Reencontro

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O reencontro se tornou maior do que o interrogatório.

Reencontro




Foi no abismo que eu encontrei a luz,


nos sonhos mais profundos achei o futuro,


o tempo me apresentou as verdades,


no teu abrigo eu reencontrei o sentido.

Reencontro


Foram tantas contas pagas sem receber os créditos,


Foram tantos futuros sem vive-los,


Uma caixa vazia foi aberta,




Um lago, um deck, o ar puro,


uma casa, a vegetação, a neblina da manhã,


o cheiro de café, o agora e nada mais.

O Silêncio Acolhedor do Reencontro Consigo Mesma


Quando um laço importante se desfaz na matéria, a vida nos convida a retornar para a nossa própria morada interior. O esvaziamento das relações que já não têm afinidade não é um abandono divino, mas um espaço sagrado que se abre para que possamos ouvir a nossa própria voz. É no silêncio que se segue às despedidas que conseguimos reorganizar nossos sentimentos, avaliar nossos aprendizados e entender quais são as nossas reais necessidades atuais. A separação, vista por esse prisma, funciona como uma poda necessária: dói no momento, mas limpa os galhos para que novos frutos possam nascer. Estar mais distante do mundo e mais próxima de si mesma é o caminho mais bonito para o verdadeiro auto reencontro.

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E quando meus olhos se encontraram nos seus, senti um reencontro. Como se nossas almas já tivessem se escolhido antes do tempo, e agora apenas confirmassem, em silêncio, o que o coração sempre soube.

Às vezes me perco de mim mesmo, e toda vez que me reencontro, passo a me conhecer um pouco mais. Na verdade, percebo que esses desvios não são falhas, mas sim o terreno fértil onde minhas novas identidades nascem. O eu que retorna é sempre mais resistente e autêntico do que aquele que partiu.

Os momentos são a nossa única bagagem que levaremos em nossa viagem de partida e reencontro.

A verdadeira celebração não faz barulho, ela acontece dentro do peito. O reencontro com a própria alma é o mais silencioso e poderoso dos milagres. Deus festeja em silêncio, e o céu se abre no instante em que você se perdoa.

O alívio que sinto não é uma fuga covarde da realidade, é um reencontro necessário e vital com a fonte que me sustenta.

Capítulo III — A Estação do Reencontro


Quando a última nota da música se dissolveu no ar, o silêncio que retornou à sala já não carregava o


peso de uma ausência. Tinha o frescor de um recomeço. Desliguei o rádio com um toque suave, não


para calar a sua voz, mas para guardar aquele momento como um amuleto dentro do peito.


Caminhei até o quarto e abri o guarda-roupa.


Lá no fundo, sob casacos antigos e memórias empoeiradas, estava a velha caixa de papelão que eu


não tinha coragem de tocar há mais de um ano. Dentro dela, fotografias com bordas gastas,


ingressos de shows memoráveis e aquela sua jaqueta jeans desbotada, que ainda guardava um


rastro quase imperceptível de loção pós-barba e poeira de estrada.


Peguei a jaqueta. Em outros dias, aquele pedaço de pano teria me feito desabar no chão, abraçada


ao fantasma do que fomos. Mas hoje, eu apenas a vesti. Ela ficou grande nos ombros, um abraço


largo e familiar que me protegeu do vento fresco que entrava pela janela. Olhei-me no espelho e vi,


nos meus próprios olhos, um brilho que eu julgava ter esquecido em algum lugar do passado.


Decidi sair. Caminhei pelas ruas do bairro sentindo o sol da manhã esquentar o asfalto úmido. As


pessoas passavam com pressa, imersas em suas próprias rotinas, alheias ao pequeno milagre


doméstico que havia acabado de acontecer na minha sala de estar. Parei na floricultura da esquina,


um lugar que costumávamos frequentar juntos aos sábados.


— O mesmo vaso de sempre? — perguntou o florista, reconhecendo-me com um sorriso


complacente.


— Não — respondi, e minha própria voz soou firme, quase nova aos meus ouvidos. — Hoje eu quero


girassóis. Os mais radiantes que tiver.






Caminhei de volta para casa segurando as flores amarelas contra o peito, como quem carrega um


pedaço do próprio sol. Ao entrar, mudei os móveis de lugar. Abri as cortinas da sala inteira, deixando


a luz inundar cada canto que antes vivia na penumbra. Coloquei os girassóis bem no centro da mesa


da cozinha, onde o vapor do café havia desenhado o futuro algumas horas antes. O passado ainda


estava ali, vivo e eterno, impresso na minha história. Mas o presente batia na janela com a urgência


da vida que não espera. O ontem tinha sido feito; o hoje era meu para construir!
©nilzacarvalho

Às vezes, ficar sozinha é exatamente o que a alma precisa. Não é solidão, é reencontro. É silenciar o mundo para ouvir os próprios pensamentos, afastar o que pesa e perceber o que realmente importa. Há momentos em que a nossa melhor companhia somos nós mesmos, porque é no silêncio que aprendemos a nos acolher, a nos fortalecer e a escolher com mais sabedoria quem merece permanecer ao nosso lado.


Às vezes, estar só não significa estar sem ninguém; significa estar inteira consigo mesma.

“O momento que o coração esperava: Hachi e o reencontro com o melhor amigo.”

Só quem sentiu o silêncio do tempo causado pela ausência compreende a euforia do reencontro.

Junho chega manso, quase em silêncio. É poesia vestida de festa, tempo de raízes e de reencontro, para lembrar não apenas quem somos, mas de onde viemos e tudo aquilo que, silenciosamente, nos trouxe até aqui.

O Desejo de uma Última Dança e a Esperança de um Reencontro

No recanto de mais um devaneio poético, inspirado profundamente em uma história de amor, eu o vejo no céu lá no alto, observando atenciosamente a sua amada que ficou; certamente, sempre que ele a observa, pensa:

“Se eu pudesse ter pelo menos mais um momento ao teu lado, dançaríamos uma última dança; estaríamos sorridentes, os nossos corações bateriam sincronizados, nossos olhares brilhariam alegres e o tempo passaria ignorado — um privilégio que não teria nenhum desperdício. Um sonho realizado”

“Infelizmente, isso está fora do meu alcance; o que me resta é continuar te observando, até que possas um dia estar aqui comigo, pois o nosso amor continua vivo e o nosso laço será eterno; ainda desfrutaremos de um profundo regozijo, nossos corpos serão renovados e estaremos novamente reunidos.”

Quando a poesia se junta com o imaginário, o impossível passa a ser realidade, mesmo que seja apenas na minha mente, em tons de saudades, de uma imaginação impaciente, de sentimentos e verdades, todos coexistentes.

O reencontro consigo — Mais um ano superado entre o fim e um novo início.

Mais um aniversário, novamente ela teve um reencontro consigo — aquela menina de outrora com certeza está muito orgulhosa da mulher que se tornou; permanece com aquele sorriso sincero e com aquele mesmo brilho nos olhos; não se perderam com o tempo.

Então, continua se olhando com amor, nos dias ensolarados e principalmente durante as tempestades, lembrando do seu valor sempre que necessário e reconhecendo O Senhor e a sua infinita bondade em todos os ganhos e aprendizados.

Carrega um coração grato a Deus e o seu espírito livre é feito de entusiasmo, desfruta aquela sensação de dever cumprido até aqui, mas com a motivação indispensável de que ainda não é o fim da sua jornada. Foi mais um ano superado, o início de uma nova etapa.

Pois sabe que viver não é apenas existir, não é só chegar ao destino, é também aproveitar o caminho, almejar novos objetivos, por mais simples que sejam, entre erros e acertos, até o fim em um caminhar contínuo; assim, ela continuará após cada reencontro consigo.

Talvez nenhuma palavra realize, em sentido literal ou não, a expectativa deste reencontro. Tantos dias de espera, tantos planos, sonhos e uma saudade de algo construído somente no coração. Talvez um sonho se encerre na realização. Talvez seja melhor pensar assim. Talvez amanhã eu não lembre do que agora escrevo. Mas, talvez, eu nunca esqueça do que senti.

Inserida por filizzolinha

“O máximo da excelência está na busca do reencontro do ser com o universo de pensamentos, nas ações justas caminhando à ascensão da perfeição”

Inserida por andrediasfrc

Você pode ter sonhado com o momento do reencontro, mas a gente descobre que a única coisa que vai e vem quando a gente quer é o Pensamento.

Inserida por JessicaOliver19

Eu canto pra ver se reencontro você em qualquer melodia,em qualquer sinfonia.Nas entrelinhas de uma letra, em alguma canção.

Inserida por carolissaraujo