Relógio Parado
Meu relógio chato
Já são 5:30 da manha
ele vai apronta
não quero sabe
ser é necessário
o problema é acorda
5:40 da manha
ele já esta ansioso para me pega
mas estou esperto
para não vacilar na hora H
5:50 da manha
ele já esta do meu lado
quer fazer barulho
igual a ele só ele mesmo é chato
6:00
Adivinha quem tocou
meu nome é despertador
O que marca a eternidade não é relógio, calendário nem o tempo. O que marca a eternidade é o sentimento e o amor.
As horas passam... O tempo está contra mim.
A cada batido do relógio meu coração dispara. Uma hora a menos para enfim o sol voltar a brilhar.
Eu sei, não posso ter o controle de tudo, não posso apressar as horas, nem adiá-las.
As horas passam… percebo então que, não tenho controle sobre nada. Nem sobre mim.
Sinto o vento soprar em meu rosto, me lembro que o tempo vai com ele. E assim também meus dias se vão. A vida é passageira.
Tantas incertezas, muitas palavras não ditas.
Nada pode deter o tempo.
Somos reféns dos minutos...
Mas eu… quero ser apenas como o vento, leve. Seguir de mãos dadas ao tempo, ir onde ele me levar.
Me dê as mãos, seja vento... Vamos deixar que o tempo nos leve a algum lugar, ou a lugar nenhum.
Vem, me dê as mãos… seja leve.
Eu lembro bem, ninguém estabeleceu uma data certa ou marcou no relógio a hora exata pra ir embora de vez. Só fomos adiando aos poucos a conversa, e o “oi tudo bem” cada semana mais mecânico. As novidades que apareciam já não tinham razão de serem divididas: porque, sem convivência, que graça tem ficar compartilhando a vida? Que graça tem você ficar na plateia, quando na verdade eu queria você participando do meu espetáculo. Na verdade, acho que a gente foi se acostumando à ausência. E quando viu, já não se precisava mais.
Eu sei; é duro, é esquisito. Há bem pouco tempo isso nunca seria possível, nem naqueles pesadelos que levam embora o sono às 3h25 da madrugada. Mas quando não se faz mais questão de estar presente na vida do outro, o que se tem à fazer é simplesmente aceitar que embora um dos dois queria ficar, a partida já foi iniciada e não tem como consertar o que se foi quebrado. Sentimentos se esgotam, cansam. Você e eu bem que tentamos. Mas uma hora dessas, a gente se perdeu. Ou melhor eu cansei de esperar pelo o que de fato nunca foi meu.
Annynha Rodrigues
Eu sou uma bomba-relógio, pronta a ser detonada. Não consigo sentir pouco, amar com sensatez ou viver pela metade. Tudo em mim é um maremoto. Furando, explodindo e indo tudo para os ares.
Meu olhar me perdendo no seu, torcendo que o relógio não ande. Perdendo no seu, meu olhar fica em ponto de dizer tudo que eu sinto e seu sorriso como querendo afirmar. Eu sei.
Vi o tempo.
Hoje vi o tempo irritado.
Animal, indomável e irracional.
Devorando um relógio feito um canibal.
Olhei o tempo, e o tempo olhou para mim.
Vi o tempo brincar de pintar cabelos,
De desenhar rugas e descortinar lembranças.
Vi o tempo segurando o passado e o presente num futuro deslavado.
Vi o tempo sarando feridas e apagando lembranças.
Vi o tempo furtando a inocência de crianças.
Arrebatando sonhos,
Devendo esperança.
Vi o tempo atravessando a e eternidade,
Ignorando a gravidade,
Percorrendo célere pela cidade.
Vi o tempo em sua idade jovial,
Saudosista, com fantasia de carnaval.
Vi o tempo sorrindo,
Preso na sua própria alegria,
Preso no seu próprio tempo.
Já é quase meio dia, o ponteiro do relógio cintila no meio da avenida.
As pessoas que passam se aproxima, para ver o bater do sino.
Eita barulho bom, traz paz, traz festa, faz jus ao que não interessa.
As mesas estão postas, os melhores talheres para se servir. Os convites foram entregues as crianças, aos adultos e outro monte de gente.
Da sala ouvia-se apenas os burburinhos das crianças que brincavam entre os jardins, corriam, pulavam, dançavam sem fim.
Esta nisso algo que o tempo não traz diferença, ela passa e ainda me lembro. A idade faz parte da numerologia, embora a astrologia poça participar. Uma analogia aos que vão seguindo seus signos, por mais que o coração palpite aos 100 anos com a mesma veracidade desses 50. Essa alma viva ainda gozara de seus sabores de menino.
No passar do vento
No tic tac do relógio
O vento passa
Pra levar tristeza, ganancia e ódio
Flores preenchem vasos
E lagrimas molham velórios
Amantes da Vida
Senti um admirável impulso
Tirei o imprestável relógio do pulso
Desliguei o celular com um martelo
Proclamei um verbo avulso pelo universo paralelo
Colhi fruto do luar que é macro encantador
Descartei o gosto do passado e todo seu dissabor
Grande Vitória hoje terá um bonjour
Na escuridão do ES, Rap com o conteúdo é abajur
Iluminando os caminhos errantes
Bombardeio sonoro, palavras traçantes
Reviravolta, mudança...
Da água para o vinho
Dama, me concede esta dança
Não quero viver sozinho
Te ofereço uma música
Pra finalizarmos com chave de ouro
E antes que fechem as cortinas
Estaremos juntos no velho sofá de couro
Eu, você, a espumante e o estouro
Dois amantes da vida
Curtindo bons momentos da vida
Celebrando a vida
Fazendo valer a existência
Existindo e dando sequência na vida
Desde o ventre ansioso por te encontrar
Feliz ao ver brilhar a luz
Simples pra ser feliz, respirar!
Presenteado com a chance
O nascimento indica o início do romance
Nossas pegadas deixadas
No intervalo entre a chegada e a despedida
Passos de um menino tímido
Jogo no time dos que amam a vida
Há algo mágico no ar
Histórias que escrevo desde o parto
Sei que um dia parto antes mesmo de te entender
Nuvens dançantes sob o sol do entardecer
Você passando e eu cantando você
Morro de amor por ti e continuo vivo
Nem penso em divórcio, tem sempre bons motivos
Momentos bons pra dividir
Meu coração para se a gente se separa
Deixo de existir se você desistir de mim
Dois amantes da vida
Curtindo bons momentos da vida
Celebrando a vida
Fazendo valer a existência
Existindo e dando sequência na vida
Cadência
No pêndulo
Do relógio
Fique e vai
Vai e fique
A hora o tempo atrai
Pra brincar de pique...
Luciano Spagnol
Vai e vem
O pêndulo do relógio no vai e vem
É o tempo em sua marcha
Segundos minutos horas... Vai além
Onde não se pode usar a borracha
A vida se compara aos ponteiros de um relógio, em que uma hora está no seis e em outra está no doze.
O relógio marca
12 horas no cerrado
não sei de qual arca
só sei que estou calado
quantas mais vou precisar
pra esquecer,
e novamente ser amado?
Quem viverá vai ver!
15/05/2016, 12'00"
Cerrado goiano
O tempo está passando
Você tem que aproveitá-lo
O relógio está andando
Não ouve o tic-tac?
A morte à espreita
Matando seu tempo
Fazendo de seu futuro
Um presente do passado
O Diabo brincando com sua vida
E com seu tempo não aproveitado
Bebendo suas lágrimas, sangue e suor
Rindo de sua solidão
E cantando blues em dó
O tempo está passando
Pena que você não entendeu
Queria que você compreendesse
Pois ele é um presente de Deus
