Romantismo
UM GRANDE AMOR
Um grande amor
é feito de grandes desafios...
não basta conquistar
um coração e...
é preciso entendê-lo
não basta simplesmente
chamar de amor e...
é preciso saber vivê-lo.
EMPATIA (POEMA)
Quando te vi
pela primeira vez
fiquei a pensar...
será que é essa
a menina dos meus sonhos?
e logo percebendo...
tais maneiras, tais encantos
nem por um minuto que fosse
cheguei a duvidar!
Sim. É ela mesmo!
Olha só que sorriso
pele macia, corpo escultural
de penetrante olhar
a partir daquele instante
jamais da menina
dos meus sonhos pude olvidar!
COM OS OLHOS D'ALMA
De dentro
dos seus olhos
era possível distinguir
toda sua beleza...
e para perceber
tão nobre grandeza
não necessariamente
alguém tivesse que decifrá-los
bastar-se-ia contemplá-los
com os olhos d'alma.
NOVAS PERSPECTIVAS
Quem vive sempre olhando pra trás não costuma enxergar no horizonte, um arco-íris repleto de novas perspectivas!
MINHA FUTURA NAMORADA
Oh, meu amor
Venha depressa
Quero sentir teu calor
Só de imaginar meu coração acelera
Quero sentar lá fora
Apreciar contigo as estrelas e a lua
Viver contigo intensamente o agora
De forma que vivi como nunca
Vou te abraçar
No fundo de teus olhos olhar
Lentamente irei te beijar
E então saberei que para sempre irei te amar
Posso prometer
Mas preciso de você aqui
Meu desejo é te ter
Para nunca mais sozinho me sentir
Farei-te de poesia
Quero sentir teu amor
Irei te querer em minha única vida
E nos curar de toda a dor
Venha ser a minha estrela
E eu serei o teu céu
Criaremos uma constelação inteira
Tudo tão doce quanto o mel
A Deus pedirei
Nosso amor irá se unir
Em suas mãos segurarei
E com você meus caminhos quero seguir
Por favor
Venha depressa
Estou a sua espera.
O amor romântico, existe?
Me peguei pensando nisso, tenho me achado uma pessoa extremamente anti-romance, onde nem os filmes mais românticos me causam borboletas no estômago, seria isso uma "era do gelo" na minha vida?
Será que fui fadada a não acreditar no amor e sempre duvidar de todo àquele que tenta demonstrar algo?
Não sei, tô aqui escutando James Blunt e me perguntando porquê ele mesmo assume que irá errar novamente, e mesmo assim pede pra conversar?
Será que essa é a sina? A pessoa erra, pede desculpas e continua errando? Será que é dessa sina que eu fujo? A sina de ser enganada?
Será que algum dia o amor romântico irá vir de encontro a mim? O amor tranquilo, o amor que traz paz, onde só a voz já muda nosso dia?
Talvez eu não tenha desistido, mas esteja mais rígida em acreditar, no fim não sei, mas tô aqui.
A única coisa que posso fazer é ficar aqui e ver o que a vida reservou pra mim lá na frente.
Nem o melhor verso,
da mais esplêndida
canção em que admiro,
se compara ao teu
genuíno feitio de me atrelar
no meio de teus lábios.
O grande disparate da humanidade está bem abaixo do nosso nariz: em nós mesmos.
Preenchemos nossa vinda a este mundo com demasiadas preocupações e criamos uma auto-proteção fúnebre guiada pelo medo e o ego. Sem percebermos, nos tornamos orgulhosos demais parar admitirmos nossa equidade, desconfiados demais para acreditar, egoístas demais para ajudar quem está ao nosso lado e covardes demais para amar. Mas não raro percebemos quão tudo isso poderia ser simples, e basta olharmos ao nosso redor. Há sempre alguém pronto para nos entregar amor, mas que, muitas vezes, não percebemos, ou até ignoramos, pois estamos ocupados demais com aqueles que não nos ama. Preocupados demais com o que não temos.
O problema está simplesmente na busca e esperança que cultivamos desde muito cedo ao nos espelharmos em um modelo de felicidade, de uma vida perfeita guiada pelo romantismo, quando a vida não é sobre ser perfeita.
E as nossas idealizações acabam por ser surreais...
Passamos então maior parte de nossas vidas em busca do que queremos, em prol das nossas projeções e coisas momentâneas que não precisamos,
e só nos damos conta quando já temos, e novamente insatisfeitos em busca de uma nova conquista.
Aí percebemos que a resposta pra tudo isso não está nas coisas, não está nas pessoas. Está em nós.
Sou um homem assumidamente romântico, que em tempos hodiernos é visto como um certo breguismo, que seja então. Prefiro ser assim, do que um garganta falador, que na verdade não sabe nada de amor.
Procura-se uma prenda..
Pra viver comigo num rancho feito de amor e de madeira.
Que queira ouvir milongas pra se amar a noite inteira.
Tomar chima, comer pipoca, contar causos em volta do fogão.
Ter um cusco, um baio e uns filhos pra alegrar ainda mais a nossa junção.
Jogar truco, comer pinhão, viver juntinhos pra sempre aqui no rincão.
— Procura-se uma prenda que queira esse tipo de peão,
pois a quero amar a vida inteira, e entregar o meu coração.
