Reflexões sobre o amor para tentar entender o coração
Acho que em sua sabedoria infinita, nosso Pai Celestial criou a todos nós com uma única asa invisível. Quando amamos nos tornarmos par, nos completamos sem perceber com a asa que Deus concedeu ao outro. Por isso, voamos tão alto nas asas etéreas do amor, como se tivéssemos sido feitos pro vôo. Ou como se tivéssemos sido feitos pro amor?
S•E•N•S•A•ǕՕE•S
Quando fecho os olhos,
Vejo o reflexo do teu ser,
Borboletas dançam em meu estômago,
Um êxtase difícil de entender.
Coração acelerado,
Pele arrepiada pelo toque,
Sensações que se entrelaçam,
Numa dança de amor e choque.
Entender a vulnerabilidade,
É aceitar o amor como é,
Um sentimento tão complexo,
Que nos faz perder o pé.
Paralisada diante da tua essência,
O mundo parece congelar,
O coração bate num ritmo intenso,
Um eco do amor a ecoar.
“Eu te amo” sussurra a alma,
Mas será que compreenderás?
O medo nos impede de avançar,
E encontrar a nossa paz.
Então, te pergunto com ternura,
Será que sentes esse medo a vibrar?
Ou preferes viver no desamor,
Sem arriscar o coração a amar?
Esperança nos Contornos do Acaso
Foi sorte eu te conhecer?
Ou será que foi o sussurro da esperança,
Desenhando em nuvens de um amanhã incerto
A promessa de um céu azul em dias cinzentos?
Nos teus olhos encontrei a calmaria,
Reflexos dourados de um sol poente
Que mesmo ao se despedir, promete retornar.
Seria então destino, essa tua chegada súbita,
Ou apenas a vida se desdobrando em poesia?
Nas trilhas onde o acaso nos guiou,
Descobri flores brotando em fissuras de pedras—
Beleza resoluta, nascida onde menos se espera.
Talvez o amor seja isso:
Uma esperança persistente,
Que brota e floresce nos terrenos mais áridos do ser.
Sim, foi sorte—a mais rara e bela—
Mas também foi a esperança,
A mesma que pinta de cores vivas
Os quadros ainda por completar de nossas vidas.
No entrelaçar de nossas mãos,
No encontro de nossos passos,
Celebro o acaso e cultivo a esperança,
Porque foi sorte, sim, mas é amor que nos sustenta.
Em cada amanhecer, escolho acreditar:
Que mais do que sorte, é um milagre suave,
Este encontro entre almas,
Que tecem juntas a tapeçaria dos dias,
Colorindo o mundo com tons de eternidade.
A você, que sabe que sou seu... saiba que te amo desde o primeiro dia em que olhei nos seus olhos. No segundo dia, no primeiro ano, e nos anos 2, 3, 4, e amarei também amanhã, e depois de amanhã, e eternamente, Saiba que meus sentimentos por você beiram a eternidade; eu amo de uma forma inalcançável, que ultrapassa os limites do espaço e do tempo. Olhar para você daqui a 10 anos será como te ver pela primeira vez, sentir aquele calor no peito, como se tivesse passado séculos procurando uma joia, um diamante, e de repente te ver à minha frente. Amo você pelo que é, poderia haver milhares iguais a você, mas se não fosse você, não seriam nada.
Em seus versos mais profundos, encontrei a sabedoria ancestral; nas suas piadas mal contadas, descobri o conforto da imperfeição. No seu amor, busco a essência da verdadeira felicidade.
"A lua sabe que eu amo ela
Sabe e sempre brilha mais forte quando eu olho para o luar
sabe do meu amor e sabe que nunca parei de te desejar
jamais vou desistir até te ter junto a mim
Naquela janela o único sorriso que afastou a escuridão.
Descobri a verdadeira paixão, naquele momento da luz da lua eu descobri que eu amo ela.
Saudades de alguém que ainda não conheci completamente, alguém cujas glórias e derrotas não compartilhei. Uma saudade que transcende a familiaridade, uma conexão que ainda não foi plenamente explorada. É como sentir falta de uma história ainda não escrita, uma nostalgia pelo que poderia ser. Essa saudade é um convite para descobrir mais, para mergulhar nas profundezas de uma alma desconhecida e encontrar as nuances que tornam essa pessoa única. É um sentimento intrigante, uma mistura de curiosidade e anseio, alimentando a imaginação com possibilidades infinitas.
Na dança do vento, a sabedoria flui,
Como o rio que abraça a terra mãe.
Nos cantos da floresta, a verdade se insinua,
E a lua nos sussurra os segredos antigos.
O coração do xamã bate no compasso da vida,
Conectado ao espírito da natureza.
Cada folha, cada pedra, uma história a contar,
E nos olhos do próximo, refletimos nossa alma.
O amor é a chama que ilumina o caminho,
Uma estrela guia na noite escura.
Nas sombras das montanhas, encontramos nossa força,
E na brisa suave, a paz de ser.
Abraça o irmão, como o sol abraça o dia,
Com generosidade e calor infinito.
Aprende com os anciãos, a teia do tempo,
Onde cada fio é entrelaçado com sabedoria.
Somos todos parte do grande círculo,
Unidos pela terra, pelo céu e pelo mar.
Escuta o sussurro da natureza, o conselho ancestral,
E encontra em teu coração o verdadeiro lar.
Eu te amo, eu te adoro, mas não podemos ficar juntos neste universo. Talvez, quem sabe, em outra vida ou em outro lugar.
Ah mar
.
Ah, a brisa do mar,
Sol escaldante,
Reflete seus pelos,
.
Ah, o cheiro do mar,
O sal abundante,
Tempera seu beijo,
.
Ah, as ondas do mar,
Horizonte marcante,
Ressalta seu jeito,
.
Tão imenso é o mar,
Beleza pujante,
Lugar de te amar.
“Nós meditamos e fazemos silêncio para encontrar o Divino e a única forma de saber se realmente estamos no caminho certo é quando conseguimos olhar o outro, perdoar, esquecer e amar.”
Quando conhecemos alguém e passamos a amá-la sem nenhum motivo e vivemos pensando nela, só pelo simples fato de existir, tudo leva a crer que é amor.
Tenho saudades de você, mesmo que nunca tenha a oportunidade de lhe conhecer.
Gosto do seu rosto e do olhar misterioso que carrega em sua face.
Seria você uma alma gêmea, que estás distante do meu coração e que anseia pela sua presença.
Ou isso tudo não passa de besteira e simplesmente se resume em amor eterno.
RESÍDUOS
Levou-me o pensamento até a saudade
da que tomou conta da minha sensação
do cheiro perdido e mesclado de emoção
deixando o soneto tão cheio de vontade
Uma jornada aflitiva que a alma invade
pondo a inquietação dentro do coração
que diz: sou eu quem te deu tal paixão
então, acalme, pois o amor é divindade
O bem entende a humana compreensão
a ti, este sentimento que amaste tanto
guardando na ilusão e na tua lembrança
Por que o que foi teu, será só sua adição
a estes resíduos, ternura e doce encanto
e para o tempo o desígnio e a esperança...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
20 maio de 2024, 16’39” – Araguari, MG
Houve um tempo, quem sabe você se recorda, em que a vida era inteiramente sua. Só sua. Mas, como folhas carregadas pelo vento, você se perdeu nas curvas sinuosas do caminho. Deixou-se levar pelos desejos dos outros, pelas expectativas alheias, e sua própria voz, antes tão clara e vibrante, foi ficando em silêncio.
No começo, as concessões eram pequenas, quase invisíveis. "Faça isso por mim", "Você poderia tentar aquilo?". E você, de coração aberto e generoso, aceitou. Cada passo em direção ao que não era seu fez com que deixasse partes de si pelo caminho, pedaços que, quando juntos, formavam a essência do seu ser.
Um dia, ao se olhar no espelho, a imagem refletida era estranha. Onde estava aquele brilho nos olhos? Aquela paixão que iluminava seus dias e aquecia suas noites? Ah, a saudade de si mesmo! Saudade de um tempo em que as risadas eram autênticas, os sonhos eram altos e as esperanças, infinitas.
Você se lembra? Houve uma época em que os risos ecoavam e os sonhos floresciam. Aquela época era sua. Agora, parece coberta por sombras, a alegria murchou, e os risos se tornaram ecos distantes. É triste perceber que, ao viver a vida dos outros, você esqueceu de viver a sua própria.
Mas nem tudo está perdido. A vida é como uma ampulheta, onde cada grão de areia representa um momento, uma escolha, uma lembrança. E se cada grão que caiu não pode ser recuperado, sempre existe o presente, o aqui e agora, para ser vivido com autenticidade.
Comece a juntar os pedaços deixados pelo caminho. Reconheça suas próprias vontades, seus desejos, suas necessidades. Redescubra sua essência e comece a cuidar de si novamente. Remova as ervas daninhas da conformidade, plante novas sementes de esperança, regue com suas lágrimas e adube com suas risadas. Deixe que o sol da sua autenticidade brilhe outra vez.
Lembre-se, viver a vida que é sua não é egoísmo. É um ato de coragem, de amor próprio. É redescobrir aquela criança que sonhava sem limites, que acreditava no impossível, que via beleza em cada canto. É permitir-se ser, plenamente, o que sempre foi destinado a ser: você mesmo.
E ao final dessa jornada de reencontro, quando olhar para trás, verá que a saudade de si mesmo foi o impulso necessário para redescobrir a beleza da sua própria essência. E perceberá que a vida, afinal, é uma poesia escrita com cada batida do seu coração, cada suspiro da sua alma. E essa poesia, é única e incomparável.
Que sabe você de minha maior limitação ou problema? Ou de meu dilema? De minha constante e as vezes boba felicidade? O que entende você de mim, de verdade?
Não adianta você querer criar esse tipo de empatia comigo, porque não vai funcionar. Prefiro que minta dizendo: desculpe, mas estou muito ocupado, não consigo te escutar. Amanhã quem sabe a gente se encontre naquela mesma hora, mundo afora, sem demora, em qualquer lugar?
Os sonhos da mente refletem o ego e podem virar pesadelos, enquanto os do coração refletem a alma e levam à plenitude. A dor da desilusão é necessária para aceitar e viver os sonhos do coração.
"O tempo tem passado depressa, e o reflexo no espelho já não é o mesmo, transformando-se a cada dia. Ainda assim, meu olhar insiste em buscar a beleza de outrora, aquele amor que preenchia cada instante e me fazia pleno. É como se o tempo tivesse congelado no calor de um passado distante, onde o coração pulsava com força e os sentimentos eram eternos. Ah, quem me dera reviver esse amor uma vez mais..."
Às vezes, quem não sabe o que quer se perde nas próprias incertezas e, sem perceber, afasta o que mais desejava. A falta de clareza transforma momentos valiosos em lapsos de dúvida, e quando finalmente percebe o que perdeu, já é tarde demais para voltar atrás. O destino, muitas vezes, apenas observa, dando espaço para que o egoísmo ou as inseguranças tomem a dianteira, enquanto aquilo que poderia ter sido eterno se desfaz.
O egoísmo, ao se concentrar apenas no desejo próprio, impede o compromisso, e ao olhar para trás, a dor não vem da perda em si, mas da constatação de que o que sempre quis estava bem ali, ao alcance. A indecisão e o egoísmo fizeram com que não enxergasse. O que restou foi a lição amarga de que, às vezes, o que não sabemos valorizar é exatamente o que mais desejamos.
