Remorso do Filho Ingrato
FILHO DO SILÊNCIO
filho do silencio, eu e escutei cantigas antigas
que a ternura doce e materna soprava na brisa;
tinha a beleza de tudo que a infância embeleza,
a beleza do que não é belo, mas embeleza o espírito,
a beleza porque tudo é novo quando se é criança...
e tudo é paixão quando se tem espaço no coração;
guardei sorrisos, olhares, palavras,
alguém que passava mas deixava o perfume,
alguém que falava ou balançava os quadris,
alguém que só existisse na minha imaginação;
que contemplasse o que tivesse movimento, aroma e luz,
armazenei colinas e silhuetas, o que cintilasse, o que gorjeiasse,
o que sorrisse, o que vibrasse, o que silenciasse;
porque às vezes silenciamos para as coisas que partem
ou para o que não temos explicação
e assim eu me tornei filho do silêncio
quando silenciei pro meu pai, pra minha mãe,
pra todas as despedidas, pra tudo o que partia,
pra tudo o que se partia
e me transformei em órfão dos sonhos, das promessas, dos ideais...
Em outra circunstância eu diria que sinto saudades; outrora a casa vivia repleta de crianças; filhos, netos, sobrinhos... éramos uma família unida e feliz. Foi um tempo de abundância quando o algodão era um sinal de luz, as árvores frutíferas atraiam os pássaros, as flores ornamentavam a casa grande, como promessa de muita felicidade e tudo isso começou na igrejinha de santa Rita de Cássia pequena e acanhada de piso morto. Frei Jerônimo celebrou nosso casamento depois de seis anos de namoro, discussões ríspidas entre nossas famílias que tinham suas rixas e eram contra a nossa união; mas o amor se sobrepôs ao ódio e derrubou a cerca de arame farpado que ia da estrada até as proximidades do rio, o que compreendia nossas propriedades e não deixava de ser um bom pedaço de terra, algumas cabeças de gado, porcos e outras criações, além do algodão e do milho. A partir de então houve entre nossas famílias uma total harmonia, eu diria que nos tornamos uma, porque os problemas que surgiam eram nossos e resolvíamos em conjunto e nossas alegrias eram compartilhadas; então veio, em homenagem a avó paterna Ana Luzia, nossa primeira filha: Analu. Juaquim meu marido queria que ela se chamasse Elenice o meu nome mas eu tinha uma grande admiração por dona Ana, minha sogra, que mesmo nas nossas rixas durante o nosso namoro nos apoiou. foram anos de uma felicidade completa; vieram outros filhos e isso só consolidou o nosso amor. ninguém teve tanto a certeza de ser amada como eu; mas mesmo nos melhores momentos, as vicissitudes da vida acontecem e ninguém está imune às paixões.
Analu corre ainda entre a varanda, o pomar e as roseiras que adornam a frente branca e azul de nossa casa, nas brincadeiras ingênuas de sua adolescência com os irmãos, primos e vizinhos, Juaquim cuida dos bichos ou das plantações e provavelmente cantarola uma canção romântica; assim as coisas ficaram na minha lembrança. Numa parte ou outra, dunas ameaçavam bairros e as chuvas tornavam-se mais escassas. ouvia-se histórias de famílias que migravam por essas dificuldades; resistimos a todas as adversidades.
Era uma tarde nublada de agosto, Juaquim tinha ido pescar no rio quando o carro entrou pelo nosso portão e chegou bem próximo aos degraus que conduziam a nossa porta; era Eriberto, o advogado, que trazia uma pasta; ele cuidava do inventário do sr Benedito, meu sogro, falecido há poucos meses, vitimado por falência múltipla dos orgãos. Ninguém diagnostica o tempo como causa mortis; meu sogro já contava 99 anos. "Quem é esse anjo?" Questionou Analu, que já contava 18 anos. Heriberto era assim, dava sempre essa impressão, e se sorrisse e nos olhasse nos olhos passava-nos a sensação de uma fragilidade que também nos contagiava. Eu já conhecera aquele sentimento e vivia numa dúvida cruel, convivendo com aquele remorso, imaginando se Samuel, meu filho mais novo, não seria filho de Eriberto. desde então Analu parecia mais calada, vez ou outra estava sempre no telefone sussurrando; Samuel certa vez ao chegar da escola mencionou ter visto Analu na pracinha conversando animadamente com Heriberto parecia uma tragédia anunciada, meses depois notava-se a barriga de Analu crescida; Juaquim chegou a ir atrás de Heriberto, mas ficou sabendo que ele era casado e havia se transferido pra outra capital; meses depois nascera Cecília, mas Analu perdera todo o brilho do olhar, juaquim também ficara meio rançoso; certa noite me questionou por que eu não lhe falara sobre a origem de Samuel. Juaquim era um anjo, de um amor puro e imaculado. Quantas vezes olhamos o por do sol sobre as dunas que guardavam a nossa história; e dali vimos o brilho de um nascente renascer nos olhos de Analu, que na igrejinha de santa Rita de Cássia, agora com piso de mármore e torres iluminadas, casara-se com um dos filhos de um primo distante de Juaquim.
De vez em quando penso que todo esse tempo não passou, quando contemplo Gustavo, marido de Analu, tirando leite das vacas, colhendo o milho, obsevando a plantação de algodão; ele também cantarola algumas canções que mencionam amor e paixão, de vez em quando caminhamos à beira do rio; de vez em quando são subdivisões de uma eternidade que se divide em partículas para serem bem guardadas ou esquecidas pelo tempo e o perdão.
Ter um filho não é brincadeira. Fazer isso só pra suprir nossa necessidade emocional é dar um tiro no próprio pé. Bebês crescem.
O filho de José e de Maria nasceu como todos os filhos dos homens, sujo do sangue de sua mãe, viscoso das suas mucosidades e sofrendo em silêncio. Chorou porque o fizeram chorar, e chorará por esse mesmo e único motivo.
Pandemia
Morre o pai,
Morre a mãe,
Morre o filho e a filha,
Morre o avô e a avó,
Morre o tio e morre a tia,
Morre o vizinho e a vizinha,
Morre o amigo e a amiga,
Morrem todos e você, ainda não.
Entenda que todos os que morreram viveram a vida, breve como está sendo a sua até aqui.
Entenda a importância que você tem para continuar a história daqueles a sua volta morreram daqui para frente.
Não jogue fora o que você aprendeu com isso tudo, não seja idiota em banalizar e fazer tudo errado, pois o dia que você se for, quem ficar vai também decidir dali para frente o que fará com o que você foi e representou.
Se você não se importa com isso, então sua vida até aqui não vai fazer nenhuma falta.
Mensagem para um filho distante...
Filho Querido,
Apesar de hoje não ter mais a oportunidade de te abraçar todos os dias,
De te dar um beijo no raiar do dia e no fim de cada noite,
Quero que saiba; de alguma forma estou perto de você...
O tempo me provou coisas boas e ruins...
Dentre as tantas ruins, creio a que mais dói, foi ter que reconhecer a minha imperfeição como pai...
Dentre as boas, foi ter recebido presentes sagrados, eternos...
E você meu filho querido é para mim um presente sagrado que recebi de Deus; assim reconhecido e amado até o ultimo dia de minha existência.
Saiba que peço a Deus em minhas orações, que você seja muito feliz; e nunca deixe de lutar por isso.
Que Deus te abençoe e proteja, sempre!
Com amor,
Seu pai.
Distraído, Observador, Cantor, Compositor. foi Pai, Irmão, Filho, Tio, Padrinho, Amigo, Marido, Vizinho, Falso, Honesto, Conhecido, Trabalhador, Desempregado, Mitra, Caridoso.
Não deixe filho menor dormir na casa de tio, primo, vizinho, de amigo.
Lugar de criança é em casa e aos olhos do pai e da mãe. 😌😌
“” A bondade e a amizade são frutos de um coração amoroso, tal qual a mãe a acarinhar o filho. Que deus te abençoe com essa capacidade...””
“” Por amor, Deus está de braços abertos te esperando,
querendo te abraçar e dizer ...Filho querido, eu amo você...””
Eu morava lá na roça
bem no interior
era honrado, bom filho e trabalhador
à noite olhava as estrelas e ficava admirado
como todas podiam brilhar
fui crescendo, meu coração batendo
por causa de um amor
era Mariazinha,
a sinhazinha filha do doutor
eu era de família pobre
mas sabia que um dia
a coisa poderia mudar
falei pro meu pai do sonho
de com ela me casar
porém sabia que não iria
ser fácil a moça conquistar
tive medo, resolvi mudar
minha mãe já cansada
segurando uma enxada
um dia me falou
filho esse mundo é seu
só precisa trabalhar
minha mãe tinha certeza
que eu tinha esperteza
para a vida melhorar
fui embora pra cidade
procurei felicidade
mas nunca encontrei
estudei, trabalhei de sol a sol
ganhei dinheiro de montão
fui guerreiro e valente
só não venci a solidão
até que um dia, conheci uma guria
que me chamou a atenção
sabendo que não era amor
abri meu coração
procurei ser sincero
falei logo pra ela
qual era minha intenção
ela debochou
de moleque me chamou
dizendo para esse assunto nunca mais eu retornar
ela não sabia das minhas economias
e da vida boa que poderia lhe dar
fiquei triste desolado
olhando meio de lado
fui pra casa pra pensar
no meio da tristeza
olha só que beleza
lembrei da menina lá do meu sertão
algum tempo depois
recebi uma mensagem
era meu pai dizendo
filho volte correndo
tenho novidades pra você
lembra da sinhazinha,
aquela moça faceirinha
de nome Mariazinha
que você disse gostar
pois ela outro dia
perguntou onde andaria
o menino lindo que seu coração foi despertar
e falando de você,
falou de saudade
disse que se um dia aparecer
voltando da cidade
que vá ela encontrar
garanto meu filho
sua felicidade está lá
e se você quiser
falamos com os pais dela
pra mode você meu filho
com a bela
enfim por amor se casar...
"" Pensei em fazermos algo
Primeiramente me veio à cabeça, um filho ( Eu e minhas idéias maravilhosas)
Mas ai, lembrei das impossibilidades
E poderia ser que você não concordasse
Depois pensei em uma festa
Mas o que queria era somente pra nós dois...Joguei a idéia fora
Tive outra brilhante sugestão
Vamos brindar... Mas brindar o que?
Diante de todas essas incertezas
Constatei que a vontade mesmo era nosso continuísmo
Ai, lembrei que você é adepta do feminismo.
E eu nem sou machista
Mas um pouco egoísta
Fiquei num canto a lamentar
Por que será, que justo por você
Fui me apaixonar...""
São imensuráveis os tipos de amores: há o amor por um filho(a); por um irmão(ã); por um(a) pai(mãe); por um parente ou amigo(a); há o amor por lugares e até coisas; há também o amor conjugal e o amor infantil. Ainda que sejam muitas as faces do amor, amor mesmo só é quando se quer perto, junto ou apenas ter a certeza de que se está bem, pois se for para ter para si, para mais que cuidar, se para dominar ou como objeto de amostra, não é amor.
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