Reflexão sobre a Morte
Há um milhão de maneiras que poderiam nos ter feito morrer antes de hoje. E um milhão de maneiras que poderiam nos fazer morrer antes de amanhã. Mas nós lutamos, por cada segundo que passamos juntas. Quer sejam dois minutos, quer sejam dois dias, não desistimos disso. Eu não quero desistir disso.
(Riley)
De todas as mentiras criadas pela humanidade, a mais cruel e covarde sem dúvida é a de que precisamos comer carne.
Sobre Fé e Reencarnação
Quando a “roupa” que usamos já não nos é confortável,
É imprescindível que a deixemos de usá-la!
Assim encaro a morte do corpo, pois o espírito...
Ah, este é uma “centelha divina” inextinguível!
Assim como minha fé nisto é inabalável!
A eutanásia é um direito de escolha por quem já não pode ter o direito de viver uma vida onde o livre arbítrio permanece morto
Me descubro, definitivamente, dual. Sou gêmeo de mim. Um dos gêmeos voa às alturas e o outro permanece preso a terra. Tal qual a lagarta e a borboleta, o homem vive uma dualidade inquietante. A fase crisálida é para pensar no dicotômico viver.
Ninguém, sabe, mas dói!
Dói mesmo quando estou rindo, mesmo quando aparento estar feliz, mesmo quando aperta demais a saudade mas eu preciso fingir que estou bem.
Mas eu não estou!
Porque quando Deus nos leva um grande amor, uma parcela da vida da gente vai junto.
Enterramos uma parte de nós, de nosso coração, da nossa felicidade, da nossa certeza de que amanhã será um dia melhor.
Porque já não existem mais dias melhores.
Há apenas o passar das horas, a lembrança dos momentos vividos, a saudade do que nunca mais virá...
E sangra, e espreme a gente de dentro pra fora, e a gente sofre, chora, se agonia...
E o sorriso passa a ser só um artifício para se evitar perguntas, para se evitar as lágrimas nos olhos, a dor que sufoca e maltrata, maltrata e maltrata...
Porque não há cura para alguém que fica quando o outro se vai.
É metade da gente que se foi, mas o amor ficou...e a gente cuida, como se cuidam das feridas mal cicatrizadas.. como se cuida do que não queremos que morra também...
Dói, mas de alguma forma, a gente resiste, persiste e insiste em se manter de pé...
Afinal , a gente sabe que a dor será infinita, pois não se cura algo que nem é doença.
Porque como eu disse, é só amor... é só amor!
O tempo não apaga as marcas, alguma coisa dentro de nós as faz parar de doer, aos poucos nos acostumamos com a dor, em noites frias rostos estranhos perturbam e violentam nosso sono, sei que marcas são só marcas, mas às vezes a ferida se abre e não há nada que a faça sangrar.
Nunca esquecerei o dia em que a nossa história começou...
Nunca vou esquecer nossa primeira troca de olhares.
Nunca vou esquecer o dia que você veio em minha direção e me deu oi.
Nunca esquecerei do seu sorriso em todas as manhãs.
Tenho toda a certeza que jamais esquecerei daquele sábado que você disse que me amava.
Sempre irei lembrar das noites que passamos olhando as estrelas.
E nunca vou esquecer, vou contar para nossos filhos desde o começo e como a mãe deles me faz o homem mais feliz do mundo.
A nossa história vai ser a historinha de dormir deles.
Nunca vou esquecer o dia que começamos a namorar.
Nunca vou esquecer seus lábios.
E vou lembrar do seu cheiro do seu toque e de todos os sorrisos que você me deu.
E jamais vou esquecer do dia que você nos deixou.
Do dia que você morreu.
Mas principalmente jamais vou esquecer como você viveu.
O mundo é feito por nós.
Nós somos os nós do mundo
e em tudo estamos atados.
O eu sem nós não existe.
A morte é o eu desatado.
Era pra eu ter morrido naquele hospital. Minha vida teria tido algum valor, mas você tirou isso de mim.
Quando a primeira coisa viva existiu, eu estava lá esperando. Quando a última coisa viva morrer, meu trabalho estará terminado. Então, eu colocarei as cadeiras sobre as mesas, apagarei as luzes e fecharei as portas do universo enquanto o deixo para trás.
Lá está ele, em uma casa solitária, com luzes acesas. Na estante, fotografias antigas, pessoas importantes, momentos que o fazem lembrar do que passou e se perguntando onde estão aquelas pessoas. Não há ninguém ao seu lado, com exceção de seu fiel animal que o olhava, deitado naquele chão, ele sempre ficava naquele canto da sala quando chegavam, ficava lá até o cair da noite, o qual acontecia minutos depois da chegada deles. Não vejo ninguém ir lá há tempos. Não consigo ver com nitidez o que ele está fazendo por conta da janela embaçada, devido aos pingos de chuva, a tarde estava escura, diferente de seus cabelos. Mas parece que estava sentado, na velha poltrona, de olhos fechados, com seu amigo, o qual recebia carinho. Com a outra mão segurava aquele retrato, como sempre fizera. Depois de alguns instantes, um barulho, seguido de um latido, semelhante a um uivo. -Finalmente as luzes foram apagadas. -
Sim, e quantas vezes um homem precisará olhar para cima
Antes que ele possa ver o céu?
Sim, e quantas orelhas um homem precisará ter
Antes que ele possa ouvir as pessoas chorar?
Sim, e quantas mortes ele causará até saber
Que pessoas demais morreram?
Nota: Trecho da música "Soprando no vento".
Até que ponto, então, nós deve-se esperar a aproximação do perigo? Respondo: se algum dia chegar, terá nascido entre nós. Não virá do exterior. Se nossa sina é a destruição, seremos nós os autores e consumadores dela. Como nação de homens livres, viveremos para sempre ou morreremos por suicídio.
