Reflexão sobre o Acaso

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quando o acaso decidir

Talvez o mais estranho entre duas pessoas não seja aquilo que aconteceu.

É aquilo que continua acontecendo depois.

Uma foto qualquer pode carregar uma história inteira. Uma pessoa pode aparecer ao lado de outra, sorrindo, sem intenção nenhuma além daquele instante, e ainda assim atravessar uma tela e parar justamente onde não deveria. Em algum lugar, alguém vê. Reconhece. Sente alguma coisa que talvez nem queira admitir. E responde de um jeito pequeno, quase casual, como quem tenta esconder o tamanho daquilo numa frase.

Engraçado como algumas pessoas ainda conseguem fazer isso.

Mesmo longe.
Mesmo depois de tudo.
Mesmo quando já não existe mais motivo para prestar atenção.

Talvez porque certas histórias nunca tenham aprendido a terminar direito.

Elas só mudam de lugar.

Saem das conversas e vão parar nas músicas. Saem dos encontros e aparecem numa foto. Saem da rotina e, de vez em quando, voltam pela boca de alguém que nem fazia parte da história.

E talvez seja por isso que algumas pessoas parecem tão familiares mesmo quando estão vivendo uma vida completamente diferente da nossa.

Como se existisse uma versão do mundo em que as coisas tivessem acontecido um pouco diferente.

Um segundo a mais.
Uma escolha a menos.
Um medo que não tivesse vencido.
Uma mensagem enviada na hora certa.
Uma porta que alguém tivesse decidido não fechar.

Nesse mundo, talvez fosse simples.

Talvez vocês se encontrassem sem precisar fingir que não estavam procurando um ao outro.

Talvez não existisse esse cuidado exagerado com o que sentir, com quem vê, com quem sabe, com quem aparece numa foto ao lado de quem.

Mas aqui é diferente.

Aqui vocês aprenderam a conviver com a estranha habilidade de ainda significarem alguma coisa sem precisar dizer exatamente o quê.

E talvez você nunca descubra se aquela reação foi ciúme, saudade, curiosidade ou apenas aquele pequeno incômodo que aparece quando alguém percebe que a pessoa que um dia ocupou um lugar importante continua existindo muito bem sem pedir licença.

Talvez nem ela saiba.

E tudo bem.

Porque existem sentimentos que não precisam de nome para serem verdadeiros.

Às vezes basta uma foto.

Uma amiga em comum.

Uma mensagem atravessada.

Um “não” disfarçado de brincadeira.

E pronto.

O passado abre os olhos por alguns segundos.

Depois volta a dormir.

Eu gosto de pensar que, se realmente existe outra vida, talvez ela não seja uma segunda chance.

Talvez seja apenas um lugar onde certas pessoas conseguem se encontrar sem carregar tudo aquilo que carregaram nessa.

Sem orgulho.
Sem medo.
Sem a necessidade de parecer indiferente.
Sem precisar transformar sentimento em silêncio só porque ninguém sabe muito bem o que fazer com ele.

E talvez, nessa outra vida, quando alguém mandar uma foto dizendo “olha com quem eu estou”, a outra pessoa não precise fingir que não se importou.

Talvez ela apenas sorria.

Porque, no fundo, algumas pessoas não desaparecem.

Elas só deixam de ser presença e passam a ser possibilidade.

E existe uma diferença enorme entre esquecer alguém e aprender a viver sem essa pessoa.

Acho que é isso que ainda me intriga em nós.

Não saber se foi uma história que terminou…

ou apenas uma história que chegou cedo demais.

Talvez em outra vida a gente descubra.

Ou talvez não.

Mas, se algum dia você ler isso e sentir que tem alguma coisa familiar demais nessas palavras, talvez seja porque certas histórias têm esse problema:

mesmo quando ninguém fala o nome,

elas sabem exatamente de quem estão falando.

Chama do Destino


Nasceu pequena,
quase um sussurro,
entre o acaso e o querer não dito.
Uma centelha tímida no escuro,
como se o destino respirasse comigo.


Cresceu no tempo,
ardendo em silêncio,
iluminando caminhos
que eu temia pisar.
Queimou dúvidas,
aqueceu ausências,
fez do medo apenas cinza no ar.


Mesmo quando o vento tentou apagar, ela dançou,
firme, contra a noite.
Pois há chamas que
não pedem permissão:
existem para arder,
custe o que custar.


E sigo, marcado por essa luz antiga,
sabendo que não fui eu quem escolheu.
Foi a chama do destino que me encontrou e, ao tocar meu peito, escreveu quem sou.

O tempo não repete histórias por acaso.
Ele devolve cenários com novos rostos,
na esperança silenciosa
de que a gente finalmente responda diferente.

Porque amar você
não é só um acaso,
é destino que escolhi
sem perceber.⁠

Talvez Seja Você...


Talvez seja você…
o detalhe que o acaso tentou esconder, mas falhou.
Aquela presença que ainda não existe na minha vida real, mas já ocupa um espaço que ninguém mais conseguiu alcançar.
Como se o mundo estivesse me preparando pra te reconhecer antes mesmo de te ver.


Entre o talvez e o futuro…
eu te encontro em pensamentos que não foram convidados, mas chegam mesmo assim.
Em silêncios que ganham forma quando imagino como seria te ouvir.
E de alguma forma estranha… tudo parece apontar pra você, como se o destino estivesse sem paciência de esperar.


E se a história já estiver sendo escrita…
então talvez a gente só esteja fingindo que não percebe as páginas virando sozinhas.
Porque há encontros que não começam — eles apenas se revelam.
E o nosso, de algum jeito, já parece ter começado sem aviso.


E se a gente for mais profundo…
não vai ser por escolha, mas por inevitabilidade.
Porque algumas conexões não respeitam superfície, não aceitam distância, não se contentam com quase.
E quando eu penso em você… é exatamente isso que sinto: algo que não quer ser raso nunca.

" A vida doa...a vida toma...nada é por acaso...tudo se transforma...nada se perde...tudo tem sentido...veja...observe...viva intensamente...corra...beije...dance...abrace...cante...chore...sorria...e num último suspiro...último piscar...uma lágrima vai rolar...e sua face...suavemente vai sentir...a luz da vida...a escuridão da morte...quem sabe um novo caminho...ou não."✨️💞

" Quero te beijar...desejo sagrado...encantado...mais,se acaso,seu lábio não possa beijar...meus olhos,os seus olhos,vão beijar...e neste momento...pra sempre vou guardar...o segredo...a luz...o brilho do seu olhar."💞✨️💞

⁠Família
Se nada nesse mundo é por acaso
Imagina se então seria
A união do amor e a felicidade
Juntos numa só família
Mesmo que não fora de sangue
É unidade na tristeza e na alegria
Família é o sonho mais lindo
Que a gente pode sonhar
É o sorriso que já vai se abrindo
Antes mesmo de chegar
É aquele brilho espargindo
Na porta, ao te ver entrar
Dois anjos e um amor
Só pode ser obra divina
O amor que eu sempre sonhei
E as minhas duas meninas
Que preencheram perfeitamente o espaço
Vazio que no meu peito tinha
Família é presente de Deus
É cuidado, proteção é vigília
É oferecer todo o amor guardado
Para a tão sonhada família
É gratidão por hoje ter o amor da vida
um cachorro e lindas filhas

Nada acontece por acaso. Com o tempo, a clareza chega e as feridas cicatrizam!

Se houvesse um temor reverente nas portas da maioria das igrejas, ele diria: 'Acaso ignorais que o culto não é sobre vossa satisfação, mas sobre a infinita glória dEle?

"Não há acaso: tudo é sintonia do universo para o nosso existir. O que for destinado a você chegará com leveza; o uso da força apenas afasta aquilo que não lhe cabe."

"A verdadeira prosperidade não ocorre por acaso, é sempre fruto da perseverança e de muito suor derramado."

O Acaso


Nos conhecemos por acaso.
Ou pelo menos
foi assim que chamamos
aquilo que jamais conseguimos explicar.


Havia algo no ar.
A natureza parecia conversar conosco,
as folhas dançavam com o vento,
e a paz reinava
como se o tempo
tivesse escolhido repousar ali.


Foi um daqueles instantes
que não pedem sentido,
porque a beleza
nunca precisou de explicação.


É difícil compreender
as maluquices
que o universo insiste em nos preparar.
Mas talvez
essa seja a graça da vida:
não entender absolutamente nada,
e ainda assim,
aceitar o convite
para viver.


Porque alguns encontros
não acontecem para serem decifrados.
Acontecem apenas
para lembrar
que o acaso,
às vezes,
é o jeito mais bonito
que o destino encontra
de escrever uma história.


Talvez
o universo já soubesse
o que nós ainda desconhecíamos.


Talvez
cada folha que dançava,
cada sopro de vento
e cada raio de sol
fossem apenas testemunhas
de um encontro
que já existia
muito antes de nós.


Há momentos
que chegam sem pedir licença
e permanecem
mesmo quando o tempo passa.


Não porque entendemos
o motivo de terem acontecido,
mas porque a alma
reconhece aquilo
que a razão jamais será capaz de explicar.


E, no fim,
talvez o acaso
seja apenas o nome
que damos aos encontros
que o coração
sempre soube
que aconteceriam.

A nossa ligação é de outro mundo. Não foi o acaso que nos uniu; foi a vida nos lembrando de que algumas almas estão destinadas a se encontrar, a caminhar juntas e a permanecer uma na história da outra.

Há encontros que o tempo explica, mas o nosso pertence à eternidade do coração.

Conexão


Isso se chama conexão.


Não nasce do acaso,
nem se explica pela razão.
É quando duas almas cansadas
encontram repouso no mesmo coração.


Feridas pelo tempo,
pela ausência e pela solidão,
descobriram, uma na outra,
o mais raro abrigo:
a paz da conexão.


Não precisam estar juntas
a cada amanhecer ou anoitecer,
pois há laços que desafiam a distância
e continuam vivos sem se perder.


A verdadeira presença
não se mede pelo toque da mão,
mas pelo silêncio que conforta,
pela calma que invade o coração.


Eram intensas demais
para viver pela metade,
romperam as velhas correntes,
abraçaram a própria liberdade.


Escolheram caminhar sobre os muros,
onde poucos ousam permanecer,
pois quem enxerga além dos limites
aprende uma nova forma de viver.


Talvez o mundo chame de acaso,
talvez alguém diga que é destino.
Mas há encontros que não pedem explicação,
apenas seguem o mesmo caminho.


Porque existem almas
que se reconhecem antes mesmo do olhar,
como se o universo, em segredo,
tivesse esperado o momento de as fazer encontrar.


Se existe um nome para isso,
eu não preciso procurar.
Algumas histórias nasceram para ser sentidas,
não para o mundo explicar.


Isso se chama conexão:
quando duas almas intensas,
cansadas de viver pela metade,
encontram, uma na outra,
o infinito da liberdade.

Conspiração das Almas

Não foi o acaso.

O acaso não conhece nomes,
não atravessa tempestades,
não costura destinos
com fios invisíveis de eternidade.

Foi algo maior.

Talvez o silêncio
que o universo guardou
até encontrar duas almas
que já se procuravam
muito antes de aprenderem a existir.

Cansadas.

Não apenas do tempo,
mas de viver pela metade,
de vestir sorrisos incompletos,
de chamar de paz
o que nunca passou de saudade.

Então aconteceu.

Sem promessas.
Sem alarde.
Sem a necessidade de explicar.

Porque certas conexões
não chegam...
elas despertam.

E, de repente,
o mundo ficou menos pesado.

Não porque os problemas partiram,
mas porque havia alguém
capaz de dividir o peso
sem carregar as correntes.

Nunca precisaram estar juntas
para permanecerem presentes.

Há presenças
que moram na lembrança,
na paz inesperada,
no sorriso que surge sem motivo,
na estranha certeza
de que existe um lugar
onde a alma sempre volta.

Escolheram caminhar sobre os muros.

Nem deste lado,
nem do outro.

Porque quem ama a liberdade
não aceita viver aprisionado
pelos limites que o medo construiu.

Duas almas intensas,
incapazes de caber
em sentimentos rasos.

Duas tempestades
que descobriram
que o verdadeiro milagre
não era encontrar calmaria...

Era encontrar alguém
que dançasse sob a mesma chuva.

E talvez seja isso
o segredo que o universo
jamais revelou por inteiro:

existem pessoas
que não entram na nossa vida.

Elas retornam.

Como o mar
que sempre reconhece a areia,
como a lua
que nunca esquece o oceano,
como o vento
que sabe exatamente
onde cada folha deve repousar.

Porque algumas almas
não se encontram.

Elas apenas se reconhecem,
como quem finalmente lembra
de uma promessa feita
antes mesmo do tempo aprender
a contar os dias.

Duas almas.



Chamam de acaso, eu prefiro chamar de destino,
duas almas cansadas cruzando o mesmo caminho.
Feridas pelo tempo, marcadas pela solidão,
descobriram descanso no abraço da conexão.


Não precisam viver lado a lado a todo instante,
pois o laço verdadeiro permanece constante.
A distância não desfaz o que o coração construiu;
quem nasceu para ser porto jamais se diluiu.


Eram intensas demais para viver pela metade,
escolheram a coragem no lugar da vaidade.
Romperam as correntes, recusaram a prisão,
e fizeram da liberdade a sua própria direção.


Sobre os muros caminharam, sem medo de tropeçar,
porque quem encontra a alma certa aprende também a voar.
Não é o tempo que aproxima, nem a presença, afinal;
é o silêncio que responde aquilo que é essencial.


Se existe um nome para isso, talvez ninguém possa dizer.
Alguns chamam de encontro...
eu chamo de duas almas que nasceram para se reconhecer.

Hoje senti uma forte lembrança sua...
Amada que tanto amei...


No acaso do trabalho, uma linda moça me apareceu ao corredor do mercado...
Havia nela às curvas dos teus olhos, Havia também o mesmo sorriso seu bondoso pairando sobre o livre arbítrio daquele lugar...


Eu lembrei de tudo...
Lembrei de quando me enchi de alegria ao chegar do trabalho e ao te ver longe, me atirei correndo ao teu encontro...
Era tanto amor sem reconhecimento...


Lembro de quando só queria ficar ao seu lado, mas tal presença minha era em vão aos teus olhos...


Certo dia segurei firme sua mão e você não entendia, mas sentia profundamente o seu valor, E não te toquei nem forcei beijar, mesmo sozinho sobre aquele lugar, mesmo eu e você... Somente tive ousadia em lhe pedir um abraço...


Você para mim era tão valiosa que desejei manter tal integridade intocável...


Eu do outro lado segurando um mundo com às mãos e enxergando alguém que jamais irei encontrar novamente...


Erros meus me acompanham para onde vou...
Deves me odiar, me esquecer...


Não te desejei por ser egoísta, não te desejei por idealizar, eu fiz de tudo, porque sabia que seria impossível encontrar outra igual você em meio uma geração jogada ao desatino como está...


Lembro-me de sua voz doce, dás vezes que me preocupei e tu não ouviu, era dolorido...
Dói escrever e lembrar disso, mas foi bonito meu amor e ainda é...


Eu sempre estive lá e estou aqui, Mas eu segui...
Às vezes encontro pedras ao meu caminho, sinto medo de amar; me entreguei a dúvida depois que perdi esperança em ser feliz...


Já ando vazio, mas quando me lembro de quando era cheio, isso dói... dói tanto...


Eu fico longe, mas desejo que viva, sorria, tenha família e filhos...


Eu não tive tudo que você teve... Eu só tentei e depois desisti de tentar...


Eu te amei da maneira mais louca possível...
Mas também me matei da maneira mais dolorosa...
Eu perdi o senso de amar...


Mas se voltasse aqueles dias, ainda apertaria sua mão, e ouvira sua voz, mesmo sabendo do final...


Amar foi bonito; foi bonito ver em alguém às qualidades que sempre desejei em uma mulher...


Rosas são bonitas... Mesmo com dor, os espinhos fazem parte da flor.


S[...]

⁠Conheceram-se por acaso
Olhar no olhar
Acompanhando o deslizar
da dama pelo salão
Como por magnetismo
sentiram forte atração
Após alguns encontros
ficou bem nítida a certeza
De que que juntos seguiriam
Olhando na mesma direçao
São seres que se completam
não como duas metades
Mas como pessoas inteiras
que buscam o equilíbrio
mesmo sendo tão diferentes .

Editelima 60
Junho/2024

A vida não é acaso descoberto, é casualidade a ser desvendada.


Hermenêutica da vida.