Roda

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Olhe o parque
E a roda gigante
Rodando, rodando
Como nossas vidas
Brincamos, brincamos
Nunca levamos a sério
O grande carrossel
Não pare, não pare
Nosso parque se foi
Quero que volte
E que ele traga
Nossa pipoca
Nossa maçã do amor
Que novamente
Rodemos de novo
Juntos no carrossel
Que olhemos
Para o céu
Na roda gigante
Como toda criança
Que sonha
Pra sempre
Que a vida
É um parque
O parque da vida
E o mesmo carrossel

⁠Depois de um tempo a vida roda na velocidade marcada no velocímetro das auto corridas.

A vida anda, a dor roda, a alegria volta, a dor vai e
Deus as vezes me dá a impressão, que o céu é aqui mesmo
tal a paz que se faz.

Pensamentos na Roda de Chimarrão

A roda de chimarrão se forma sem aviso. Um chega, outro puxa a cadeira, alguém esquenta a água. Quando se percebe, o tempo já diminuiu o passo e ninguém sente falta da pressa.

Na roda de chimarrão sempre tem quem fale menos. Não é silêncio vazio, é escuta. A cuia vai e volta, e junto dela um pensamento que ainda não terminou.

O silêncio na roda de chimarrão nunca constrange. Ele se senta junto, toma um mate e fica. Às vezes diz mais que a conversa inteira.

Tem roda de chimarrão que começa leve e, sem combinar, vai ficando funda. Quando vê, alguém falou de infância, outro de ausência, e ninguém tentou consertar nada.

A roda de chimarrão mostra o ritmo de cada um. Tem quem devolva a cuia rápido, tem quem demore. Ninguém apressa. O mate não gosta disso.

Na roda de chimarrão se encontram pessoas que talvez não se encontrassem em outro lugar. Ali, todo mundo bebe do mesmo amargo e isso iguala.

Algumas conversas só existem na roda de chimarrão. Fora dali não teriam espaço, nem clima. São feitas do vapor da água e da confiança que se cria sem anúncio.

Quando alguém chega atrasado na roda de chimarrão, a roda abre. Não precisa pedir licença. A cuia já sabe o caminho.

Tem roda de chimarrão em que ninguém resolve nada. E mesmo assim todo mundo sai melhor do que entrou. Resolver nunca foi o objetivo.

Na roda de chimarrão, a ansiedade vai ficando menor a cada gole. Não some, mas aprende a sentar e esperar.

Sempre tem uma risada que nasce do nada na roda de chimarrão. Não é piada ensaiada, é convivência se reconhecendo.

A roda de chimarrão não cobra explicação. Quem fala pouco fica. Quem fala demais também. O mate não mede ninguém.

Tem histórias que se repetem na roda de chimarrão. E ninguém reclama. Porque não é a história que importa, é quem está contando de novo.

Quando a água esfria na roda de chimarrão, alguém levanta e esquenta de novo sem dizer nada. Cuidar ali é gesto pequeno.

Às vezes a roda de chimarrão fica só no som da bomba. Ninguém se incomoda. Aquilo também é conversa.

A roda de chimarrão ensina que dá pra discordar e continuar sentado. A cuia passa mesmo assim.

Tem roda de chimarrão curta. Alguém precisa ir, outro chega só pra um mate. Mesmo assim valeu.

A cuia passa por mãos diferentes na roda de chimarrão e nunca muda. O que muda é o jeito de segurar.

Quando a roda de chimarrão termina, ninguém anuncia. Ela se desfaz como coisa viva, deixando um resto de calma no ar.

No fim, a roda de chimarrão não é sobre o mate. É sobre estar. O resto acontece sem esforço.

⁠Na roda da vida que chamamos de tempo, o passado é sempre criado no presente a cada momento futuro.

A roda está aberta




Quando eu era criança,
o mundo não explicava nada,
apenas acontecia.


As árvores falavam baixo,
os rios riam alto,
e o céu trocava de roupa
sem pedir opinião.


Eu acreditava.
E isso bastava.


Os antigos sabiam:
em algumas aldeias do Sahel,
as crianças nascem velhas
e vão ficando leves com o tempo.
Entre os hopis,
elas chegam trazendo histórias
que os adultos esqueceram de escutar.


Por isso brincam.
Para lembrar.


Quando virei jovem,
o sangue quis correr mais rápido que o destino.
Aprendi com Inanna
que descer aos infernos
também é iniciação.
Com Oxum,
que beleza é força em estado líquido.
Com os gregos bêbados de Dioniso,
que o corpo pensa
quando dança.


Errei muito.
E cada erro
abriu uma janela.


Os astrônomos da Babilônia diziam
que o céu é um livro em movimento.
Os povos do Pacífico navegavam
lendo ondas invisíveis.
Eu também aprendi a me orientar
pelo que não se vê.


Hoje caminho como anciã
mesmo rindo como menina.
Carrego o tempo dobrado nos bolsos.
Sei que o mundo nasce, quebra,
renasce torto
e continua.


As avós da floresta dizem
que a morte é só uma mudança de canto.
Os xamãs da neve
sabem que o silêncio também ensina.
Os griôs guardam universos inteiros
numa pausa bem colocada.


Dentro de mim,
todas as idades conversam.


A criança puxa minha mão
para correr atrás de borboletas.
A jovem acende fogueiras
onde disseram que era perigoso.
A velha sopra brasas
e chama isso de bênção.


E eu canto.
Mesmo sem afinação.
Eu danço.
Mesmo sem plateia.
Eu celebro.
Porque estar viva
é o maior segredo já contado.


Se você chegou até aqui,
não é por acaso.
Os antigos dizem
que quando um texto toca o peito,
é porque ele te reconheceu primeiro.


Então entra.
A roda está aberta.
Tem riso, tem tambor,
tem vida passando agora.

Na roda da vida, seja um bom capoeira. Aceite as rasteiras, saiba se levantar.

Se viver escolhendo sempre o maior e o melhor. Estará sempre nessa roda gigante onde tudo desagrada. Procure explorar, mais internamente e ai se encontrará. E tudo se ajustará perfeitamente na sua vida. Não busque o maior e melhor e sim aquilo que se encaixa

Sou autêntica em cada detalhe. No meu lar, nas redes sociais, na roda de amigos, nas ruas ou em grandes eventos, você encontrará a mesma identidade, a mesma Raquel de sorrisos largos e o abraço apertado. Sei caminhar por palácios me assentar entre príncipes mas também sei caminhar nas vielas e estar na simplicidade de uma comunidade. Do básico ao extraordinário, continuo sendo eu, essa é minha essência.

⁠Na roda da cura ... honrando o Ser que sou, meus ancestrais, meus guias de luz, e a alegria de estar viva e feliz!

AMOLADO
Roda que gasta e afia
Vida é faca no rebolo
Deixa chispas cada dia
Forjando alguém menos tolo
No afastar da covardia
E amolado alçar voo!

“Vivemos uma rotina, vivemos em uma roda de hamsters.”

O mundo é como uma roda-gigante que nunca para de girar.
Nada é definitivo, nada permanece para sempre.


Hoje você contempla o horizonte do alto,
amanhã pode sentir o chão frio sob os pés.


Assim é a dança silenciosa da vida:
um movimento constante entre subir e descer,
ganhar e perder, chegar e partir.


Nesse giro infinito, certezas não existem.
O que chamamos de certeza
são apenas desejos vestidos de esperança,
pedindo baixinho ao destino
que tudo corra bem. 🌙

O pneu do meu carro furou, passei no borracheiro, ele tirou a roda, fez o conserto e colocou a roda no carro!!!
Perguntei quanto era e ele disse 25,00 reais, eu dei 30,00 reais a ele, ele ia devolver o troco e eu disse: pode ficar com o troco, ele me olhou e disse: Porque isso?
Eu respondi: Você trabalhou nesse sol, com esse calor, fez um trabalho bem feito, é por isso que dei o troco a você, ele me olhou com a cara fechada, deu o troco na minha mão e disse: Não preciso de esmola!!!!
Saí tão desolado daquele lugar, porque tanto orgulho pensei!!!

Como escapar da Roda de Samsara? Faça uma bicicleta com a Roda e siga com ela para o Nirvana.

Difícil não é criar a roda, mas sim o freio!

É muita gente com o pneu furado esperando um salvador que reinvente a roda.

O tempo é roda que ao girar nos permite perceber que os passos do passado se estabeleceram nas verdades do presente.

"É do alto que tudo é mais bonito, como numa roda gigante: quanto mais alto, mais ampla e deslumbrante é a visão."

Os brinquedos e brincadeiras infantis de um tempo ( carrinhos, panelinhas, bonecas, roda, amarelinha, queimada e etc...) já não cabem mais no cotidiano moderno da infância...


Estamos na era do celular , do tablet, dos jogos eletrônicos, dos robôs e etc para entreter os infantes...


A infância virou brinquedo para joguinhos de adultos ... angélicas miniaturas inocentes para demônios gigantes afamados e sedentos de pureza e de candor... um fenômeno predatório cada vez mais presente no dia a dia das criaturinhas...


Entre inocência violada , separação familiar, família conflitual, inseguranças, medos, solidão acompanhada, abandono e toda essa ansiedade coletiva que assistimos ....


O surto de problemáticas da psique , do comportamento e das relações infantis
expõe marcas indeléveis da sociedade
moderna... família... creche... escola...
cada contexto delegando responsabilidades
e culpas...


Marcas essas que , corriqueiramente, se conectam ... se alinham e se aliam ao cada vez mais precoce consumo farmacológico de ansioliticos e anti depressivos...
E frequentes consultas especializadas...onde se tenta encontrar um refúgio... uma solução... um tratamento... uma cura... um alívio... um bálsamo... para amenizar os vários distúrbios infantis ... TDAH , depressão, autismo leve entre outros...


Crianças necessitam de atenção, presença, companhia, carinho , amor, ternura, afeto ...


Crianças devem sentir-se ao seguro, protegidas e amparadas...


Crianças precisam brincar com brinquedos ...
Crianças devem viver sendo crianças na sua essência ...


Mais carinho e amor !
Mais presença e proteção!
Mais brincadeiras e brinquedos!
E menos comprimidos e gotinhas!


Menos rótulos e diagnósticos ,
que um tempo, eram de pessoas
mais vividas... idosas ...


✍©️ @MiriamDaCosta