Recusa
Talvez seja breve...
A recordação de um sonho...
E um desejo pontuado de estrelas...
Talvez seja breve...
O barulho que fazem os sentimentos...
A lógica do presentimento...
A razão perdida...
A dor da ferida...
Talvez seja breve...
O agora donde se murmura a vida...
A chegada...a partida...
A glória e a ruína...
Talvez seja breve...
A memória acalentada...
Ou a memória sendo esquecida...
Talvez seja breve...
A paixão não correspondida...
O amor jurado ser eterno...
A dor do peito...
O flagelo...
Talvez seja breve...
A falsa ou verdadeira promessa...
O brilho de uma jura...
Feito em dias claros...
Ou na noite mais escura...
Talvez seja breve...
A alegria ou a tristeza...
A maldade de uma língua...
O bem e o amparo de mãos sofridas...
O medo e talvez o desejo do desconhecido...
Talvez mais breve seja o espamo de um grito...
Talvez seja breve...
O tempo que escoa...
A doença que se avizinha...
A morte que clama...
O silêncio que murmura...
O convite ou a recusa de deitar-se na cama...
O momento de se achar tudo perdido...
Mas que não seja breve...
O seu olhar sobre mim...
Seguido por um sorriso...
De que estás a pensar...
1001 maneiras de poder me amar...
Que me alegre...
Que não consegues disfarçar...
E se tudo que foi breve...
Que muito tenha valhido a pena...
Pois é vivendo que se aprende...
E aprendendo que se vive...
Sandro Paschoal Nogueira
Em se recusando as bênçãos divinas resulta em desobediência
e perda total dos seus direitos de cidadania eterna.
Fale e aja positivamente todos os dias com ousadia, recusando ouvir obscenidades, atitudes negativas e pensamentos de derrota de outras pessoas escravizadas por elas.
A gratidão é mais do que um gesto simpático reconhecendo os presentes em nossas vidas. É a recusa teimosa de ser refém do medo e do desespero. Com a gratidão, estamos dizendo ao mundo - e a nós mesmo - que, apesar de tudo, este velho mundo ainda é um lugar lindo. Por mais desesperado que pareça, há sempre, sempre algo por agradecer.
Podemos ser gratos em tempos difíceis, porque estamos sempre perto de Deus.
Então eu Abraço Deus e escolho Agradecer
Felicidade
Para quando a vida lhe ofertar a tristeza ,tente com todas as tuas forças recusa-la ,mantenha
a sua espiritualidade sempre em alta ,à deixar-se abater pelos acontecimentos
melancólicos que no transcorrer de uma vivência ofertam-nos ,lembre-se que muitas outras vidas se sentem felizes quando vê
você feliz .Um espírito feliz percorre e
repercute muitos outros espíritos ,aprenda
a separar suas duas vidas que você tem
a espiritual da terrena ,assim abrira um leque sem fim à inúmeras possibilidades
de vidas ;Pois a vida em sua essência
é indefinida e transmutante.
A alma é o que nega o corpo. Por exemplo, que se recusa a fugir quando o corpo treme, a atacar quando o corpo está com raiva, a beber quando o corpo tem sede.
Quem recusa a disciplina faz pouco caso de si mesmo, mas quem ouve a repreensão obtém entendimento.
Meu coração se recusa a viver batendo devagar e eu prefiro a vida assim. Não que eu queira me apressar, não é essa a intenção, é que essa vida morninha com tudo no lugar não foi feita pra mim. Prefiro a incerteza do amanhã, o frio na barriga do não saber a ter que planejar, até mesmo o meu fim.
Admito ter perdido algumas oportunidades de obter prestígio, poder e bens. Porém me alegro na recusa, pois não saberia responder à consciência o que teria de entregar em troca!
Vai ou fica? Arrisca ou Espera? Aceita ou recusa? Que o destino, de vez em quando, decida por nós. A gente merece uma trégua.
Um fator-chave na perpetuação da supremacia do corpo branco é a recusa de muitas pessoas em sentir uma dor límpida em torno do mito da raça. Em vez disso, geralmente por medo, escolhem a dor suja do silêncio e da ignorância e, invariavelmente, prolongam a dor.
Aquele que se recusa
ser meu amigo, enquanto
me esfarrapo na guerra,
que evite esmolar minha amizade,
depois que eu estiver no trono da vitória.
Dormindo
Nunca encontrei a felicidade dormindo;
A memória se recusa sempre a morrer,
E votei minha alma ao secreto mistério,
Para viver e suspirar de esperança e nostalgia.
Nunca encontrei o repouso dormindo;
Pois as sombras dos mortos,
Que meus olhos acordados nunca saberia distinguir,
Assaltam minha cabeceira.
Nunca encontrei a esperança dormindo:
No mais intenso da minha noite, eu os vejo chegar,
E estender sobre as paredes de profundas trevas
O mais epesso véu do seu triste cortejo.
Nunca encontrei a coragem dormindo.
Onde eu teria podido arrancar um força nova;
Mas o mar em que vago é batido pelas tempestades,
E a onda é mais negra.
Nunca encontrei a amizade dormindo,
Para acalmar a dor e me ajudar a sofrer;
Os olhares da noite são pejados de desprezo
E me deixam abandonada ao meu desespero.
Nunca encontrei o desejo dormindo
Para atiçar o fogo morto do meu coração.
Meu único desejo é atingir o esquecimento
E o sono eterno em que mergulha a morte.
Acasos (Zeroge, 2010)
Um dia a morte há de me chamar para um café —
Não se recusa café.
E se não for assim, eu nem vou.
Ela sorrirá, cansada,
Talvez tome com açúcar, pra adoçar.
Não pretendo dar-lhe trabalho.
Quero só o suficiente
Tenho poucas exigências
Poucos desejos
Pouca vida pela frente
Me enterrem com meus erros,
não quero flores, quero espinhos.
E se chover no enterro, ótimo —
o céu também tem o que lamentar.
Quem quiser, pode rir,
mas com moderação.
Não rezem por mim em voz alta:
tenho sono leve.
Se alguém soluçar demais,
desconfiem: talvez tenha sido ele.
No fim, morri como vivi —
sem entender direito o começo.
