Respeite meu Jeito

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Entrelinhas


Meu refúgio é escrever, sei chorar não é o bastante, ponho-me então a rabiscar.

Minhas horas são cruéis, os meus dias tão penosos, passam lentos, vagarosos, posso até a cor contar.

As lembranças me invadem, meu sentir me faz penar, pouco a pouco me recordo dos momentos lindos todos, que contigo segredei.

Olhos vêem a minha falta, me perguntam quem sou eu, logo sentem a saudade de alguém que em mim nasceu.

Minha face amarga e triste me entrega aos homens maus, me retratam de alma pobre, por amar o natural.

Se me nota logo a vista, que dizer do meu lugar, minha cama, meu sossego, meu colchão, meu lamentar.

Tem o cheiro da tristeza que comovem até os anjos, todos ficam assombrados, tantos gritos de socorro, voz alguma ouve ao lado, ninguém pode me ouvir.

Quem me pode ajudar? Meu socorro há de vir.

Cada linha rabiscada, cada letra torta e feia, diz de mim, do meu tormento, me entrega aos malfeitores, dos que odeiam sentimentos.

As palavras me denunciam me definham, me envolvem, me deparo com a arma, que me mata, me devolve.

Não adianta mais mover, não me deixa encontrar-me, o meu ego, minha falta, sou do medo, sou do nada, sou as letras, entrelinhas, vagarosas mal lembradas.

Érwelley C. de Andrade ALB/DF.

Inserida por Erwelley

...E eu, quem sou?

Pra onde vou, porque restou de um grande amor, tamanho horror?
Sim meu senhor, não sou ninguém, sou nada além, de um perdedor.
Por onde vou, porque sangrou meu coração, por tal lembrança, por esta herança de solidão?
Não sei dizer, se sou o amor, quem sabe a dor, de maquinar, a ilusão.
E eu, quem sou?
Deitado aqui, nas folhas secas, em frente o lago, sentindo frio.
Serpente escura, anjo de luz, fagulha e cruz, um arrepio.
Por quantos sou, se sou por quem, sou nada além, do ar sem som.
Planejo ver, me ouço ler, começo a ir, convoco o dom.
A brisa grita, meu olho irrita, me faz chorar, meu céu se esconde, a alma invade,
meu caminhar.
E eu, quem sou?
Sou vida e morte, a sina, o corte, ferida aberta, a maldição.
Conciso e seco, repleto e oco, refém do medo, do coração.
Refaço o mapa, revejo as falas, a conclusão!
Foi planejado! Fui rabiscado, e não nascido, fui iludido pensando ser... Sofreguidão.

Inserida por Erwelley

Sem querer ser


Não sei ser mais que eu mesma, não me permito ultrapassar as barreiras do meu eu, e atropelar quem quer que seja. Sou deveras um pingo de chuva durante a tempestade, a faísca que vai se apagando em meio as labaredas de um incêndio.
Ser tão insignificantemente dolorido, que os ossos rangem com os passos ainda que lentos em direção ao quarto escuro e sombrio.
Que sou então, se nem mesmo sei sofrer?!
Pelos quais tantas vezes sorri, abracei, acreditei, me permiti.
Galhos secos em busca de sombra? Almas vazias derramando solidão?
Quem são? Esta não sou eu, não! Um ponto e vírgula;
Em novas histórias de fé, desprezo e frustração!
Porventura deveria comportar-me feito cobra, revirando-me na areia, para que alguém pise sobre minha cabeça e já esmagada pela maldição de ter que rastejar sobre minha própria sorte, busque apenas sobreviver?
E jaz... A natureza segue, é preciso existir. Cá estou, não conseguindo ser, apenas não mais do que sou.

Érwelley C. de Andrade ALBDF.

Inserida por Erwelley

Se eu sofri? Sou um ser humano! Se eu amei? Apenas para quem merece meu amor! Se chutei pedras? Construí o muro que protege minhas emoções contra mediocridade.

Inserida por Erwelley

Amada minha

Sabei isto, ó amada minha.
O meu querer não te deixará
Nem por um instante...

O romper da aurora
Reflete o brilho dos teus olhos
Iluminando o meu caminho...

Em ti estão meus pensamentos
Até que a veja ao fim do dia
Se rendendo aos meus braços...

E no cair da tarde,
Entre todas as estrelas
Eu contemplo o teu brilho...

Se eu adormeço neste sonho,
Quem sabe deste sono
Eu desperte com você...

Edney Valentim Araújo

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Abrigar

Deixei na rota desta vida
Minha estrada e meu destino
Pra buscar os teus caminhos...

Onde andas o teu coração
Que não me deixas adentrá-lo?

Eu me vi querer-te em minha vida
Onde o amor nos encontrasse
Sendo um só você e eu...

Eu sei de onde eu vim,
Mas para onde eu irei
Sem você, já não sei...

Sei que estou a procurar
No teu amor
Onde eu possa me abrigar.

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Bem baixinho

Não há distância que afaste
O meu pensar em ti.
Eu me faço acompanhar
Dos teus braços e abraços
Onde eu posso me entregar...

Vejo o céu de brigadeiro
No sorriso dos teus lábios
Desejando os tocar...

Eu me vejo sussurrando ao teu ouvido
Te dizendo bem baixinho
Que meu desejo é ti amar...

Edney Valentim Araújo

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Flores eu deixei

Ah! destino meu...
Leva-me de encontro a minha amada
Para que eu veja a beleza de tua face
E me alegre de corpo, alma e coração.

Quão linda flor é a minha pequenina!!!
O seu perfume é a essência viva
Que envolve toda a minh’alma...

A vista dos meus olhos
As cores que reluzem os teus reflexos
Fundem-se na linha do horizonte,
Mesclando os teus cabelos
Ao dourado por do sol...

Eu me vejo correndo ao teu encontro
Neste findo tempo melancólico
Que se esvai ao último faixo de tua luz,
Desterrando em teus braços
A sombria e devasta solidão.

E nos caminhos que andei
Muitas flores eu deixe...
Pra que perfume a minha vida
A única flor que eu desejei.

Edney Valentim Araújo

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Meu bem querer

Eu queria saber
O que vai ao teu coração,
Ó dona do meu bem querer...
Meu coração regozija de alegria
Quando me aproximo de ti.
E nesse mundo de emoção
Sem razão e sem noção,
Quanto mais eu me entrego
E me rendendo a esse amor,
Muito mais eu vejo
As cores da tua alma
Colorindo a minh’alma transparente
Em um arco-íris que se enche de amor
Precipitando em um serôdio sentimento.
Meu desejar vai muito além
De tudo que um dia ousei sonhar,
O teu amor e o teu coração...

Edney Valentim Araújo

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Taça

Quisera o meu amor
Ser um pedacinho de você,
Como uma taça de desejos
Transbordando de prazer...

Se me viu partindo um dia
Não pediu pra eu ficar,
Viu partido um coração
Que nasceu pra te amar.

Se um pedido eu lhe fizesse
Pediria pra ficar...
Ficar na tua vida,
Ficar pra te amar...

Mas uma coisa eu espero,
Que ao menos algum dia
O amor possa vir nos encontrar.

Edney Valentim Araújo

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Me verei no teu olhar

Ainda hoje
Falarei do meu amor por ti
Mais intenso e mais ardente
Nestas chamas que insistem
Em abrasar-me...
Teu silêncio em meu olhar,
Teus olhos em meus olhos
Que recuso a deixar.
O que dizer...
O que sentir
Senão teu ofegante respirar...
Não há palavras que lhe façam conhecer
O quanto eu anelo por você.
Só te faço saber
Que para sempre me verei no teu olhar.

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Entregarei

Eu me vejo no teu mundo
Só pra imaginar o meu,
Onde as cores são mais belas
E as estrelas tem mais brilho...

É puro esse sentimento
Transcendente ao meu tempo
Em que me entrego de momento
Em teu corpo ou pensamento...

Se em desejos, não sei.
Se por paixão, tal vez...
Mas por amor,
Sempre a ti eu me entregarei.

Edney Valentim Araújo

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Ouça

Ouça! Oh meu coração,
Ouve o silêncio de um suspiro
Transbordar em tuas lágrimas.
Deixai que este rio flua
Em direção à tua amada.
Deixai que tuas águas
Banhe a terra seca em solidão.
E no romper de tuas corredeiras
Germine a semente do destino
A despertar-lhe o meu amor...
Não te apresses minha dor
Pra colher tão linda flor.
Deixai que deste tempo que se passa
Me sustente o perfume deste amor...
Ouça! Oh meu coração...
Ouça os bramidos de tuas águas
Até que te recebas o teu amor...

Edney Valentim Araújo

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Cárcere

Estou vivendo este cárcere
Que é o meu corpo
Distante de você.

Minh’alma livre apaixonada
Só me deixa em solidão,
Dia e noite ela vai ao teu encontro.

Não me traz notícias
Não alenta a minha dor,
Apenas se embriaga em teu amor.

Sabe minh’alma embebecida
Que ela é meu bem querer
Do começo ao fim do dia.

Minha amada!...
Ela é a carta de alforria
Que me livra de viver na solidão...

Edney Valentim Araújo

Inserida por edney_valentim_araujo

Contigo

A minh’alma está tomada de amores por ti,
Ó minha flor, ó meu bem querer...
Entrarei nos teus jardins
Pra rouba-lhe um longo beijo...

Onde estão meus pensamentos?
Senão contigo amada minha,
Tu que embalas os meus sonhos
Muito além do que eu possa imaginar.

Amar-te-ei de corpo, alma e coração.

Edney Valentim Araújo

Inserida por edney_valentim_araujo

O amor de minha amada

Ela entra em meu coração
Como quem caminha em seus jardins,
Cerca-me como flores de jasmim
Me envolvendo em teu perfume.

Aberta está minh’alma
Para a minha desejada,
Entre flores e perfume
Eu só quero o amor de minha amada...

O vento que te trouxe aqui
Está distante de mim,
Levou contigo o meu coração
E me deixou-me a solidão...

Sob as sombras dos meus pensamentos
Eu transbordo minhas lágrimas,
Até que meu repouso
Seja o amor de minha amada...

Edney Valentim Araújo

Inserida por edney_valentim_araujo

Todo tempo

Quanto dura essa dor que quero?
De ter-te ao meu lado incerto
Enquanto não me vem o teu amor tão certo.

O tempo que não apaga os sentimentos
Marca a vida tão ligeira e de repente,
Nestes corpos que se findam
Consumido em fogo ardente de paixão...

Se não tenho o teu calor
Me sobra o desejo de estar em ti,
Nestas águas tão bravias e vertentes
Que correm sempre a ti buscar...

Fosse o tempo um companheiro
Do meu coração ele te levaria,
Mas te trouxe em minha vida num momento
Pra permanecer em mim a todo tempo...

Edney Valentim Araújo

Inserida por edney_valentim_araujo

Todo o pranto

Oh! Meu coração,
Deixa-a saber, do teu amor...
Já te condenas os olhares
Arraigados de amores por ela.

Tu que te entregastes ao destino
De um olhar reluzente como cristal
E ao doce cheiro de jasmim
Desta flor que te encanta...

A menina dos teus olhos
Me são mais raras que rubi
Quando olham para mim
Num enlace sem fim...

Deixai abertas as portas, oh coração...
Quem sabe por encanto
O tempo a traga ao teu encontro
E lhe enxugue todo o pranto.

Edney Valentim Araújo

Inserida por edney_valentim_araujo

Menina que cresceu

Eu não doo meu coração
Só pra não perder você...
Fiz dele a tua casa
E o meu peito a tua morada.

Ainda que estivesse vazio,
Eu te esperaria...
Mas chegaste pra ficar
No meu sorriso.

Se te faço mui feliz
Me alegro muito mais...
Se me falta em mim o riso
É porque não estás aqui.

A menina que cresceu
Guardou de mim o coração,
Mas levou no pensamento
Todo o amor que eu lhe dei...

Edney Valentim Araújo

Inserida por edney_valentim_araujo

Meu viver

Das dores que me dói
Me dói mais forte a falta dela,
Onde sirvo do consolo
De uma lágrima singela.

O meu corpo agora só
Não me prende longe dela,
Em soltos pensamentos
Vão minh’alma ao encontro dela.

Quem sou eu sem ela?
Não me atrevo a pensar...
Que possa eu, ao menos um dia,
Afastar de ti meus pensamentos...

Sabe ela que a amo
E não rejeita o meu amor,
Só não pode nos meus dias
Aliviar a aminha dor...

Não procuro os olhos dela
Que me veja o meu sofrer,
Desejo ver nos olhos dela
Brilho que alegra o meu viver.

Edney Valentim Araújo

Inserida por edney_valentim_araujo