Refexao para Irmaos
2575 📜 "Somos todos irmãos', dizem e repetem! Só que alguns se valem disso, exageram, apelam e tentam intimidade e prestígio que não têm com você. Poizé!"
0025 " 'Somos todos irmãos'... Não se esqueçam do que dizem Alguns! Não se esqueçam, também, que isso é só mais um daqueles exageros, digo eu!"
Projeto Gotinhas de Amor
Oceanos que Relatam
4. Rafael: O Guardião de Seus Irmãos
Aos dez anos, Rafael cuidava de seis irmãos enquanto o pai buscava sustento. Após um incêndio que levou o pouco que tinham e a vida de seu pai, o maior medo de Rafael era a separação dos irmãos. A Creche Vovó Alegria tornou-se o abrigo que manteve a família unida. Ali, Rafael descobriu que não precisava carregar o mundo sozinho.
O Olhar Através do Vidro
O juizado chegou e o mundo pareceu partir ao meio.
Eu nunca vou esquecer os irmãos no vidro da perua, os rostos colados, os olhos cheios de lágrimas e o choro que atravessava o metal.
Rafael ficou ali, comigo, segurando o que restava de sua coragem até que o último fio de esperança fosse garantido.
Ali eu entendi: ser educadora não é apenas ensinar a ler; é ser o chão de quem não tem onde pisar. É ser o abraço que fica quando tudo o mais precisa ir embora.
A escola não pode mudar o passado, mas o nosso afeto é o que garante que essas crianças tenham um futuro para onde olhar.
"Toda criança precisa de família forte,
Onde o cuidado seja abraço e suporte.
Toda criança precisa de um lar digno,
Onde existir já seja um carinho.
Toda criança precisa ser ouvida,
Pois sua voz também ensina a vida.
Toda criança precisa de amor e atenção,
Para crescer segura, inteira e em construção."
Rosana Figueira
Há pessoas que vivem dizendo que são nossos amigos e irmãos, mas, quando nos afastamos por um tempo, percebemos que a maioria falava tudo da boca para fora."
Mas, observei meus pequenos irmãos, todos ali, acoados e acordados naquele horário.
Eu, tomei uma decisão por eles.
Eu não fugiria sozinha, eu não chegaria muito longe.
Logo, como eu era menor, eu seria mandada de volta.
Eu mesmo sabendo que ela voltaria, como trocentos outras vezes, eu falei meu plano para ela.
Na manhã seguinte fugimos.
Para outro Estado, com a grana que eu havia recebido.
Além da Amizade
A gente era riso solto no mesmo tom,
dois nomes ditos como se fossem irmãos,
dois mundos cabendo num só som,
sem perceber o que eram nossos corações.
Falávamos de tudo, sem medir
o peso leve de existir lado a lado,
como se o destino fosse só nos unir
num laço simples, confortável, sagrado.
Mas veio a distância, fria, sem pedir,
e levou tua voz do meu cotidiano.
E o que era fácil de dividir
virou silêncio em cada intervalo humano.
Eu achei que era só falta de costume,
saudade comum de quem se quer bem…
mas havia um fogo que não tinha nome
que queimava quieto por ninguém.
E você… também sentiu o vazio,
como se o mundo perdesse o sentido.
As conversas voltavam como um frio
lembrando o que tinha sido vivido.
Não era só amizade a nos prender,
era algo que doía mais do que parecia,
era vontade de ficar, de não perder,
era amor que fingia que não existia.
Até que o silêncio não coube mais em nós,
e o tempo trouxe o que estava escondido.
Dois corações voltando a ter voz,
dois medos finalmente vencidos.
“Eu senti sua falta…” — eu disse enfim,
e o mundo parou só pra escutar.
E você sorriu como quem diz assim:
“Eu também… mas não sei mais negar.”
E ali, sem pressa, sem explicação,
como se o universo soubesse o caminho,
teu olhar encontrou meu coração
e deixou de me deixar sozinho.
O beijo não foi começo nem fim,
foi só o instante em que tudo fez sentido:
amizade virando um jardim
onde o amor sempre esteve escondido.
E rimos depois, como quem entende
que o destino só demorou pra acertar:
“Demorou pra você perceber…” — você disse,
“Demorou pra você admitir…” — eu fui completar.
E o mundo, enfim, deixou de ser só amizade,
porque a verdade cansou de se esconder:
o que era dois virou eternidade
no simples ato de se reconhecer.
O que significa ser santo
Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
Um grande dom do Concílio Vaticano II foi ter recuperado uma visão de Igreja fundada na comunhão e ter voltado a entender também o princípio da autoridade e da hierarquia em tal perspectiva. Isto ajudou-nos a compreender melhor que, enquanto baptizados, todos os cristãos têm igual dignidade diante do Senhor e são irmanados pela mesma vocação, que é a santidade (cf. Const. Lumen gentium, 39-42). Agora, interroguemo-nos: em que consiste esta vocação universal a sermos santos? E como a podemos realizar?
Antes de tudo, devemos ter bem presente que a santidade não é algo que nos propomos sozinhos, que nós obtemos com as nossas qualidades e capacidades. A santidade é um dom, é a dádiva que o Senhor Jesus nos oferece, quando nos toma consigo e nos reveste de Si mesmo, tornando-nos como Ele é. Na Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo afirma que «Cristo amou a Igreja e se entregou por ela para a santificar» (Ef 5, 25-26). Eis que, verdadeiramente, a santidade é o rosto mais bonito da Igreja, o aspecto mais belo: é redescobrir-se em comunhão com Deus, na plenitude da sua vida e do seu amor. Então, compreende-se que a santidade não é uma prerrogativa só de alguns: é um dom oferecido a todos, sem excluir ninguém, e por isso constitui o cunho distintivo de cada cristão.
Tudo isto nos leva a compreender que, para ser santo, não é preciso ser bispo, sacerdote ou religioso: não, todos somos chamados a ser santos! Muitas vezes somos tentados a pensar que a santidade só está reservada àqueles que têm a possibilidade de se desapegar dos afazeres normais, para se dedicar exclusivamente à oração. Mas não é assim! Alguns pensam que a santidade é fechar os olhos e fazer cara de santinho! Não, a santidade não é isto! A santidade é algo maior, mais profundo, que Deus nos dá. Aliás, somos chamados a tornar-nos santos precisamente vivendo com amor e oferecendo o testemunho cristão nas ocupações diárias. E cada qual nas condições e situação de vida em que se encontra. Mas tu és consagrado, consagrada? Sê santo vivendo com alegria a tua entrega e o teu ministério. És casado? Sê santo amando e cuidando do teu marido, da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja. És baptizado solteiro? Sê santo cumprindo com honestidade e competência o teu trabalho e oferecendo o teu tempo ao serviço dos irmãos. «Mas padre, trabalho numa fábrica; trabalho como contabilista, sempre com os números, ali não se pode ser santo...». «Sim, pode! Podes ser santo lá onde trabalhas. É Deus quem te concede a graça de ser santo, comunicando-se a ti!». Sempre, em cada lugar, é possível ser santo, abrir-se a esta graça que age dentro de nós e nos leva à santidade. És pai, avô? Sê santo, ensinando com paixão aos filhos ou aos netos a conhecer e a seguir Jesus. E é necessária tanta paciência para isto, para ser um bom pai, um bom avô, uma boa mãe, uma boa avó; é necessária tanta paciência, e é nesta paciência que chega a santidade: exercendo a paciência! És catequista, educador, voluntário? Sê santo tornando-te sinal visível do amor de Deus e da sua presença ao nosso lado. Eis: cada condição de vida leva à santidade, sempre! Em casa, na rua, no trabalho, na igreja, naquele momento e na tua condição de vida foi aberto o caminho rumo à santidade. Não desanimeis de percorrer esta senda. É precisamente Deus quem nos dá a graça. O Senhor só pede isto: que permaneçamos em comunhão com Ele e ao serviço dos irmãos.
O sangue ferve na mesa de jantar. Irmãos de leite viram as costas uns para os outros, casamentos de décadas desmoronam em gritos e amizades antigas são sepultadas em um clique de bloqueio. Tudo por causa de nomes estampados em santinhos políticos, por figuras distantes que vestem ternos sob medida e sorriem em palanques iluminados. Enquanto o cidadão comum perde o sono, a saúde e os seus laços mais sagrados defendendo esses supostos salvadores da pátria, os mesmos líderes brindam juntos nos bastidores. Eles jantam nos mesmos restaurantes caros, fecham acordos com risadas sonoras e compartilham uma indiferença absoluta pelo destino de quem os colocou lá. Para eles, o povo não passa de um degrau, uma massa de manobra estatística útil a cada quatro anos.
Essa cegueira coletiva alimenta o monstro do egoísmo contemporâneo. As pessoas trancaram-se em bolhas ideológicas intransigentes, onde a empatia foi completamente extinta. Julga-se o caráter de um pai de família ou a dignidade de uma mãe trabalhadora unicamente pela cor da bandeira que eles defendem. Virou rotina apontar o dedo com crueldade, destilar ódio nas redes sociais e desejar o pior para quem pensa diferente. A solidariedade virou artigo de luxo. Ninguém quer saber se o vizinho está passando fome, se falta o remédio da criança ou se a depressão está corroendo aquela alma; importa apenas saber em quem ele votou para decidir se ele merece ou não um pingo de respeito.
Essa hipocrisia social disfarçada de falso moralismo é uma doença que consome a nossa humanidade. Discursa-se sobre justiça, igualdade e amor ao próximo com a boca cheia, mas desvia-se o olhar quando um necessitado estende a mão na calçada. Criamos barreiras invisíveis para isolar quem nos incomoda. Esquecemos que o teto de vidro da vida é frágil demais e o mundo dá voltas caprichosas. Aquele que hoje se sente poderoso no topo de sua arrogância partidária, humilhando quem discorda, pode amanhã acordar desamparado na fila de um hospital sucateado, descobrindo da pior forma que nenhum político vai abandonar o conforto do gabinete para segurar sua mão na hora da dor.
A grande lição que a existência nos impõe, muitas vezes pelo sofrimento, é que a nossa única salvação real está no cuidado mútuo. Os governantes passam, as promessas evaporam e as estruturas de poder mudam, mas a dor do seu semelhante continua ali, real e pulsante. Quando o sopro da vida se esvaziar, não restará o orgulho das discussões vencidas, muito menos o aplauso de militantes virtuais. Restará apenas o vazio desesperador do afeto que economizamos e o peso dos corações que quebramos pelo caminho.
Olhe nos olhos das pessoas ao seu redor hoje mesmo, antes que o tempo apague as oportunidades. O seu familiar, o seu colega de trabalho ou o desconhecido na rua não são inimigos a serem abatidos; eles são o espelho da sua própria capacidade de amar. Enquanto houver mais prazer em defender privilégios de tiranos distantes do que em estender a mão para aliviar o fardo de quem está perto, continuaremos sendo apenas uma sociedade de estátuas de sal: rígidas, frias e estéreis. Mude o foco da sua indignação. Deixe de ser escudo para quem já tem tudo e passe a ser o cais de proteção para quem perdeu o chão.
Eu sei caminhar sozinho, já caminhei sozinho, mas prefiro andar com meus irmãos, pois sozinho é mais perigoso.
“Davi teve de cuidar de ovelhas, lidar com bodes, suportar falsos irmãos e enfrentar ursos e leões. Mesmo assim, permaneceu firme, sem se acovardar e sem se afastar de Deus por causa de ninguém.”
Irmãos hoje há milhões e milhões de pessoas seguindo para o fogo do inferno, porque nós perdemos o fogo do Espírito.
"*A culpa é um fardo que carregamos sozinhos"
Eu vi meus irmãos de longe. Estando tão próximo.
Eu sei o que é correto.
Porém, o erro me atrai.
Apontamentos de dedos para o vizinho.
Meus erros são invisíveis. Aos meus e não aos olhos alheios.
É fácil apagar as pegadas
Difícil é caminhar sem errar
O peso é uma pena leve
Quando cobramos aquilo que devemos.
As pegadas do passado ecoam no presente.
E sucessivamente, se continua errando.
Mas a verdade liberta, e o perdão é o primeiro passo.
E mesmo nas cinzas, podemos encontrar a força para recomeçar.
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“A união e a harmonia entre irmãos fortalecem os vínculos e tornam possível superar, juntos, as adversidades da vida.”
"Todos os seres humanos são irmãos, e por isso a guerra não tem sentido diante da verdadeira consciência de unidade e fraternidade.”
MEU IRMÃO PAULO EM UMA DE SUAS FILOSOFIAS, EM UM PAPO DE IRMÃOS NO WHATSAPP...
'A trajetória ensina a sorrir, chorar e aprender a dar valor pra se orgulhar quando chegar LÁ.'
