Renato Russo Poemas sobre a Vida
Bem ou mal, amor ou ódio, vida ou morte, Deus ou Demônio ou Vc:
Quem pode mais?
Nascemos de um Deus do bem, do amor e da vida. Se é o Demônio que domina o mal, o ódio e a morte pra que termos essa herança presente?
Deus seria também um Demônio ou somos filhos de uma mãe Deus apaixonada por um Demônio pai?
Filhos de Deus, protegidos por essa divindade. Disputa da guarda... Que poder esse Demônio possui que nos envolve, ou desenvolvemos ao nascer?
Filhos de um Deus da perfeição repletos de defeitos profundos e obscuros, por que correr nas veias esse negativo DNA?
Se existe uma salvação desse Demônio, por que podemos optar? O por que dessa semente mal germinada ainda não sabe.
Que castigo infernal impostos a esses filhos do mal, seria apenas uma devolução à sua terra natal e a seu pai celestial.
A vida é semelhantea um dia ensolarado
que fica nubladode repente,
já que nem sempre
o tempo será favorável,
alguns sentidos ficarão ocultos
assim como o céu cerrado
até chegar o momento
em que as nuvens irão se dissipar,
compreensões serão alcançadas,
o sol ressurgirá
e a esperança será renovada.
Ela é linda,
tem um brilho sincero
no olhar,
um sorriso com sabor de infância,
de quem não deixou
de se deslumbrar
com a simplicidade da vida,
onde o amor é uma constância,
apesar de já ter sido ferida, não perdeu a esperança,
portanto, conquistá-la
é uma grande conquista
e amá-la é cultivar
agradáveis lembranças.
Em tempos de aflição e dor profunda
É impossível segurar as lágrimas e conter a emoção
A dor de um ecoa em todos...
E o laço invisível que nos une, se fortalece.
Laço esse feito de amor e compaixão
Que estende a mão e salva vidas
Que supera qualquer desavença
Que conforta, acolhe e consola
Somos assim, seres humanos tão controversos
Muitas vezes emaranhados em uma vida superficial
Mas que de repente, num ímpeto, acorda para a vida
Sente a dor do outro, e percebe que na verdade somos um
Que não há como ser feliz sozinho, é preciso olhar para o lado
Que não nos esqueçamos, em dias normais
De manter esse laço em nossas relações e em nossas vidas
Pois esse laço é feito de amor, amor este que em tempos de dor transborda.
O que você acharia de um livro que tivesse apenas a última página,
ou um filme que fosse apenas a última cena?
Por que então, deseja viver os ápices da vida sem saborear com delicadeza cada momento que os antecedem?
Gratidão a Deus!
Obrigada, Senhor, por cada vez que em minhas mãos segurou e por todas as vezes que me ensinaste lição e por todas as benções. Se cheguei onde cheguei é porque tenho um Pai, que não me abandonou jamais.
Assim como o fôlego da vida, meus planos estão nas suas mãos, pois eu sei que é o melhor lugar para estar. O que o Senhor quer pra mim, eu quero mais ainda.
Tu nunca me largaste e por motivo algum me desamparaste.
Só eu e o Senhor sabemos a dor que já carreguei, mas a ti me acheguei, pois sem sua ajuda as dores seriam insuportáveis. Cheguei a beira do abismo, mas tuas mãos me sustentaram.
Por isso graças te dou, nem mediante a dor me abandonou, ao Senhor meu eterno louvor.
Ele buscava conversas e putarias
Ela escrevia sobre o amor
e suas fantasias.
Ele queria ilusões
Ela ,emoções verdadeiras
e poesias.
Ele usava as palavras com maestria.
Ela reproduzia seus sentimentos
Que ele degustava como iguarias.
Depois ...
Sobraram ressentimentos
E duas folhas contando uma história.
Esboçando tintas de momentos.
Um livro de páginas produzidas
Ela pedindo para ser iludida.
Decorando com palavras e grafias
Tantas idas e vindas.
Eu sempre gostei das coisas que li. Claro, que elas são sobre mim. mas elas era muito concentradas no meu orgão progenitor, e não prestavam atenção para o fato de que eu era um jovem razoalmente saudável, alguém que tinha algo mais do que braços, pernas e olhos tinha um cérebro, o equipamento completo. A imprensa sempre faz isto.
Lembro como era bom compartilhar minha felicidade com os amigos, falar pelos cotovelos sobre alegrias que soavam até ofensivas àqueles que não entendiam o que se passava no interior de um corpo em festa. Eu costumava ser uma alegoria ambulante. Agora a festa terminou, os copos estão espalhados pelo chão, os pratos sujos, silêncio absoluto, ficou o vazio devorador de uma solidão impossível de ser contada.
Onde está a imaginação? Ando sobre trilhos invisíveis. Prisão, liberdade. São essas as palavras que me ocorrem. No entanto não são as verdadeiras, únicas e insubstituíveis, sinto-o. Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome.
Com a ponta do dedo indicador, então, sobre a vidraça embaçada, você risca um traço, aparentemente à toa. Como na infância, nos dias de tempestade. Depois você desenha outro, e outro.
O que Deus preparou pra nós é lindo. O Deus do infinitamente mais. Eu não sei nada sobre o destino que Ele escreveu, só sei que eu sou tua e você é meu!
Pensei: “Glória a Deus sobre todas as coisas”. Foi o único pensamento que me veio. Nem era direito pensamento, parecia mais uma oração.
"Acho engraçado quando algumas mulheres perguntam sobre um cara ”ele tem carro?”. Elas preocupadas com o carro, e eu aqui torcendo pra ele ter no mínimo um coração."
Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Me permitir ser um pouco insignificante.
A influência exercida sobre a nossa alma, pelos diferentes lugares, é uma coisa digna de observação. Se a melancolia nos conquista infalivelmente quando estamos à beira das águas, uma outra lei da nossa natureza impressionante faz com que, nas montanhas, os nossos sentimentos se purifiquem: ali a paixão ganha em profundidade o que parece perder em vivacidade.
Vou adiante de modo intuitivo e sem procurar uma ideia: sou orgânica. E não me indago sobre os meus motivos. Mergulho na quase dor de uma intensa alegria – e para me enfeitar nascem entre os meus cabelos folhas e ramagens.
Era coração, aquele escondido pedaço de ser onde fica guardado o que se sente e o que se pensa sobre as pessoas das quais se gosta? Devia ser.
E eu só tenho a mim, eu só tenho a mim, repetiu, voltando a cair sobre a cama. Não posso sentir medo, não devo sentir medo, não quero sentir medo.
