Renda se como eu me Rendi
Ingerir em mim tudo que pertence ao amor, amou-me tão forte que me rendi e me puz de joelhos diante de ti, assim me tens e m suas mãos, negando me o direito de viver, deichando assim uma só escolha, a de morrer de amor amando você, escrito por Armando Nascimento
Éden
Eu me rendi aos teus encantos
E subitamente você arrebatou o meu coração,
No teu paraíso
Provei do fruto do teu amor
E me perdi no pecado da tua beleza.
Longe do teu éden
E expulso do teu coração,
O fogo da paixão me consome
Nessa terra que se chama solidão,
Onde agora padece sozinho o meu coração.
Edney Valentim Araújo
Flor
Procurei uma flor e encontrei você,
Rendi-me aos teus encantos e me perdi,
E nas vielas deste jardim
Já não encontro mais a saída.
Desejo tanto o seu amor
Que já não vejo outra flor
Só me vejo em teus braços
Para sentir o teu calor.
Tenho-te tanto amor
Que já não procuro outra flor.
Eu só quero você minha flor
Para florescer meu jardim.
Edney Valentim Araújo
Herança dos deuses? não sei bem.
Embora me pareça o mais sensato afirmar
Rendi-me por inteira às tuas especificidades
Me convenço a cada dia que o olimpo seria
A tua verdadeira morada
Não pretendo te embalsamar na minha mente
Ou prender-te em vida. Quero apenas o amor que tiveres a oferecer e enquanto puderes me oferecer eu o receberei e responderei em equivalência.
Tem muito homem baixa renda se inspirando no polígamo Mr. Catra. Estamos num país de cultura predominantemente brasileira e não árabe, logo, para manter um 'harém' é preciso ser bem mais do que um bom 'comedor'. Esse estilo de vida requer que o homem tenha muitas posses, e não somente virilidade, porque tem que ter bala na agulha para prover as necessidades de todas as mulheres, filhos, enteados e agregados. Será que o Brasil se transformou numa nova versão de país muçulmano? Isso aqui virou o quê? Arábia Saudita? É muito homem noveleiro se achando Cadinho, só pode!
Coração de renda
Nos sonhos me perdi
Aqui no cerrado goiano
Como pás de moenda
Britei sertão e oceano
Da sorte tive oferenda
Do destino está opção
Se a solidão abriu fenda
O amor coseu emoção
Num coração de renda
Fins para ir a escola: bolsa escola, bolsa família, renda cidadã, vale gás, bicicleta e o lanche. Menos o principal: estudar.
DECLARAÇÃO DE MALES
Ilmo. Sr. Diretor do Imposto de Renda.
Antes de tudo devo declarar que já estou, parceladamente, à venda.
Não sou rico nem pobre, como o Brasil, que também precisa de boa parte do meu dinheirinho.
Pago imposto de renda na fonte e no pelourinho.
Marchei em colégio interno durante seis anos mas nunca cheguei ao fim de nada, a não ser dos meus enganos.
Fui caixeiro. Fui redator. Fui bibliotecário.
Fui roteirista e vilão de cinema. Fui pegador de operário.
Já estive, sem diagnóstico, bem doente.
Fui acabando confuso e autocomplacente.
Deixei o futebol por causa do joelho.
Viver foi virando dever e entrei aos poucos no vermelho.
No Rio, que eu amava, o saldo devedor já há algum tempo que supera o saldo do meu amor.
Não posso beber tanto quanto mereço, pela fadiga do fígado e a contusão do preço.
Sou órfão de mãe excelente.
Outras doces amigas morreram de repente.
Não sei cantar. Não sei dançar.
A morte há de me dar o que fazer até chegar.
Uma vez quis viver em Paris até o fim, mas não sei grego nem latim.
Acho que devia ter estudado anatomia patológica ou pelo menos anatomia filológica.
Escrevo aos trancos e sem querer e há contudo orgulhos humilhantes no meu ser.
Será do avesso dos meus traços que faço o meu retrato?
Sou um insensato a buscar o concreto no abstrato.
Minha cosmovisão é míope, baça, impura, mas nada odiei, a não ser a injustiça e a impostura.
Não bebi os vinhos crespos que desejara, não me deitei sobre os sossegos verdes que acalentara.
Sou um narciso malcontente da minha imagem e jamais deixei de saber que vou de torna-viagem.
Não acredito nos relógios... the pule cast of throught... sou o que não sou (all that I am I am not).
Podia ter sido talvez um bom corredor de distância: correr até morrer era a euforia da minha infância.
O medo do inferno torceu as raízes gregas do meu psiquismo e só vi que as mãos prolongam a cabeça quando me perdera no egotismo.
Não creio contudo em myself.
Nem creio mais que possa revelar-me em other self.
Não soube buscar (em que céu?) o peso leve dos anjos e da divina medida.
Sou o próprio síndico de minha massa falida.
Não amei com suficiência o espaço e a cor.
Comi muita terra antes de abrir-me à flor.
Gosto dos peixes da Noruega, do caviar russo, das uvas de outra terra; meus amores pela minha são legião, mas vivem em guerra.
Fatigante é o ofício para quem oscila entre ferir e remir.
A onça montou em mim sem dizer aonde queria ir.
A burocracia e o barulho do mercado me exasperam num instante.
Decerto sou crucificado por ter amado mal meu semelhante.
Algum deus em mim persiste
mas não soube decidir entre a lua que vemos e a lua que existe.
Lobisomem, sou arrogante às sextas-feiras, menos quando é lua cheia.
Persistirá talvez também, ao rumor da tormenta, algum canto da sereia.
Deixei de subir ao que me faz falta, mas não por virtude: meu ouvido é fino e dói à menor mudança de altitude.
Não sei muito dos modernos e tenho receios da caverna de Platão: vivo num mundo de mentiras captadas pela minha televisão.
Jamais compreendi os estatutos da mente.
O mundo não é divertido, afortunadamente.
E mesmo o desengano talvez seja um engano.
Paulo Mendes Campos, in O amor acaba
Se queres a simpatia do povo, junte-se a ele. Porém, se há em ti um desejo por mudança, renda-se a Cristo.
Não se renda. Não retroceda.Não desista.
Não diga que não tem jeito.
Lembre que você não está só nessa batalha.
Deus está contigo!
Promover justiça social e equalizar a distribuição de renda é uma ação necessária e urgente e não uma prática comunista.
Sabe o que acontece quando você mente?!
Ninguém credita mais em você!
Se renda a verdade, Deus da Minha Vida'
Álibi
Cortina de seda e de renda
estampada e dourada,
moldura de cela
com grades e janelas,
guardando em sepulcro
uma imensidão de vidas roubadas.
Quadrado fechado
sem claraboia
ou paredes laterais.
Corpo caído ao léu
cansado.
No céu que é chão
deitado sozinho,
na cama que é céu
delirante de febre.
Da escrita que é túnel pra fuga de dentro de si
pra escapar dos golpes da sorte
da vida severa daqui.
Espelho quebrado
na serena noite
que traz-me os sonhos,
e a luz que agora vejo
no escuro
que ilumina-me os olhos.
Do peito ferido e aberto
das sombras e vozes que atormentam o dia
das lágrimas caídas dos olhos e que hão de secar um dia.
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