Rima de Amor
Estou tentando, com força e vontade
Quebrar o ciclo da dificuldade.
Vim de uma família simples e honesta,
Poucas chances, mas muita promessa.
Sempre lutei, nunca desisti,
Mesmo nos dias em que quase caí.
Persisti, fui contra a corrente,
Com fé e coragem, continuei valente
Já não sou tão pobre como era antes,
Mas ainda faltam sonhos distantes.
A ausência de tudo que um dia doeu,
Fez mais forte o meu eu.
Depender de ajuda nunca gostei,
Mas encarei, pois assim precisei.
Ver meus pais sofrendo foi duro demais,
Prometi mudar isso, trazer-lhes paz.
Hoje caminho com metas na mão,
Meu maior sonho é ser solução.
Conquistei pouco, mas sigo a lutar,
Com a esperança de um dia ajudar.
Mesmo com toda a injustiça desse mundo
Alguns com tanto, outros não sem nada
Eu sei, é um absurdo
Mas mesmo assim eu continuo grata
Grata pelo que? Talvez me pergunte
Por ter comida na mesa e um teto para morar
Obrigado Deus, só em Ti tenho forças para lutar
Quando o sol desaparece!
Quando o sol desaparece
A lua resplandece
As nuvens escurecem
As estrelas enaltecem
Quando o sol desaparece
Os oceanos se enfurecem
As ondas se estremecem
Os peixes se divertem
Quando o sol desaparece
As plantas enriquecem
As flores florescem
Os animais adormecem
Quando o sol desaparece
As pessoas se divertem
As ruas embelecem
O amor reaparece
Quando encharcado de desespero, no mar do pecado começo afundar, Te vejo sobre as ondas vindo me salvar
SINTO - Parte 1
Sinto a mudança comigo, pra que eu finalmente seja
Sinto enxurrada de ideias que vem da mente e transborda pela caneta
Sinto aprendizado, sinto bom senso
Me sinto a deriva, sinto o favor do vento
Me sinto pequeno numa onda grande e sombria
Sinto esperança porque o mar abriu um dia
Sinto paz, sinto revolta, sinto rancor as vezes
Sinto sentimentos que gestavam a mais de nove meses
Sinto o sabor de saborear outra boca
Sinto que tudo muda nessa vida loka
Me sinto pressionado, mas sigo sendo
Não inventaram nada a prova de tempo
Sinto armadilhas sussurrando e me faço de surdo
Me sinto o alvo predileto do inimigo astuto
Senti, sonhos arriscados, de grinalda e véu
Senti o amargo sabor do doce de mél
Vento que adentra pela fresta e assovia
Que faz soprar as mais belas sinfonias
Que pode agir com calma na mais pura sutileza
Mas quando fica irado derruba fortalezas
E faz espalhar as brasas da fogueira
È ele que trás, as chuvas passageiras
Podem tirar minha paz
Podem tirar minha alegria
Podem até tirar minha vida...
Podem me dar ponta pé
Podem pisar e chutar o meu boné
Nunca vou me curvar
Porque não podem tirar minha fé
Fui descobrindo aos poucos
Oque de mim faz parte
Velei os meus receios
Ressuscitei a arte
Tentei tocar violão, não era minha parada.
A lagarta não ia virar borboleta,
Foi quando eu me encontrei na ponta da caneta
Na metanoia dos pensamentos, a alma se transforma,
Em versos e rimas, a jornada se desdobra.
Do velho ao novo, a mente se liberta,
E o poema ganha vida, no pulsar de cada letra.
Quando não estou fazendo poesia, a poesia está me fazendo. É nessa troca que me toca e sigo vivendo.
O valor da comida,
Pra quem tem sobrando,
Não sabe ainda,
Pra quem tá faltando,
Que custo isso tem?
Pra provar pra alguém.
Que na vida,
Tudo vai e vem.
Da riqueza a miséria,
E da miséria a riqueza,
Uma nobre proeza,
Da vida na matéria.
Conforme a realidade,
Conforto, luxo e ostentação,
Pobreza de verdade,
Que dói o coração,
De um lado a vaidade,
Do outro um covarde,
Ou alguém em aflição,
Muitos nomes se dão,
A vida de necessidade,
Mas só quem vive pra saber,
O que lhe aprisiona,
O desejo de morrer,
Às vezes ocasiona,
Mas fazer o que?
Se vida ainda lhe tem,
Tem mesmo que viver,
E ir bem mais além,
No lado do rico,
Um nobre amigo,
Que demonstra suas posses,
Até no umbigo,
O ouro se retorce,
Anda de carro,
O tempo todo,
Produto de barro,
E coisa de bobo,
Festas e vida diferente,
O pobre é um indigente,
Que lhe oportuna,
Bem na sua frente,
Mora uma viúva,
Que tem seus filhos ainda,
Dinheiro bem pouco,
Sorte que tem comida,
Vive chorando feito louca,
Sempre olhando pra cima.
Mas o mundo lhe absolve,
No novo modo de ser,
Todo mundo resolve,
Então, lhe socorrer.
A diferença vem na morte,
Que qualquer hora pode chegar.
E entrega a própria sorte,
Qualquer um que ela venha buscar,
Não escolhe por diploma,
Nem perdoa vida difícil,
Nesse dilema a vida soma,
Só mais um no precipício.
O ser humano,
Se acha eterno,
Sempre insano.
Dentro de seu terno,
Caminha a pensar,
No seu futuro,
Sem saber que lá está,
Um pobre em apuro,
Indo pro lado de lá,
Dai vem a religião,
Trazer o conforto,
Enfeitar a ocasião,
Do pobre morto,
Que a sorte lhe possa seguir,
Pois se sorte lhe faltar,
Algo vai lhe perseguir,
Não importa onde está,
Terminado o velório,
Todo mundo vai embora,
Volta tudo pro envoltório,
Alguém aínda chora,
Mas logo vai se esquecer,
Por que vivemos assim?
Achando eterno nosso viver?
Se a morte chega jazim.
Pra mim e pra você.
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