Renascer Carlos Drummon de Andrade
"Ter razão, nem sempre é o mais racional! Dizer que prefere ter paz não trará equilíbrio! As vezes para avançar é preciso fazer igual a um foguete, impulsionar para trás! É por isso que a vida tem duas dualidades! Ser sempre o certo, não te torna o foda e nem ser sempre o humilde te tornará o humilde! Na linha da vida, tem altos e baixos! Este é o tempero da vida! Aqui você tem Mentoria e terapia de resultados!"
Como filósofo, não olho isoladamente. Então: "Cada amiguinho te dá um apelido conforme a relação que marca o ponto de vista dele! Para a amiguinha neurociência, você é impulso eletrônico; na física, energia; na religião, és a fé/espiritualidade; na química, és elemento químico/atômico; na biologia, sois hormônios; para anatomia/necrofilia, és um corpo em DE/composição e etc. Logo, somos uno apesar de parecer um multiverso!" (CH2 - Nunca foi sobre isso, sempre foi dignidade. 3 ed. 2025. Brasília-DF)
A liberdade de expressão é o sagrado direito de qualquer idiota dizer o que quiser, sobre o que quiser, quando quiser.
Se há um direito natural incontestável e cujo exercício indiscriminado se amplia pari passu à chamada emancipação do homem moderno, é o direito de fazer coisas estúpidas.
Direito natural é somente aquele cuja existência, desde o paleolítico, já era provada com dentadas e tacapes.
O processo judicial serve, dentre outras coisas, para cozinhar em banho-maria o ódio humano, para que não seja levado cru à mesa da sociedade.
Preconceito de índio é tradição. Tradição de branco é preconceito. E preconceito de intelectual é teoria...
Cada vez mais as pessoas criticam somente o que odeiam, quando deveriam criticar principalmente aquilo que amam.
A política, como a hipocrisia, é um mal necessário para a existência da sociedade – e em todo caso, um mal.
O ideólogo nunca diz o que pensa; nunca faz o que diz; e nunca confessa o que faz, porque a confissão pressupõe a posse da própria alma.
Antigamente se refutava uma tese acadêmica escrevendo outra tese. Hoje, escreve-se notas de repúdio cheias de erros de português.
O politicamente correto não passa de uma espécie de autoajuda barata. Sua maior vantagem é permitir a alguém sentir-se orgulhoso de si mesmo sem ter que suar a camisa.
Se alguém alega saber o que é bom para você melhor do que você mesmo, de duas uma: ou é sua mãe – que provavelmente sabe mesmo o que é bom para você – ou é um tirano politicamente correto, essa nova raça de déspotas esclarecidos.
