame farpado que dividiam os quintais no início da rua, tinham muitas serventias, na rua crianças correndo, brincavam sem se importar com a hora, ou medo do bicho papão, crianças de pés nos chão.

O ato de estender roupas tem todo um ritual, assim como Michelângelo/Mozart, é uma obra de arte aberta, as roupas de brim, vestidos de chita, as anáguas da minha mãe e umas peças surradas de algodão, gabardine ou casimira, lençóis toalhas a voarem leves e suaves com o vento, criando imagens e símbolos, afinal éramos nove, na conta fechada 'onze', em uma casa de três quartos, duas salas e uma cozinha com panelas penduradas no suporte de alumínio, reluziam, brilhavam sem marcas ou manchas.
Todas as peças lavadas com sabão deueuela sebo e soda. Não existia sabão glicerinado nas minhas memórias afetivas. As lavadeiras de roupas, que passavam pra lavar roupas no rio, com trouxas de roupas na cabeça, nos remetia as antigas escravas, imortalizadas pelo Cândido Portinari. Ali se via a alma daqueles mulheres de pés no chão. As roupas estendidas em dias de sol, depois de quaradas nas bacias de alumínio, cintilantes, como os olhos marrons da minha mãe, seu rosto era emoldurado por cabelos ondulados, presos na nuca, traços fortes, bem marcados e inesquecíveis.

A minha irmã usava anáguas e combinação, como a minha mãe, as duas tinham muitas sintonia, qse espiritual.

As camisas e calças de linho de meu pai eram lavadas à parte. Calças de linho branco...imagine o desespero passar linho branco em um ferro de brasa.

Naquele varal, o que se via era uma obra de arte a céu aberto, o vento brincava com as peças, cuidadosamente presas em pegadores de madeiras. Como tinha poesia naqueles varais e nas cercas de arame farpado, envolvendo as casas, com plantas de cerca vida, dos avelós.

Minhas costas e pernas marcadas pelos arranhões para fugir para outros quintais, atrás de passarinhos, lagartixas, ou correr no canal que passava ao lado, a diversão era certa, caçar girino e atravessar o canal correndo, pagava os castigos maternos pela desobediência até pq não éramos "moleques de ruas", éramos sim, uma molecada feliz.

Debaixo dessas arapucas é que morava minha alegria, sorrisos despreocupadados, bola de gude, peões e brincadeira de se esconder, ou guerra coletiva entre corridas, rostos e cabelos sorridentes, com ataques de jurubeba, livros, revistas em quadrinhos, música, tudo estava em ebulição...
Quantos voos interrompidos para os sonhos do menino-alado, meu irmão mais velho fazia engenharia, o segundo na escala familiar, queria ir para as Agulhas Negras, mas não passou na seleção, fez medicina. Minha irmã passou em Química, mas se transferiu pra Odontologia. E assim, foi-se criando a cultura da profissionalização técnica de qualidade. Já não era segredo, dizer tanto de todos, dito: não conto nada além, como tem que ser. Aquele homem virtuoso, alto, magro, conversa franca, chapéu na cabeça , terno de linho branco- me permita sorrir pras suas lembranças amáveis.

A cidade é intrigante, fica numa serra: é quente, é fria. Polo intelectual importador e exportador, internacionalmente conhecido e respeitado.
Em tempo de chuva, as bicas das casas se prestavam às virtudes das águas, tecendo grinaldas transparentes e abundantes, era uma folia mágica.

O pecado não existia, nunca esteve naqueles olhos infantil, a espiar o mundo, tomando banho de bica, a "Redentor Trinta" era um mundo, que aos poucos foi diminuindo… qdo a gente cresce o mundo se apequena. As lembranças vivem guardadas, em minhas memórias afetivas, elas têm cheiro, cor e vive nos temperos da minha mãe, xaropes/lambedores de muçambê, colhidas no mato verde, curava de gripe a alergias pesadas, manipulados pela mãos daquela mulher serena e forte. Os cheiros, a essência, os costumes da minha casa, ainda posso ver e ouvir, os murmúrios, dos almoços aos domingos após a Igreja Congregacional da Treze de Maio, a ida a casa da Tia Maria, do Tio João, tinha até avó, por um tempo, em casa a mesa posta, feijão verde, arroz, salada verde, legumes, lasanha, frango assado, carne, bifes, mocotó, fígado bifado acebolado, temperados com ervas frescas, frutas da época, doces, bolos, pavê, com família reunida e amigos, era só chegar, em um tempo onde se comia um, comiam dez.

Um universo enorme de recordações, a minha rua tem memória, a minha casa tem imagens, os móveis tem lugar, as recordações vivem para além do esquecimento da morte...

Nina Pilar

Inserida por NinaPilar

⁠Eu sou o tipo de pessoa simples, gosto de ser assim, se me chamar pra sentar na porta da rua, pra ouvir oque tem pra falar, eu vou.
Eu gosto do que cativa, não quero muito nessa vida, apenas quero um dia ser inesquecível.
Ando com Deus, e se um dia eu for com ele, quero pelo menos deixar uma coisa minha, mesmo que seja minhas simples frases, porem através delas, serei lembrado.

Inserida por Ilmarcardoso12

⁠"Cor(ação)"

⁠A lembrança será vaga,
A saudade vai passar em outra rua.
Pra que me serve essa coisa?
Que só me ocupa quando eu vejo
A lua.

Inserida por JonatasDeAlbuquerque

⁠Na nossa Rua -

Meu amor eu não te vi
Ao passar à nossa rua
Nessa rua onde eu vivi
Bem me lembro, não esqueci
Mas a vida continua.

Dessa casa que foi branca
Nada resta de nós dois
Junto à porta há uma santa
Um letreiro vem depois
Que tristeza, não encanta.

Na varanda não há flores
Nem cortinas nas janelas
A fachada não tem cores
Nada resta, pobre dela
Da casa dos meus amores.

E no meu peito continua
Desse tempo que abalou
A saudade nua e crua
Que da casa já passou
Mas ficou na nossa rua.

Inserida por Eliot

⁠Hoje eu caminhei pela rua, fui resolver umas pendências pessoais e notei uma coisa muito estranha; aparentemente as pessoas estavam apagadas, era uma sensação de estar caminhando entre mortos; haviam idosos segurando suas bengalas e não fazia o menor esforço para dar um passo sem ela, não havia vida em seus olhos não havia vigor no seu caminhar e não foram dois nem três, eu vi no mínimo umas oito pessoas idosas mancando...
Vi também jovens "zumbisados" olhando pro celular, vez ou outra olhavam a sua volta e voltava a olhar fixamente naquela pequena tela. A vida passando ao redor naquele lugar fúnebre e eles não percebiam nada; alimentavam-se daquelas publicações, daqueles posts infinitamente vazios, nada que pudessem torná-los novamente viventes.
Vi mulheres, crianças claramente perturbadas, perguntando às suas mães "você vai me dar?", " eu quero!", "cadê?" "onde está?", "você não prometeu?" As mães, elas não ouviam. Percebi que tinha uma que brincava com os laços do seu sapatinho, parecia que estava em outro mundo e, de fato, deveria porque por um momento ela gargalhou ao brincar com o lacinho, enquanto sua mãe conversava com uma amiga sobre novel, séries.
Contou que tinha assistido uma e que havia sido maravilhosa. Disse com veemência que recomendava e ousou um spoiler. Foi trágico!
Ela dizia que era só de uma mulher negra que luta e ta, é negra; -"muito boa série você tem que ver, acho que e sbre uma juíza ou é advogada, um lance assim. Uma pessoa vazia que viu um filme vazio, mas tava dando dicas do que a outra deveria assistir.
Hoje eu estive na rua e percebi que estou viva apesar de ter andado em meio a tantos mortos, eu não voltei para casa nula. Eu voltei pensantiva e decidi fazer algo para o despertar destes; a ACORDA já é hora! ACORDE, lá fora o Sol brilha e você pode ressuscitar ao se deixar tocar por sua LUZ!

Inserida por anaglhyciacarvalho

⁠Por que foram te abandonar?

Pobre cachorro de rua
Triste essa vida sua
De um cão abandonado
Traído, rejeitado

E você, pobre gato
Não te deram nenhum afeto
O abandono, a rejeição
Também feriu seu coração

Sentem sede e tristeza
A dor é uma infeliz certeza
Reviram os lixos para comer
Covardia te fazerem sofrer

Às noites frias é sofrimento
Solidão o sentimento
É tão grande a dor
Vocês merecem tanto amor

Serem ignorados é uma atrocidade
Vocês fazem parte da sociedade
Por que foram te abandonar?
Quem fez isso não aprendeu amar


Alan Alves Borges
Livro No Olhar Mergulhei

Inserida por AlanAlvesBorges

⁠“Quando você vê um policia na rua é porque não há perigo. Se houvesse perigo, o policia não estaria lá.”

Inserida por Filipelunar

⁠A VIDA DE UM SKATISTA

Na vida de um skatista, a rua é meu palco,
Com o vento nos cabelos, eu sigo o meu traço.
Aos quinze anos, com sede de aventura,
Eu deslizo pelas ruas, com garra e bravura.

Meu skate é minha asa, meu escape, minha voz,
Nas pistas e calçadas, eu mostro quem sou nós.
Com manobras incríveis, eu desafio a gravidade,
E a cada queda, levanto com tenacidade.

As rampas são desafios, os corrimãos, amigos,
Nas praças e parques, eu deixo minha marca, meus abrigos.
Com calças largas e boné virado para o lado,
Eu expresso minha individualidade com um sorriso arrojado.

Nas ruas, eu encontro minha tribo, meu povo,
Compartilhando histórias e sonhos, lado a lado.
Na vida de um skatista aos quinze anos de idade,
A liberdade e a paixão são minha maior verdade.

Inserida por nyckollas_chiabai

⁠Segunda-feira pela manhã o caminhão encostou na rua e eu vi, pouco a pouco, meu apartamento começar a esvaziar. As paredes de repente ficaram nuas sem os móveis e com agilidade os móveis eram carregados escada abaixo e colocados no caminhão. O apartamento foi esvaziado e, à medida que isso acontecia, fui ficando aliviada e comecei a chorar. Não eram lágrimas de tristeza, eram lágrimas de alforria. Eu me sentia como se a cidade me sufocasse de fora para dentro. Sem energia, sem vida, sem cor.
Sair dali me trouxe alívio como se eu tirasse as algemas e saísse de uma penitenciária. Foi como se eu tivesse em meu benefício uma medida de habeas corpus e estivesse enfim livre...

Inserida por audreyponganborteze

⁠hoje eu vi um casal de jovens dançando na rua e percebi que talvez o mundo ainda tenha esperança

Inserida por SayuriAxel

⁠Virar a esquina e dar de cara com aquela rua é como ver um portal para outra dimensão, essa que só existe na minha memória, essa que se materializa em forma de dor física ao lembrar, ao imaginar todas às vezes em que lá passei e senti como se tudo valesse a pena, como se a cada passo, me levasse para o lugar que eu realmente queria estar, ao seu lado.

É como andar sobre a linha fina que divide dois mundos completamente diferentes um do outro. Como se, ao mesmo tempo que o vazio e a certeza da solidão momentânea me consumissem, eu pudesse sentir a sua presença ali, como tantas outras vezes tive.

No meio do caminho, eu olho para trás e consigo ver a primeira vez que ali passei, com o coração acelerado, ansioso para te conhecer. Olho para frente e vejo a última vez na qual eu te abracei com um singelo e triste adeus, com a promessa de nunca mais te ver.

Ao final daquela rua coberta de memórias, eu fixo o olhar no horizonte e, com peso no coração, sigo em frente para não cair de novo em uma ilusão.

Inserida por PQT

Para que construír um lar com quem só sabe viver na rua. ⁠

Inserida por EPAMINONDAS70

Do Brás a rua Bresser


⁠Fundamental na cultura boemia das ruas do Brás até a rua Bresser estão presentes os variados rostos com suas infinidades de expressões, no caminhar pelas ruas uma grande união de estilos e suas cores, no falar a preciosidade da mistura linguística de diversos povos e suas tradições.

Belas músicas são cantadas, variados bate papo são jogados fora e no esconder da madrugada quantos acontecimentos, quantas baladas!

Incorporado em cada copo de cerveja/ bebida forte tomados está a preciosa liberdade, o lazer e o prazer tornam-se um só em homenagem a criatividade das letras tocadas e dos abraços trocados.

As noites criativas e tão apreciadas pelos boêmios das ruas do Brás a rua Bresser são silenciadas apenas pela sua característica histórica, ou seja a sua originalidade.

Nos versos uma dedicatória a saudade.

Inserida por ricardo_souza_5

⁠Conversando na rua com um
senhorzinho e ele me solta essa:

“Quando se é novo as pessoas
desprezam o amor de quem as
amam de verdade, mas quando
chega certa idade, a mente lembra
que aquela pessoa era a certa e a
abandonamos por motivos inúteis.” ✍️📖

Inserida por Fernando2024

Poema sujo⁠

“Sobre os jardins da cidade
Urino pus. Me extravio
Na Rua da Estrela, escorrego
No Beco do Precipício.
Me lavo no Ribeirão.
Mijo na Fonte do Bispo.
Na Rua do Sol me cego,
Na rua da Paz me revolto
Na Rua do Comércio me nego
Mas na das Hortas floresço;
Na dos Prazeres soluço
Na da Palma me conheço
Na do Alecrim me perfumo
Na da Saúde adoeço
Na do Desterro me encontro
Na da Alegria me perco
Na Rua do Carmo berro
Na Rua Direita erro
E na da Aurora adormeço”

Inserida por wbrit

⁠Em cada rua solitária, não consigo encontrar meu caminho, O silêncio é tão alto, como um espaço vazio, O tempo simplesmente passa, como um rio lento, E velhas memórias desaparecem, como se nunca tivessem existido. espelho, eu vejo um futuro que está desaparecendo nas nuvens, inseguro. Memórias são apenas sombras tristes agora, e a vida é toda quebrada em pedaços. O tempo apenas deixou marcas, Sonhos que nunca se tornaram realidade, E eu estou andando sozinho, através do destroços, De uma história que a memória esconde. No silêncio da noite, descubro o verdadeiro negócio, Que o que procuro não é apenas um monte de coisas falsas no caminho, Mas no espaço vazio da minha própria alma , Onde os pensamentos mais loucos estão escondidos.

Inserida por Darwyn_016

⁠Maldade

A maldade dança rua afora
rodopia cada vez mais malvada,
coberta com seu manto rubro,
transbordante de alegria;
escarra à minha porta,
beija a boca da vizinha,
faz-lhe filhos deformados
e rodopia, rodopia invencível,
entre cacos de agonia.
Apenas seus pés choram
o sangue ciclo da menina morta: Esperança.
Morta entre um riso e um grito de bom dia.

Inserida por TerezaDuzaiBrasil