Reflexoes de Olga Benario

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Se acolho um amigo à minha mesa, peço que se assente e, se é coxo, não peço que comece a dançar.

As flores dessas árvores depois nascerão mais perfumadas.

Manoel de Barros
BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Nunca fique implorando por aquilo que você tem o poder de obter.

Quando o mundo abandonar o meu olho.
Quando o meu olho furado de beleza for esquecido pelo mundo.
Que hei de fazer.

Manoel de Barros
BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Deixei uma ave me amanhecer.

Eu via a natureza como quem a veste.
Eu me fechava com espumas.

Manoel de Barros
BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

O essencial faz a vida valer a pena.

Mário de Andrade

Nota: Trecho de: "O Valioso Tempo dos Maduros"

O problema não é inventar.
É ser inventado hora após hora
E nunca ficar pronta
Nossa edição convincente.

A maior felicidade para o ser humano é de poder viver para aquilo pelo qual estaria pronto a morrer.

Não estou vazio, não estou sozinho, pois anda comigo algo indescritível.

Coisas impossíveis, é melhor esquecê-las que desejá-las.

Se tanta pena tenho merecida
Em pago de sofrer tantas durezas,
Provai, Senhora, em mim vossas cruezas,
Que aqui tendes uma alma oferecida.

Nela experimentai, se sois servida,
Desprezos, desfavores e asperezas,
Que mores sofrimentos e firmezas
Sustentarei na guerra desta vida.

Mas contra vosso olhos quais serão?
Forçado é que tudo se lhe renda,
Mas porei por escudo o coração.

Porque, em tão dura e áspera contenda,
É bem que, pois não acho defensão,
Com me meter nas lanças me defenda.

No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a
criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele
delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer
nascimentos —
O verbo tem que pegar delírio.

Manoel de Barros
BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Amor com seus contrários se acrescenta.

Todo grande amor só é bem grande se for triste!

O que se leva da vida... ...E a vida que se leva!

Crê em ti, mas nem sempre duvides dos outros.

Machado de Assis
Memórias póstumas de Brás Cubas (1881).

A minha independência tem algemas.

Manoel de Barros
BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Nota: Trecho de Link

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"Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado: é o amor que chegou na sua vida"

Cuidado com os invasores do seu corpo... eles não costumam voltar para ajudar a consertar a desordem...