Retribuindo uma Amizade
"O idiota só percebe uma evidência quando é por ela esmagado. Trata-se de alguém PRECIPITADO com relação ao futuro imediato; IMPREVIDENTE com relação ao futuro distante; e NEGLIGENTE com relação ao momento presente.
Em face dos perigos, ocasiões nas quais precisa agir rápida e acertadamente, o idiota tem o raciocínio tardo, e acaba soterrado pelo acúmulo de informações que colheu a esmo, ante as quais as evidências desaparecem do seu estreito horizonte mental.
Quanto mais se informa, mais se deforma.
Afogado na superfície de si mesmo, ordinariamente este boçal crê ser uma boa pessoa. Tal equívoco de autoavaliação – ingênuo na aparência, malicioso na realidade – faz com que não perceba a maldade, tanto a alheia como sobretudo a própria. Cedo ou tarde, esta infeliz criatura julgará os maus com a mesma indevida benevolência com a qual se mede; e os bons, com desumano rigor".
A psicologia nos ensina que o desenvolvimento de uma mente saudável requer a capacidade de questionar, refletir e agir de acordo com as próprias convicções e valores, em vez de simplesmente seguir cegamente o que é imposto por terceiros.
Há uma sombra no palco,
os olhos vazios, o corpo de pedra,
repete as palavras como quem mastiga silêncio,
e a multidão segue, sem ver o caminho.
Há música no ar,
não de flautas,
mas de cordas gastas que rangem,
e eles dançam,
dançam como folhas no vento,
sem perguntar para onde os leva a corrente.
O abismo espera.
As bocas sorriem, as mãos caem,
há corpos que já se foram,
mas ainda seguem os outros,
com o brilho de uma fé cega
ou de um desespero antigo.
Quem os ouve, quem os vê?
Só o vento, que leva tudo
antes da queda final.
O tempo parece se esticar eternamente, cada segundo uma agonia, cada hora uma tortura, cada dia uma eternidade sem ti.
O modelo atual de segurança pública no país mais parece com uma fanfarra na disputa por espaços de holofotes; há uma inexorável invasão de atribuições; o que importa agora são as mídias corporativas de visibilidades cabotinas; todo mundo quer investigar e aparecer para a sociedade; ninguém quer apurar o mequetrefe; todo mundo quer investigar fatos que causam promoção social e pessoal; nessa bagunça generalizada quem paga a conta é o povo; e viva o caos, a insegurança, a anomia e a sede narcisista.
Em essências buscar uma superação espiritual, é para uma vitória pessoal — não contra o mundo, mas contra as expectativas, as imposições e as limitações que poderiam ter aprisionado seu espírito. E ao vencer a si mesmo, você de fato vence o mundo.
Imagine duas mãos. Uma depende da outra para se lavar. No entanto, queremos ser como uma mão que busca se lavar sem precisar da outra. Você percebe o absurdo do individualismo que a sociedade nos impõe, muitas vezes de maneira sutil?
Escrevo porque sou obcecado pela palavra, tenho uma espécie de tara por ela.
"É muito melhor trabalhar com pessoas que buscam uma solução ao invés de trabalhar com pessoas que só procuram saber quem é o culpado."
"Honre seus clientes. Honre quem te contratou. Seja uma pessoa honrada com quem te honra dia após dia."
Senhor Clomb
Esse conto começa com uma cartinha de uma menina de 6 anos para o seu vizinho......
“Prezado Senhor Clomb, como o senhor está? Não é novidade que o senhor já sabe que a casa da direita é nossa, quer dizer da minha mãe e minha. Mas, o fato é que o senhor continua jogando entulho no quintal aqui da casa. O que tem na cabeça? O que pensa que está fazendo? Não sabe que a nossa casa é o nosso lar e é sagrado? Poderíamos jogar todos os lixos que temos, mais o que o senhor envia pra gente na sua casa. Mas, não vamos fazer isto. Não somos iguais. Toda a terça recolhemos os lixos e mandamos para a reciclagem levar e o resto para o caminhão de limpeza levar. Mas, fico aqui pensando, será que o senhor quer ajuda para descartar seu lixo? Não consegue, e é por isso que fica descartando seu lixo em minha casa. A minha mãe e eu moramos somente nós duas naquela casa e não temos outra pessoa para ajudar na limpeza da casa, por isso, pego todo o lixo e refaço o serviço, que o senhor nos dá extra para que não fique o entulho na nossa porta. Mas, eu pergunto, por que? Porque o senhor não gosta da gente? Precisa de algo? Posso ir na sua casa ajuda-lo com seu lixo uma vez por semana. Mas, ficar jogando lixo na minha casa, é um absurdo. Se quiser minha ajuda, posso ajudar. Posso e não vou cobrar nada do senhor. Minha mãe me ensinou que devemos amar o próximo e ajuda-lo. Embora, eu tenha 6 anos, como bem, brinco, ajudo em casa e ainda posso auxiliá-lo nas suas tarefas de casa”. O senhor Clomb, sem saber que dizer, nunca mais jogou lixo na casa da menininha, que tímida e doce cativou o coração de pedra do senhor Clomb. Depois desta carta, também o senhor Clomb escreveu uma cartinha para a menininha, que por sinal, se chama Olívia e estava escrito assim:
“Cara menininha, não há nenhum problema entre nós, poderia vir até a minha casa com sua mãe tomar um chá?”
Olívia, muito feliz pediu sua mãe para acompanha-la a casa do senhor Clomb e ela foi. Chegando lá, recebeu um belo sorriso, chá e bolachas. Senhor Clomb pediu desculpas por ter feito essas maldades com as duas e a partir daquele dia, ficaram bons amigos, até o dia do falecimento do senhor Clomb, que foi um dia muito triste.
Olivia, hoje está com 18 anos e olha altiva para a casa do lado e pensa como foi feliz com o vizinho. Boas recordações. Olívia não guarda mágoas, seu coração só tem espaço para coisas doces e alegres. Sua mãe a chama da cozinha e ela se vira e fala: --- já vou mamãe. E assim termina esse conto.
Cida Vitório,
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