Regras para os Ignorantes
E se você acreditou em regras que não foram escritas para você.
Criou um exemplo de vida que não é seu.
Apegou-se a ideias que não são práticas.
Até quem você feriu segue em frente, enquanto você ainda dorme.
A vida não dorme...
E se o que você achou que era, não é.
O que você pensou que deveria ser, não precisa ser.
As certezas que carregou são pesadas e vazias.
Olhe para o que é, não para o que imaginou.
A vida não pede desculpas por ser dura.
Mas abre espaço para quem decide agir.
O mundo real, cru e possível, espera por você.
É privilégio de ser gente...
Você sente um vazio porque vive a vida de outro. Acreditou em regras que outros inventaram. Tentou se encaixar num molde que não é seu. Segurou com força ideias que,no fundo, não fazem sentido para a sua pele...hs!
Veja: até quem você machucou já seguiu adiante. Mas você? Você ainda está parado, dormindo no ponto. A vida, porém, não para. Ela segue sem pedir licença... Pois é!
Agora vem o choque: aquela pessoa que você achava que era… não é você.
Aquele caminho que você pensava ser obrigatório… não é. Essas certezas que você carrega nas costas? São pesadas, mas por dentro são vazios...
O mundo real, sem fantasia, cru, cheio de possibilidades, está aí. Esperando por você. Isso não é uma maldição.
É o privilégio e o terror de ser livre... De quem está vivo...
As igrejas falam regras que agem de fora para dentro. As orientações de Jesus Cristo agem de dentro para fora.
— Não posso quebrar as regras, mas sim, posso dobrá-las. Adeus, professor.
Georgia Crawford
TIMESTALKERS
“A neutralidade absoluta do Direito é impossível quando a própria escolha das regras já distribui poder entre pessoas.”
“Entre o dogma e o caos, o Direito constrói uma terceira possibilidade: regras para seres humanos que não possuem certezas absolutas.”
“A justiça talvez seja apenas isto: criar regras para que o acaso do nascimento não determine o valor de uma vida.”
Uma sociedade não pode esperar virtude extraordinária de todos, por isso cria regras ordinárias para limitar danos extraordinários.
O Direito do futuro pertencerá menos às instituições que acumulam regras e mais às que acumulam capacidade adaptativa.
As religiões transformam ilusões coletivas em regras para anestesiar o medo humano diante do desconhecido.
