Reflexo
Não apenas levante-se, mas acorde.
Não vá apenas trabalhar, faça acontecer.
Não apenas se case, mas construa um lar.
Não tenha apenas filhos, mas sim, uma família.
Não vá apenas a igreja, mas seja o meu reflexo na terra.
De nada adianta me amar, se o mundo não me vê no seu olhar.
Afinidade lúdica no âmbito intenso do romantismo, percebida numa venustidade entusiasmante, envolvida por algumas pétalas de rosas vermelhas, uma delicadeza cativante de suas formas belas, distintas, pele radiante, o reflexo da arte esplêndida, que está viva com suas cores e texturas, da suavidade à viveza, amor em cada detalhe, a grandeza de uma inspiração pulsante que deixa a minha mente poética em constante atividade, criando versos relevantes, avivados por sua calorosa essencialidade.
Que o amor e o respeito ao próximo sejam tão fortes e verdadeiros quanto o amor que sentimos por nós mesmos. Aquilo que transmitimos, nada mais é que o reflexo do que existe dentro de nós.
Então, que utilizemos esse dia para sermos pessoas melhores, mais amigas, mais humanas, mais gentis e cuidadosas. Gestos de bondade transformam o dia de alguém e o nosso também.
Recebemos da vida aquilo que somos, aquilo que damos, aquilo que preservamos e aquilo que nos importamos. Se quisermos receber, temos que dar, doar e se empenhar o melhor que podemos ser. A vida é um espelho, o seu reflexo é o que emitimos.
"...acende a lâmpada, varre a casa e a busca diligentemente, até encontrá-la?". Lc. 15-8. O Pai, não mede esforços para que voltemos a ter intimidade com Ele. Move montanhas, arrasta móveis, varre o mundo, vira cambalhota, pula, deita, enfim, porque nos quer de volta. Deus não desiste nem de mim, nem de você. Esta sempre pronto de braços abertos, para nos acolher, seja qual for a situação em que estejamos vivendo: de pecado, de doença, de família, de necessidades, de falta de fé, de desânimo. Quantas vezes nos esquecemos dessa verdade e diante do sofrimento perguntamos a Deus: onde estás que não nos acode? Ele com certeza responderia: No mesmo lugar, de quando Meu Filho fora crucificado, para te socorrer! Com certeza esse lugar é o coração de cada um que no desespero, clama por Ele, mas não o vê. Preciso sair da “sala de espelhos” onde somente o reflexo se torna visível e não se enxerga o que existe do lado de fora. Perde-se a esperança e cai no desânimo. Olhe para além das aparências e veja que a ação de Deus em minha, na sua vida existe de fato. É preciso acreditar: Nem eu, nem você, devemos desistir de Deus. Que o mundo, não nos faça esquecer isso!
ESPELHO MEU?
É estreme achismo em essa
Sociedade líquida, a qual
Não me excluo.
Somos errantes, porém
Em busca do prevalecer
Dos acertos.
Quem almeja plenitude,
O mais importante é não se
Importar. Mas cá entre nós,
É um tanto quanto ilusório
Manter-se natural quando
Meras palavras soltas
Tornam-se verdades
De alguém.
Sua boa conduta de nada
Vale para aqueles que
Aspiram à sua falha.
Indiscretamente, questiono
Se o que você julga muitas vezes
Mentalmente, é uma perspectiva
real ou apenas um reflexo do seu eu verdadeiro?
Vivemos olhando o passado, somos seres que infelizmente perdeu a criatividade, perdeu os sonhos, a capacidade de criar. Ficamos admirando o reflexo do que já foi, não vai voltar e nem deve, porque não nos servirá mais. Temos uma certa paixão pelo atraso, pois e viver o passado e isso, viver de atraso.Sofremos da síndrome da ausência,onde perdemos a consciência de quem somos, ou o que poderíamos ser.
A tortura começa quando você
vai provar uma roupa na loja e
se faz duas perguntas:
– como eu me sinto usando isso?
– como eu pareço pros outros no espelho?
e escolhe sempre baseando-se na resposta
da segunda pergunta.
Se um dia olhar o jardim e ele estiver seco e as flores mortas, não me culpe por não tê-las regado mais.
Retorno
Gastei toda aquarela, recolhida. Silêncio de barcos acidentados, fruta madura espatifando-se na terra. Colhi no ventre da treva estas
palavras tocando-as devagar, com medo de que por trás de suas faces frescas me aguardasse uma emboscada. Sei pelo avesso suas formas
conturbadas, atormentam-me seus abismos híbridos. Vê-las pulsando salva-me da lábia estofada cotidiana, mas também me expõe à rude dimensão da liberdade e seu preço poucas vezes raso. Cintila a pedra noturna dos meus olhos nos seus olhos, sei que posso atravessá-los num sopro. Após tantas águas fugidias, o refluxo. As portas batem, como nos dias arejados.
A orbita temporária nunca atingira fato tão desconhecido, nós peregrinos da utopia atingidos pela constante maré, ás vezes, insensata.
