Reflexões sobre o amor para tentar entender o coração
Agradeça sempre, não importa em qual situação estiver. Seja grato por tudo que já viveu e pelas novas experiências que virá!
Procure não só amar quem está longe, mas aqueles que fazem parte do seu convívio, pois um dia chega em que os mesmos partirão e sempre ficara no pensamento o gosto amargo de que poderia ter feito mais. Portanto ame hoje e não amanhã.
Pare de viver expectativas deixe a vida fluir, o que tiver que ser será e na hora você encara com atitude, fé e sabedoria.
Chuva da manhã
Hoje, quase agora, acordo e ouço o som magistral desta molhada aurora, respingo de amor e beleza, então penso: como é nobre essa pureza. Ouço o hino a gotejar do badalar divino, é o sino a marejar destino. Vou levantar mais tarde, porém, o meu coração arde como se fosse o de um menino no desejo de versejar, levanto incontinenti e começo autoconversar contente, pois, sou há muito tempo viciado em escrever, creio ser apenas placebo este complemento de viver, se não fizer bem, acho que mal não irá fazer, como se fosse uma necessidade psicofisiológica, e com certeza o é! Quando se escreve pela fé. Aliás, retiro o que acabo de dizer, este prazer pode muito bem o bem fazer, ou o mal recrudescer. Pela palavra tudo pode acontecer. Os desentendimentos humanos já se transformaram em catástrofes desumanas, ceifando vidas e mais vidas, pelo simples fato de algum desacato verbal ter efeito de ferimento mortal. A vaidade humana é exageradamente maior do que a sua nobreza, e por isso o mundo é o lastimável plano no qual habitamos, ainda bem que tem a chuva em alguns períodos do ano, o sol, o arrebol, o céu e as estrelas a nos darem alento de esperança franca e de esperteza branca, e no infinito do nosso grito firmado no firmamento do nosso pranto o lamento fica neste registro. Sabemos que além da chuva deve existir algo de bom. E somente o nosso pensamento pode desvendar o que lá existe através de nossos sonhos e dons. Até porque, dom é dom, ninguém cria o dom, ele é imanente do nosso coração. O dom é transcendental, é como o amor, inexplicavelmente real.
E por falar em real, não seria real o sonho desta realidade mortal?
Tentando explicar este pensamento estranho: Esta vida deste momento é o sonho da verdadeira vida mental!
Como é genial o som dessa chuva que me faz sonhar e esquecer o mal.
Por muito bisonho que possa parecer: Ainda “Sonhar é viver”.
Acho que são as lágrimas de alegria dum Deus ao admirar sua obra-prima.
Bons sonhos ao vivente que queira realmente viver!
jbcampos
“O grande segredo para fazer sempre muitas coisas bem feitas ao longo de sua vida, está em concentrar toda a sua energia em apenas uma delas por vez.”
Ela havia prometido: -Nunca mais vou me apaixonar.- E assim passou de pessoa para pessoa, todas já com um prazo de validade, mal se passava um mês, e o amor de sua vida, já era substituída por outra, sem rodeios, sem meras despedidas.
Sim, ela era intensa, embarcava sem medo e sem olhar para trás até a próxima estação e um “obrigada pela carona”. Hã, se ela soubesse como o coração pode ser traiçoeiro às vezes. E foi assim, em uma noite como qualquer outra que mais uma pessoa preparava o navio, mas esse era diferente, pois desta vez não era ela que iria embarcar.
Ana se sentou, meiga, quieta, dava para contar nos dedos as palavras que, vez ou outra, deixava escapar de sua boca. Enquanto isso, Dulce, mal deixara espaço para o silêncio, e entre pequenas pausas, perguntava dentro de si, quais mistérios esse corpo escondia.
A curiosidade fisga, e foi assim que a noite lhe deu uma surpresa espetacular do quanto alguém pode despir suas máscaras quando se está em quatro paredes, porque é bem nesse momento, que qualquer pessoa se torna frágil, a boca cala, mas o corpo, o beijo e o olhar falam mais do que deveriam.
Passaram-se minutos e os detalhes, aqueles que ela havia esquecido, iniciaram a palpitação de seu coração. Era a mão tocando no rosto, os olhares fixos um no outro, atravessando a armadura que ela tinha feito com tanto cuidado.
Passaram-se horas e o toque batia com força em sua alma, não deixando sinais a olho nu, apenas as marcas da vontade, os arrepios que eram desenhados a dedo.
Passaram-se dias, e ela, que nunca tomou cuidado com as palavras, agora, as escolhia minuciosamente. Buscava a melhor pessoa em si, aquela, guardada a sete chaves em que jurara entregar apenas a quem merecia.
Passaram-se as noites, e tudo começou a mudar. A luz que entrava pelo seu quarto, não era mais a que deixava as paredes e os móveis em preto e branco, era o brilho natural que combinava com a pele daquela menina, mulher, tão delicada, tão natural.
Singelo era mesmo quando ela deitava de costas. Dulce observava o coque que ela fazia em seu cabelo, a mistura de alguns fios soltos e outros presos, parecia tão peculiar que depois de algumas horas observando, encostava seu corpo no de Ana e respirava fundo o ar que, agora, era de uma só.
E assim foram se passando, minutos, horas, dias, noites, noites, dias, horas, minutos até os segundos de suas últimas palavras, do último encostar de mãos em seu rosto, do último beijo de despedida e da última estação em que Ana parou- Adeus, obrigada pela carona- E o barquinho continuou navegando.
