Roda
Em um vilarejo ao entardecer,
O céu tingido, sol a se esconder,
Na praça pequena, roda encantada,
Surgiu a festa: Sábado Naba Lada.
Com risos e danças, sem nenhum pudor,
Crianças brincavam, num redemoinho de cor,
Senhores cantavam histórias passadas,
E os jovens teciam novas jornadas.
A música ecoava, doce e sonora,
O tambor marcava a batida da hora,
"Venham todos!", gritava uma fada,
É tempo de vida, Sábado Naba Lada!
Na mesa comprida, delícias surgiam,
Bolos, especiarias, as mãos dividiam,
Entre abraços e laços, a mágica morava,
O dia perfeito, Naba Lada celebrava.
E quando a noite, de estrelas vestida,
Cobriu a festa com a sua saída,
Restou a memória de uma risada,
De um sábado único, Sábado Naba Lada.
"Não podemos
esquecer de onde viemos e
quem somos. A roda gira
e não sabemos onde ela vai
parar. Pode até ser
no mesmo lugar..."
Livro: Aceite ou Mude...
Voltar, Retornar e o Tempo
Quem volta, roda na vida, vive as mesmas coisas, as mesmas pessoas, experimenta o arrependimento, mas e o tempo?
Quem retorna, revive a vida, vive outras coisas, melhora as pessoas, aprende com o arrependimento, mas e o tempo?
O tempo é sempre o mesmo, mas escolher entre voltar e retornar não, nunca é.
Amor, carinho, fraternidade, compaixão...ainda segue a passos curtos no mundo.
Uma roda de cerveja, apenas reúne pessoas, mas não amigos.
Amigo é aquele que usa o tempo dele com você, sem te invejar ou manipular e se sente feliz com isso, aquele que te procura para compartilhar bons momentos em sua companhia independente da programação ou o que você tem a lhe oferecer, que torce por suas realizações, se preocupa quando você não está bem e não te cobra nada em troca.
Se identifica um amigo com os olhos do coração.
Ele pode estar tão perto ou mais distante em corpo físico, pode ser aquele que você nem considera tanto, mas seu pensamento emana energias positivas à você.
Fico feliz e agradeço pelos amigos ligados por essa energia.
A moça é capaz
Ela dança, faz roda, conta histórias
Acorda e levanta
Sacode e rebola
Brinca com o azar
Ri dos problemas
Chora quando preciso
Arruma o cabelo
Olha pra si
A moça se vai
E volta quando preciso
A moça, mesmo tão moça não é do agrado.
Saiba que a vida é uma eterna roda gigante, a diferença é que quando se está lá em cima, muitos esqueceram que já estiveram lá em baixo.
Marcelo Labonia
A morte é como brincadeira de roda. A lembrança da infância com as cantigas finas, as mãos entrelaçadas, o giro alucinado, beira a insanidade. As vozes das crianças na mente trazem o início do final próximo. O frio das ruas, a luz baixa, o cheiro de flor, a paz eterna.
A pior pobreza não é necessariamente a financeira, pois a vida é como uma roda gigante, e conseqüentemente o que está embaixo um dia estará em cima.
A pobreza espiritual é a pior de todas, e esta sempre estará em baixa jamais atingindo nenhuma altura significativa na vida.
A vida é como uma roda gigante, uma hora você está lá em cima, mas pode estar lá em baixo. O interessante disso tudo é como as pessoas se transformam nas duas situações.
A vida é uma roda que não cessa o giro. Hoje, o aplauso; amanhã, o silêncio. Hoje, o altar; amanhã, o esquecimento. No circo contemporâneo das redes sociais, o indivíduo é personagem de um espetáculo que ele não controla.
Gosto de presença, de casa cheia, de roda em praça. Gosto de gente quente, que liga, que chama, e que, mesmo quando tem que ir, deixa um até logo que convence. Até logo! Estou indo, mas continuo aqui.
Bah, que alegria sem igual,
chimarrão na roda, churrasco no quintal!
Ser gaúcho é viver sorrindo,
com coração sempre aplaudindo.
Um dia somado de muitos dia é um dia anterior o dia do hoje, na roda do tempo a cada volta o passado é agora não a hora passada em relembrar histórias vivendo agora, é um presente está nesta hora contemplando o sol gratidão por agora.
Olhe o parque
E a roda gigante
Rodando, rodando
Como nossas vidas
Brincamos, brincamos
Nunca levamos a sério
O grande carrossel
Não pare, não pare
Nosso parque se foi
Quero que volte
E que ele traga
Nossa pipoca
Nossa maçã do amor
Que novamente
Rodemos de novo
Juntos no carrossel
Que olhemos
Para o céu
Na roda gigante
Como toda criança
Que sonha
Pra sempre
Que a vida
É um parque
O parque da vida
E o mesmo carrossel
A vida anda, a dor roda, a alegria volta, a dor vai e
Deus as vezes me dá a impressão, que o céu é aqui mesmo
tal a paz que se faz.
Pensamentos na Roda de Chimarrão
A roda de chimarrão se forma sem aviso. Um chega, outro puxa a cadeira, alguém esquenta a água. Quando se percebe, o tempo já diminuiu o passo e ninguém sente falta da pressa.
Na roda de chimarrão sempre tem quem fale menos. Não é silêncio vazio, é escuta. A cuia vai e volta, e junto dela um pensamento que ainda não terminou.
O silêncio na roda de chimarrão nunca constrange. Ele se senta junto, toma um mate e fica. Às vezes diz mais que a conversa inteira.
Tem roda de chimarrão que começa leve e, sem combinar, vai ficando funda. Quando vê, alguém falou de infância, outro de ausência, e ninguém tentou consertar nada.
A roda de chimarrão mostra o ritmo de cada um. Tem quem devolva a cuia rápido, tem quem demore. Ninguém apressa. O mate não gosta disso.
Na roda de chimarrão se encontram pessoas que talvez não se encontrassem em outro lugar. Ali, todo mundo bebe do mesmo amargo e isso iguala.
Algumas conversas só existem na roda de chimarrão. Fora dali não teriam espaço, nem clima. São feitas do vapor da água e da confiança que se cria sem anúncio.
Quando alguém chega atrasado na roda de chimarrão, a roda abre. Não precisa pedir licença. A cuia já sabe o caminho.
Tem roda de chimarrão em que ninguém resolve nada. E mesmo assim todo mundo sai melhor do que entrou. Resolver nunca foi o objetivo.
Na roda de chimarrão, a ansiedade vai ficando menor a cada gole. Não some, mas aprende a sentar e esperar.
Sempre tem uma risada que nasce do nada na roda de chimarrão. Não é piada ensaiada, é convivência se reconhecendo.
A roda de chimarrão não cobra explicação. Quem fala pouco fica. Quem fala demais também. O mate não mede ninguém.
Tem histórias que se repetem na roda de chimarrão. E ninguém reclama. Porque não é a história que importa, é quem está contando de novo.
Quando a água esfria na roda de chimarrão, alguém levanta e esquenta de novo sem dizer nada. Cuidar ali é gesto pequeno.
Às vezes a roda de chimarrão fica só no som da bomba. Ninguém se incomoda. Aquilo também é conversa.
A roda de chimarrão ensina que dá pra discordar e continuar sentado. A cuia passa mesmo assim.
Tem roda de chimarrão curta. Alguém precisa ir, outro chega só pra um mate. Mesmo assim valeu.
A cuia passa por mãos diferentes na roda de chimarrão e nunca muda. O que muda é o jeito de segurar.
Quando a roda de chimarrão termina, ninguém anuncia. Ela se desfaz como coisa viva, deixando um resto de calma no ar.
No fim, a roda de chimarrão não é sobre o mate. É sobre estar. O resto acontece sem esforço.
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