Reflexões sobre o amor para tentar entender o coração
►Você se lembra?
Você se lembra do nosso beijo?
Você se lembra do nosso desejo?
De quando ficávamos com vergonha, sem jeito
De quando ficávamos com medo
E hoje quando eu me deito
Lembro do aconchego
De quando encostava a cabeça sobre seu peito
Aquele era um momento mais que perfeito
Nosso amor não estava no contexto
Lembro que no começo não nos dávamos bem
Só que depois, longe um do outro não vivíamos sem
O charme que você tinha, sua alegria
Você havia capturado o meu coração
Você se lembra de quando pedi sua mão?
Você se lembra da nossa paixão?
Mas hoje não consigo acreditar
Que ao meu lado você não mais está.
O destino foi cruel comigo
Meu desejo era somente estar contigo
Me vejo perdido, não sei qual caminho eu sigo
A tristeza e a solidão
O destino levou a Eva do Adão
Por que você se foi?
Vejam o que aconteceu depois
Me afoguei na amarga depressão
Os dias já não tinham mais uma motivação
Havia perdido a razão
Viver sem você não dava não
instalei-me na escuridão
Pois minha luz foi embora
Esse foi o final da minha história.
A pessoa mais importante hoje se encontra distante
Agora se alguém precisar de um transplante
De coração não vai adiantar
Pois o meu parou de pulsar
Ele não virou gelo
Virou de pedra, creio
As vezes tenho certos devaneios
Em que me vejo dentro dos seus abraços meigos
Por que teve que ser assim?
Você foi embora, foi meu fim
Por que o mundo fez isso?
Qual o sentido disso?
A mulher dos meus sonhos
A única que eu almejava ter encontros
Hoje vivo a vida pela metade
Pois a outra parte está a saudade
O que aconteceu foi deveras uma grande maldade
Mas quando cheguei do serviço, já era tarde.
Meu desejo agora era poder te ver
Só mais uma vez te ter
Mas agora de nada adianta
Eu perdi a esperança
O meu ser foi enterrado junto ao teu caixão
No cemitério está enterrado minha única paixão
Agora, me despeço então
A falta que você me faz
As memórias que sua foto me traz
Você era capaz
De me dar aquela paz
Bem, mais enfim
Você me fez feliz sim.
E ela disse:
-Não vai dizer nada?
Ele pensativo responde com sinceridade:
-Eu te amo.
E ela com um sorriso retruca;
-Não precisa dizer mais nada.
E o meu inimigo mais intimidador tem 929km de distância da onde eu moro, seu território 340.086 km², e você talvez vai estar entre os 6,6 milhões que o habitua, você sabe o que eu penso sobre isso; não me deixe.
O passado de algum tempo atrás realmente é um passado, mas o passado ontem ainda é mais recente que qualquer presente.
SOMOS FUMAÇA
Estávamos discutindo. Eu acho. Ela me olhava com uma expressão magoada e eu não expressei nada, não queria que ela soubesse como eu me sentia. Era melhor assim. Eu acho. A parte mais confusa é que eu não me lembro muito bem sobre o que estávamos discutindo. Alguma atitude minha ou dela que fora errada? Não... Creio que foi sobre o que acontecia entre nós dois. Ah, desisto. Não lembro. Só sei que estávamos discutindo. Sim, tenho certeza disso.
"SOMOS FUMAÇA!" ela disse.
Eu não entendi. Não fazia muito sentido dizer isso. Ela se virou e foi embora, eu nunca mais a vi. No dia seguinte eu pensei que ela voltaria, como sempre voltou quando brigávamos, mas algo havia mudado nela.
Ela não aturava mais minhas besteiras e passou a criticar meus erros sem medo. Ficou destemida, de repente. Mudou. Porque será? Eu fiz algo errado? Perdi minha melhor amiga, minha companheira, por causa de alguma ação mal pensada?
Levei dois anos para entender. Somos fumaça. Não somos fogo. Somos passageiros, bipolares sem perceber, depressivos e simpáticos. Sempre fomos instáveis. Nunca soubemos o que tínhamos e assim ela desistiu e eu também. Errei. Eu a amava. Juro que amava. Me preocupei tanto em ser enigmático que não percebi o quão difícil era para ela lidar comigo. Acho que ela se tocou que fazia papel de trouxa, mesmo eu não achando isso. Mesmo eu a amando de coração sem demonstrar direito.
Nunca tive jeito com relacionamentos. Eu tentei com ela. Tentei uma, duas, três vezes... sempre acabava. Sempre eu a magoava. No entanto, ela voltava. Sempre. Sempre. Não dessa vez.
Cinco anos passaram e eu me vi a beira do precipício. Somos fumaça. A voz dela ecoava em minha mente toda vez que eu acordava e toda vez que eu ia dormir. Eu pensava nela todas as manhãs e chorava por ela todas as noites. Meus pais começaram a se preocupar, sai de casa, arrumei emprego. Cresci. Amadureci. Não superei.
Eu queria mais um instante com ela.
Queria dizer que a amava e que ia demonstrar direito.
Perdi essa oportunidade.
Oh felicidade... porque tão temporária?
Eu sorri essa manhã quando tirei do correio uma carta com o nome e a letra dela.
Sorri.
Sorri como nunca.
Ela vai voltar. Pensei que ela voltaria depois de dez anos, mas a carta me quebrou por dentro. Ela não voltaria.
Eu li a carta devagar, incrédulo.
Querido Adam,
Se essa carta chegou até você é porque realmente o câncer me levou. Eu nunca tive a coragem de te dizer tudo o que eu queria naquele dia. Vou ser breve...
Eu te amo. Sempre amei e sempre vou amar. Não estou sendo romântica ou exagerada, como você insistia em me chamar, estou sendo realista. Não posso te esquecer e não quero. Eu queria mais um instante contigo.
Só um instantinho.
Uma eternidade pequena...
Prometo que iria ser suficiente. Um momento seria ótimo.
Ainda somos fumaça, meu amor, mas onde tem fumaça, sempre há fogo.
Amo você. Viva.
Doeu. Saber que ela estava morta, doeu.
Eu morri dois dias depois.
Acidente de carro.
Cinco minutos depois de minha morte eu encontrei Luana.
Ela estava linda. Perfeita. Usando um vestido branco e com os cachos loiros marcando seu rosto angelical. Enfim unidos.
Ela estava ali.
“Somos fumaça”, ela disse.
Eu sorri.
Me aproximei.
Tomei ela em meus braços e suspirei.
“Nós fomos fumaça, hoje somos só nos dois mesmo, sem analogias ou metáforas... Só nos dois.”
Beijamo-nos.
Tá difícil respirar, toda vez que encho o pulmão, parece que uma bolha se forma, agarrando meu coração, pressionando-o contra as costelas, me deixando sem ar. Isso acontece, pois meus pensamentos não me pertencem mais. Meus pensamentos são todos seus, sobre você, sobre seu jeito de falar, sobre a maneira como sua risada soa sem graça quando responde minha mensagem em voz alta no momento em que a lê. Eu acho engraçado que isso esteja acontecendo, mas eu queria mesmo é que você notasse. Mas não encontro outras maneiras de te mostrar, por que nem sei o que te deixa sem ar...
03:08 am
Quando o sol já não se faz presente, penso na minha monótona e agitada vida.
Pensando nele, nos afazeres da semana que vem e o porquê dos meus gostos tão particulares e exóticos.
Não sei em que entrelinha me perdi nesse contexto conturbado do que chamam de " amor".
Não sei se devo reagir, refletir ou apenas aceitar as mudanças que ele me trás. Vago.
Sempre foi carnaval, aquele coração. Já o meu, defino como quarta-feira de cinzas: calmo, leve e com muitas histórias a contar.
Carnaval nunca foi interessante aos meus olhos — tais que muitas coisas já viram — uma vez que acaba com a minha tranquilidade.
Mistura, queima, transborda, retira e repõe. Gradativamente, sem exageros e pausas. Até gosto.
No profundo do meu inconsciente, o amor é mais que bem vindo, apenas não consigo decifrar. Tento.
