Reflexão de Passado
Brisa do amanhã
Minha felicidade não está datada no passado, o que ficou par trás era comum, corriqueiro, superficial, era raso.
Hoje e logo a frente é puro suco de sombra de coqueiro é brisa suave e empolgante, o tempero tá na medida e o prato é fino.
Nas fagulhas brilhantes do meu hoje percebi que meus próximos passos e meus olhares já estão vivendo no aconchegante deslumbre vibrante do amanhã.
Laços apertados
Bebida envelhecida, laços mal apertados,
Registros do passado, um amor inacabado,
Na dor, uma velha passagem e uma nova partida,
Historias guardadas, coração apenado.
Melhor versão
Uma versão minha do passado literalmente vai e vêm para o tempo presente liberando sentimentos primitivos que antes estavam acorrentados,
Ainda não fui ensinado a me despedir por inteiro do que já vive, pois o tempo é sarcástico com a saudade, ele é inimigo do adeus,
Toda vez que tento abrir mão de você recebo doações involuntárias de lembranças dos teus gestos, fico admirando as palavras deixadas e por vezes recebo a companhia da tua voz nos sonhos e isso extasia a minha alma,
No entanto, tudo tem um preço e se valer a pena pagar, eu voltarei do passado em definitivo para viver aquilo que acredito no presente, mas com uma versão melhor de mim.
Havia um miúdinho,
sem nome nem passado,
nu, esquecido,
andava sozinho pela rua,
escaldante de tão gelada,
como sombra sem dono.
Tinha um corpo
feito de cortes e pedras,
parecia ter sido mastigado
por calçadas com dentes.
Era um pobre coitado,
seguido sempre
por um cão magro,
tão sofrido,
igual a ele.
Sentavam-se no pedregulho duro
à espera de um fim.
O miúdo, paciente,
esperava que o cão partisse,
descansasse no reino dos cães,
para então poder matá-la —
a fome.
O cão, por sua vez,
até aprendera a contar horas,
de tanto esperar que o miúdo,
vermelho de dor,
fechasse os olhos
e dormisse de vez.
Assim, ele saciaria a fome
com lógica cruel,
mas destino cego.
O cão não ladrava,
e não sabia truques,
era inútil.
O miúdo, por sua vez,
também não sabia nada,
nada lhe ensinaram.
Era inocente,
imprestável,
invisível ao mundo.
Ambos só serviam um ao outro,
à ninguém mais.
Certo momento...
o miúdo, já derrotado,
deitou a cabeça no granito
para poder descansar o seu corpo cansado,
o cão, desesperado,
cravou como os seus dentes podres
no peito nu do miúdo,
com dó e piedade,
pois isso ainda lhe restava.
Mas morreu também,
porque o miúdo,
coitado,
não tinha carne sequer
para alimentar um cão.
A vida é uma metáfora, finita.
O passado é, apenas uma teoria, o futuro é apenas uma metáfora, mesmo sendo agora.
A existência resume-se ao tamanho de sua alma, seu ser.
A morte do Amor
Então o Amor nasceu
Com as palavras de alguém do passado
Com pais e mães que trabalhavam
Com guerreiros que lutavam
Salvou pessoas
Construiu impérios
Mudou o mundo
Mas os tempos mudam
A correria da cidade
O moderno celular
Todos se esqueceram
Então o Amor morreu
Mas, estranhamente
Mesmo que fingindo
Os corações parecem procurar
O amigo perdido.
Futuro
é olhar nos olhos do passado
e receber dele o melhor presente:
Calçar seus sapatos que já aprenderam a tropeçar
no caminho que é sempre o mesmo…
Passado é o ontem visitando o hoje.
Na pele, no olhar
no cheiro, na mente
o passado sempre é presente.
Fotos antigas são espelhos de um passado que se foi.
E deixou a saudade escrita nas linhas que o tempo trouxe para o meu rosto...
Comece o novo ano em oração por três coisas: Agradecendo o passado, agradecendo o presente e agradecendo o futuro.
Está tudo conectado passado, presente e futuro o'que foi feito no passado reflete no presente e o que e feito no presente reflete no futuro...
