Reflexão sobre a Morte
ESSA É PRA VOCÊ
Eu te odeio tanto
que a sua morte
é a minha liberdade
minha salvação
e minha felicidade.
Quando você morrer
vou rir diante do seu sangue derramado
não porque eu sou psicopata
mas porque sou um ser traumatizado.
Quero te ver no caixão
Levar flores e esfregá-las na sua cara
quero te ver sofrer
até depois da morte.
Só assim eu vou curar cada corte
que eu mesma provoquei
na esperança de morrer primeiro que você.
Vou te levar na funerária Santa Maria
onde cada morte provoca um sorriso e uma alegria
mas quem vai estar mais feliz com tudo isso,sou eu.
Se um dia você realmente morrer antes de mim, me desculpe
eu tentei me matar na esperança de te deixar em paz.
Mas se você morrer primeiro, eu vou ficar muito agradecida
por me deixar ser feliz.
A Morte que fez O Amor Renascer
Por amor a nós, O Rei dos Reis foi coroado com uma coroa desagradável de espinhos. Sangue e suor foram derramados.
Por amor a nós, O Único Inocente foi condenado e seguiu por um caminho árduo de muita dor e sofrimento.
Por amor a nós, O Sacerdote Supremo se entregou sem hesitar como um cordeiro indefeso em santo sacrifício — algo que não se pode mensurar.
Por amor a nós, Cristo enfrentou o julgamento e a sentença que deveriam ser nossos: atitude complexa demais para nosso entendimento.
Por amor a nós, confirmou a sua Promessa, venceu a morte e ressuscitou; certamente, a maior bênção daquele que sempre nos amou verdadeiramente.
Por amor a nós, o vazio do seu túmulo mostrou que a Sua Presença permanece, que não estamos sozinhos neste mundo
Por amor a nós, Deus entregou o seu Filho Unigênito para que sofresse a nossa condenação, e ainda fomos agraciados por Sua esplêndida Ressurreição.
A Contrariedade que fez a Morte resultar na Vida
Nos seus últimos dias antes da sua ressurreição, Ele enfatizou que veio a este mundo para contrariar, e não para atender às expectativas. Considerando que através da morte — por muitos imensamente temida —, mostrou que a sua vida era muito mais forte.
Até lá, fez um trajeto árduo de dor e feridas que aparentavam fraqueza, mas que eram na verdade, a força do seu amor em evidência que misturava o seu sangue e o seu suor; o fulgor da sua determinação, sendo o Maior de todos sofrendo a pior humilhação.
A cruz representava sua condenação injusta sendo cumprida; entretanto, era e é o símbolo da nossa salvação que se cumpria naquele momento. Mesmo diante da nossa imperfeição, dos nossos inúmeros lamentos — o Sacrifício que não foi em vão.
Depois de sacrificar-se na crucificação, despertou nos incrédulos a ilusão de que havia partido de uma vez: mais um homem de carne e osso, frágil e impuro, sem nada de especial, apenas um moribundo que teve o seu instante final.
O vazio do sagrado sepulcro não significava, de fato, a sua ausência; todavia, o seu corpo tinha sido renovado, pois Ele havia ressuscitado de uma maneira plena para continuar o seu reinado após ter cumprido a sua promessa, provado o seu amor inconfundível e imensurável.
" O Espiritismo matou a morte. Nele é comprovado que o túmulo da morte é a vida e vida inevitável. "
Custe o que custar ensine a seus filhos os limites da vida. Caso contrário a morte cuidará disso mostrando o resumo!
"O inimigo é o autor da morte e já perdeu sua chance, mas Jesus é o Autor da Vida e o Seu túmulo vazio é a prova de que Ele reina vivo no céu."
"A morte não O segurou, a terra não O guardou e a mentira não O calou: Jesus vive, e só Nele há vida de verdade."
"A verdade de Jesus é a única que o tempo não apaga e a morte não silencia: o túmulo vazio não é um mistério, é a prova de que Ele venceu o que ninguém mais venceu para nos dar a vida que o mundo não pode oferecer."
Tudo que gera segregação na espécie humana, morte e guerra por ego de capitalistas, não é palavra de Deus ou do filofoso Cristo que a representou.
Cristo era do bem comum e do amor, não do marketing e da materialidade.
Quem atira no mensageiro apenas demonstra desespero.
Se Deus é por nós, quem é contra nós?
Deus.
O código escrito do justo é observado.
Nenhuma fantasia dura mais do que a medíocre vida de seu tirano.
Deus já sublima esse planeta a 4.5 bilhões de anos.
Não quero
depois da morte.
Sempre querendo mais
depois de 40 anos
já entendi
nada aqui satisfaz
já que é pra ser assim
eu já quero o eterno
aqui
sem pressa
sem demora
quero começar
isso nessa hora.
não quero depois
da morte
já quero essa
sorte
começar
vislumbrar
e o eterno
já vivenciar.
Hoje eu entendo que a maior dor não é a morte.
É o que a gente deixou de dizer enquanto havia tempo.
A partida de um pai não leva só um homem.
Leva conselhos que ainda seriam dados, abraços que ainda seriam necessários, olhares que diziam mais do que palavras.
A gente cresce achando que nossos pais são eternos.
Que sempre haverá um amanhã para conversar, para perdoar, para agradecer.
Mas a vida não espera nossos acertos emocionais.
E quando parte…
fica o silêncio.
Fica a lembrança.
Fica o “se eu tivesse dito”.
Hoje eu aprendi algo que dói, mas ensina. Eita pesado !!
Valorize enquanto respira.
Abrace enquanto está quente.
Perdoe enquanto a voz ainda responde.
Família não é perfeita.
Amigos falham.
Nós falhamos.
Mas a ausência é definitiva.
Não espere um velório para reconhecer valor.
Não espere um leito de hospital para dizer “eu te amo”.
Não espere a perda para entender a importância.
A vida é frágil demais para orgulho.
Curta demais para indiferença.
Imprevisível demais para deixar amor guardado.
Se você ainda pode ligar para seu pai, sua mãe, seu amigo…
Ligue.
Se pode resolver algo…
Resolva.
Porque depois da partida, o que fica não é o dinheiro, não é o status, não é a razão.
O que fica é o amor ou a falta dele.
E isso ecoa para sempre.
By Evans Araújo.
Em memória de Raimundo Edmundo leite
"A morte não é o fim da história, mas o momento em que ela deixa de ser escrita por nós para ser lida por todos os que nos amaram."
PRODÍGIOS NA MORTE DE JESUS. ENTRE A COMOÇÃO HUMANA E A LEI NATURAL.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
O trecho apresentado, extraído de A Gênese, capítulo XV, propõe uma leitura que se afasta do sobrenatural arbitrário e se ancora na racionalidade das leis universais. Aqui não se nega o fato moral, mas se examina criticamente a forma narrativa que o envolve.
O relato evangélico, especialmente em Evangelho de Mateus 27:45, 51 a 53, descreve três fenômenos centrais. As trevas sobre a Terra. O rasgar do véu do templo. A abertura dos sepulcros com a aparição de mortos. À primeira vista, tais acontecimentos parecem configurar uma ruptura da ordem natural. Entretanto, a análise espírita conduz a uma hermenêutica mais sóbria.
A obscuridade que teria coberto a Terra por três horas não se coaduna com um eclipse solar, pois, conforme a própria astronomia demonstra, esse fenômeno ocorre apenas na lua nova, enquanto a Páscoa judaica se dá em lua cheia. A explicação proposta desloca o eixo do milagre para o campo dos fenômenos naturais ainda pouco compreendidos à época. Alterações atmosféricas intensas, poeiras em suspensão, ou mesmo perturbações solares poderiam produzir escurecimentos incomuns, sem que isso implique suspensão das leis cósmicas. A referência histórica a obscurecimentos prolongados, como o ocorrido no ano 535, reforça essa possibilidade.
Quanto ao tremor de terra e às pedras fendidas, o raciocínio segue a mesma linha. Pequenos abalos sísmicos são frequentes em diversas regiões, e sua coincidência com um evento emocionalmente impactante pode amplificar a percepção coletiva. A psicologia do testemunho, sobretudo em contextos de dor e comoção, tende a magnificar o acontecimento, convertendo-o em símbolo.
O ponto mais delicado reside na chamada ressurreição dos mortos. A interpretação apresentada sugere não um retorno físico à vida orgânica, mas fenômenos de natureza mediúnica. Aparições espirituais, hoje compreendidas dentro do campo das manifestações dos desencarnados, eram então desconhecidas em sua causalidade. Assim, o que se viu foram Espíritos, mas o que se concluiu foram corpos ressuscitados. Trata-se de uma transposição interpretativa, condicionada pelo repertório cultural da época.
Esse mecanismo de amplificação é coerente com o comportamento humano diante do extraordinário. Um fragmento de rocha que se desprende torna-se sinal celeste. Uma visão espiritual transforma-se em milagre corpóreo. A narrativa cresce não por fraude deliberada, mas por um entusiasmo que carece de método.
Dessa forma, a conclusão apresentada é de notável densidade filosófica. A grandeza de Jesus Cristo não reside em efeitos exteriores que impressionam os sentidos, mas na estrutura ética e espiritual de sua mensagem. Sua autoridade não depende do prodígio, mas da coerência entre ensinamento e exemplo.
Sob a ótica espírita, os chamados milagres não são negações da lei, mas manifestações de leis ainda não plenamente conhecidas. O que ontem era prodígio, hoje se revela fenômeno. O que ontem era mistério, hoje se submete à investigação.
E assim permanece uma lição austera e perene. Não é no espetáculo do extraordinário que se mede a verdade, mas na profundidade silenciosa da lei que rege o espírito e o universo.
Silhueta
Quando te conheci, a sua luz já estava no fim, e, quando percebi, as mãos da morte já estavam aqui.
Porém, ainda vive a lembrança
do seu andar explodindo em mim — um semblante sombrio e, ao mesmo tempo, brilhante.
Isso é cativante: gira, contorce, e o ar se ausenta dos meus pulmões.
Mas tudo se distancia, e tudo vira uma imagem borrada ao fundo,
como uma silhueta em névoa brilhante.
O berço da vida na terra é um cemitério de incontáveis extinções, a morte de muitos por causa de poucos.
