Reflexões sobre o amor para tentar entender o coração
Quando eu era criança, me disseram uma vez que quando pensamos em alguém, também atraímos os pensamentos dessa pessoa.
Só estou na dúvida se é você quem atrai o meu pensamento, ou se sou eu o responsável por atrair o seu.
- Sinail Junior
Só ao seu lado
Mesmo que o sol não aqueça o seu dia;
Mesmo que a lua não ilumine a noite fria;
Mesmo que o tempo não cure as feridas;
Mesmo que os sonhos não preencham o vazio no seu coração.
Eu estarei lá, mesmo que a minha presença só te faça dormir.
Isso já é o bastante.
Há pessoas que nós deixam marcado para todo o sempre com a humildade e dignidade.
Elas partem para um lugarzinho cheio de amor e paz,deixando-nos a chance de seguir o mesmo caminho.
A cada respiração que dou,
É como se fosse o último momento,
Não penso duas vezes logo canto, e me divirto
Vai que seja meu ultimo suspiro?
A cada passo que dou, sinto o fogo da vela
de minha vida dançando a dança dos ventos.
E a qualquer momento posso me perder nos
teus braços, ó Mãe natureza que manifestaste
Nesta mulher!
A cada lamber destes lábios carnudos é como
tocar nos mais doces pães celestiais.
Afável como o mel, canibal como a Dioneia.
A cada gemido que dás é como ouvir o choro
de uma mandrágora. Mortifico-me mais em teu corpo.
Olhar esses cabelos é como se petrificar enfeitiçado
por ti, ó minha Medusa! No espelho dos seus olhos,
Vejo toda minha lascividade por ti. É como um reflexo,
Você diz ''vem'', e eu vou a medida que suas palavras
penetram na minha mente, como aqueles mantras fortes.
Canções universais é tua doce voz para meus ouvidos
Até que tenhamos nos entendido, não sei para quem vai
estas palavras. Mas saiba de uma coisa,
Jamais te esquecerei, somente quando o sono da morte
vier resgatar-me desta tortura que é não ter você.
Mais que tudo eu te amo...
Desde quando sonhei
Que um dia ia te ver
Fora dos meus sonhos
Já te amei
Por você me transformei
Em alguém que nem conheci
Mas só por você...
Com você aprendi
O que é amor verdadeiro
E esse amor não tem fim
Nasce de um sonho
E nunca morre dentro de mim...
Pode ter certeza
Que assim seguiremos
Mãos dadas e cabeça erguida
Com os corações entrelaçados
Pois a força que nos uni
É infalível, indestrutível, inabalável
Não a encontramos por acaso
Não se vende na esquina
E a cada minuto se renova...
E quando já não puder mais lembrar de ti,eu sentirei a brisa que me trará a fragrância de teu perfume de criança.
"Reflito, mas nada enxergo;
Tento, mas tudo dá errado;
Me contento, erro, repito.
Digo, mas poucos ouvem;
Digo mais uma vez, ninguém escuta;
Desisto, paro, recomeço.
Grito, todos me olham;
Grito novamente, reclamam;
Respiro, desanimo e finalizo.
Esmeridade
Prazer, eu sou um cronista, viajante, e caminhante.
Frequento tertúlias para esquecer de guardar os seus livros da estante,
pois todas as noites eu sonho que me perco em profundidades,
e a penumbra em meu peito não me permite esquecer todas as suas singularidades.
Eu escrevi um poemário completo de heteronímias com seus detalhes,
pra que você possa se identificar um dia naquelas linhas,
e essa minha inquietude me fez entender a definição do indizível,
porquê perto da sua fragilidade eu me sinto um pouquinho mais sensível, e amigo.
Estou aprendendo a conviver com as vicissitudes da vida,
e entender o inexorável motivo de não termos nem tentado um dia.
Viver, conviver, e improvisar é o que posso fazer no momento,
Estávamos cantando, brincando, e sorrindo no gerúndio, hoje estou morrendo.
Sobrevivo nessa metamorfose devido a minha resiliência,
e é complicado estar no outono vendo a sua florescência.
A saudade, a veneta, a revolta e o silêncio pode ser algo fútil,
inútil, mas o querer do escrever é completamente lúdico.
Me sinto como um navegante perdido nessas ondulações e sem porto seguro,
estar em terra firme sem ter um lar é um tanto quanto duro,
procuro, aturo, me torturo, fico em cima do muro,
murmuro, rasuro, e me juro ser menos imaturo.
Queria poder cantarolar e me inspirar na sua autenticidade,
afinal, nós somos antônimos e você é sinônimo de cumplicidade,
Mas eu me desafio, e aposto aguentar as diversidades,
ouvindo sempre a eloquência da sonoridade de suas verdades.
Todos já enxergaram o diáfano dos meus sentimentos
os detalhes, a duração inexpressável que calcula a medida do tempo,
O meu cuidado, o seu fulgor, as nossas dúvidas e particularidades
e toda a constelação cintilante que nos transforma e eterniza em forma de arte.
Poderia dizer que estar com você é algo desejável, catártico,
mas não tenho como escrever se a tinta da minha caneta congela no seu frio do ártico,
Só não espero que no amanhecer você vá embora e traga com sua ausência a dor,
Pois eu evitei ao máximo escrever o seu nome, e a palavra amor.
“Seus olhos se cruzam, em um minuto transpareceu o desejo… Os lábios se tocaram, beijo roubado… O abraço quente compartilhando todo sentimento do momento… a luz permanece acesa, detalhando os defeitos perfeitos, guiando cada gesto… Encaixe suave, ritmo compassado… sem pressa… Respiração ofegante… Suor, a pele eletrificada… o corpo querendo se doar… Como um pintor que aprecia sua tela… O toque macio… Seus dedos se movendo feito um pianista que se emocionou ao tocar pela primeira vez o mais complexo tema….. Com a força de um animal se enroscam… Troca de prazeres … sem restrições, pura sintonia… O tempo para… No calor do momento… Uma pausa… Seus olhos se cruzam e tudo acontece… Um olhar, um beijo roubado… um pensamento imaginado…”
O Natal...
Aquela data onde é possível, rever os distantes, enxergar fé nos não crentes e duvidar da sinceridade no receber de alguns presentes. Se emocionar com palavras nem sempre ditas, ou ações dificilmente vistas, aquele abraço que retoma uma amizade, aquele beijo que mostra a verdade, o olhar para demonstrar paixão ou aquela ação comunitária buscando inspirar a compaixão. Para as crianças a magia do Papai Noel, para alguns adultos a possibilidade de ver um ensaio de ano novo em relação a queima de fogos no céu. Aos religiosos ou antirreligiosos, independentemente de religião, um motivo maior existirá, para comemorar ou simplesmente criticar. O natal, uma época para refletir como costumas agir, uma maneira de observar, o que ou quem realmente esta acostumado a valorizar, o momento de amar, ou tentar entender o porque possui ou encontrou motivos para odiar, é o momento onde ouve aquele “ei psiu” de quem durante o ano todo, você praticamente não existiu. É o momento de aprender, compartilhar, partilhar, viver, querer, desejar, sonhar ou simplesmente dormir após a meia noite e no outro dia, como se nada tivesse acontecido, tarde poder acordar.
MEDO DE ABELHA
Tenho medo de abelha,
é um segredo de orelha.
Não, só por conta da dolorosa ferroada,
mas, pelo tamanho que fico diante da danada.
O inseto, que naquele instante é maior do que eu;
Tentando fugir, me escondo dentro de mim, no grande breu.
Fico apavorado e saio correndo,
quando vejo o que aqui está vivendo...
Parece coisa de criança,
aflita sem segurança.
Mas, é sério mesmo seu doutor,
nem fantasma me dá tanto temor.
Prefiro enfrentar um leão,
que já saio na mão.
A maldita me joga na sarjeta.
É a filha mesmo do capeta.
Um demônio disfarçado
Perseguindo-me amedrontando
Remoendo minha alma
No inferno não tem calma
O zumbindo, em meu ouvido, diz:
_Não fuja do que é, pois eu lhe fiz;
Venenosa amarela.
Revela-me que sou ela.
É conhecendo-se que vai se encontrar.
Futucando nos medos que carregar.
Saber se é um homem que tem medo de abelha,
ou se é abelha que tem medo de cochichar, na própria orelha.
PORQUÊ LER POESIA?
Poesia só serve pra isso:
Tirar a gente
da gente e jogar
no mundo.
Depois…
Tirar a gente do mundo,
e guarda a gente
bem mais
F
U
N
D
O
na gente de novo.
Assim, os olhos dos
poetas são distantes
de tanto ir pro mundo e descer
mais profundo…
Que um dia de tanto
D
E
S
C
E
R
rasgará a alma
para fazer
poesia com
Deus.
POETA É CRIANÇA
Poeta é gente pra se esquecida.
De toda memória apagado.
Da face da terra riscado.
Para que viva à poesia FAZIDA
Assim mesmo, feito crianças
Que trazem, doces lembranças
Da livre inocência
Sem gramática, só crença…
ESPELHO
Vivia num mundo trocado
Tudo bem do avesso
O que falavam.
Em mim, não
Encontrava
Virei o mundo para mim
Tudo no mesmo avesso
O que sempre falei
Nos outros só
Encontrei
Quando em mim
Já estava
FRANGO DE PADARIA
Morei uma vida toda por um segundo
No olhar pidão de um cachorro zoíudo
O taco de frango, engordurado confundo:
Se como, ou saio daquele mundo?
