Recados de Amor

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Título: Amor de PAI !
Não faz sentido viver sem amor,
quando sabes que bebes a procura de calor,
nem a vida ou a morte pode descrever a ausência do Senhor,
seja franco não saía do seu amor.

Mesmo
depois
do beijo
de amor
ainda
estou nu.⁠

⁠Em vão tento me reencontrar antes do grande amor da minha vida;
só tem depois.


Há um homem que fui e que já não sei onde encontrá-lo.


Um sujeito que habitava o mundo sem desconfiar que, um dia, outro ser humano lhe alteraria a geografia da alma, deslocando suas certezas, reinventando seus abismos e dando novos nomes às coisas que, até então, julgava conhecer.


Procuro-o nas fotografias antigas, nos lugares onde meus passos ainda não tinham pressa, nas canções que eu ouvia sem imaginar que, um dia, algumas melodias poderiam me devolver a um tempo em que eu ainda não conhecia a saudade de alguém.


Mas tudo me escapa…


É como procurar o rio antes de ele descobrir o mar, como tentar encontrar a semente depois que a árvore já aprendeu a conversar com os ventos.


O amor, quando é grande, não apenas nos acontece: ele nos modifica.


E talvez seja essa a sua mais profunda crueldade — ou a sua mais extraordinária beleza.


Porque, depois dele, já não somos inteiramente donos daquilo que éramos.


Há em nós uma nova linguagem, uma sensibilidade que desconhecíamos, uma espécie de eternidade que passou a caber nas coisas breves.


Antes, eu julgava conhecer a solidão.


Hoje, sei que existe uma solidão anterior ao encontro e outra, inteiramente distinta, que nasce quando alguém nos ensina a dimensão da presença.


A primeira é um quarto vazio; a segunda é uma casa inteira que ainda guarda o cheiro de quem partiu, ou a memória de quem permanece, mas já não cabe nos mesmos gestos de outrora.


E o mais intrigante é que não sei se desejo, de fato, reencontrar aquele homem que fui.


Talvez eu sinta falta apenas da sua ignorância.


Da maneira como caminhava, sem saber que certas pessoas chegam para nos transformar em perguntas.


Da inocência com que acreditava que o coração era uma morada estável, quando, na verdade, era apenas uma casa à espera de alguém que lhe mudasse as paredes de lugar.


Quem ama profundamente perde, em alguma medida, a possibilidade de voltar a ser quem era.


Não porque o amor nos roube a identidade, mas porque nos revela dimensões de nós mesmos que, uma vez descobertas, já não podem ser desabitadas.


É como conhecer o oceano e tentar, depois, convencer-se de que uma poça d'água basta para explicar o mundo.


Talvez seja por isso que o passado me pareça cada vez mais distante, embora continue tão perto.


Não porque os anos tenham crescido entre mim e aquele que fui, mas porque a experiência abriu um abismo na memória.


O homem de ontem e o de hoje compartilham o mesmo nome, o mesmo corpo, talvez os mesmos olhos; contudo, entre um e outro, existe um acontecimento que não pode ser desfeito: eu amei.


E amar, quando o amor alcança as alturas, é permitir que a existência nos reescreva por dentro com uma tinta que não aceita borracha.


Às vezes, penso que amadurecer é justamente aprender a conviver com essa impossibilidade de retorno.


É compreender que certas portas não se fecham atrás de nós: elas desaparecem.


E, quando olhamos para trás, já não encontramos a entrada, mas apenas a paisagem transformada pela distância.


O que fazer, então, com essa nostalgia de alguém que ainda somos, mas que já não conseguimos ser?


Talvez seja necessário parar de procurar.


Parar de exigir que a vida nos devolva intactos aquilo que ela própria precisou transformar para nos fazer crescer.


Há uma vaidade escondida no desejo de permanecer o mesmo, como se a nossa versão anterior fosse mais legítima do que aquela que sobreviveu aos encontros, às perdas, às descobertas e às contradições.


Não era melhor, necessariamente, o homem que fui antes daquele amor.


Era apenas um homem que ainda não sabia quase nada da vida.


E há coisas que somente a experiência ensina, embora o preço dessa aprendizagem seja nunca mais podermos olhar para o mundo com os mesmos olhos.


Hoje, compreendo que a vida não é uma estrada que nos permite voltar ao ponto de partida para corrigir o percurso.


É uma travessia em que cada encontro altera a paisagem e cada despedida modifica o significado da chegada.


Por isso, já nem procuro recuperar quem fui.


Procuro compreender quem me tornei.


Talvez o verdadeiro reencontro não consista em regressar ao passado, mas em reconciliar-me com todas as versões de mim que precisaram desaparecer para que eu chegasse até aqui.


O menino que eu era merece ternura, não resgate.


O homem que sou merece compreensão, não condenação.


E aquele que ainda serei merece a liberdade de não precisar justificar-se eternamente pelas marcas que carrega.


Porque o amor não deveria ser medido apenas pelo tempo em que alguém permanece ao nosso lado, mas também pela profundidade com que transforma a nossa maneira de existir.


Há amores que se tornam presença; outros, memória.


Alguns nos oferecem um lar; outros nos ensinam que até aquilo que chamávamos de lar pode mudar de forma.


Mas todos os grandes amores, de alguma maneira, nos obrigam a rever a pessoa que acreditávamos ser.


E talvez a tragédia não esteja em não podermos voltar a ser quem éramos, mas em passarmos tanto tempo tentando regressar que nos esquecemos de viver quem somos agora.


Em vão tento me reencontrar antes do grande amor da minha vida; só tem depois.


E, se só tem depois, que eu aprenda a habitá-lo.


Que eu não transforme a saudade numa prisão, nem a memória num tribunal onde condeno o presente por não se parecer com o passado.


Que eu compreenda, enfim, que não preciso recuperar o homem que fui para honrar a história que vivi.


Porque há um tempo em que a vida nos pertence como possibilidade, e outro em que ela nos pertence como consciência.


Antes, eu tinha a inocência de quem ainda não conhecia a profundidade de certas águas.


Depois, tenho a lucidez de quem já mergulhou e sabe que nunca mais será possível confundir a superfície com o fundo.


E, no silêncio de tudo aquilo que mudou, começo a suspeitar que talvez não tenha perdido a mim mesmo.


Talvez eu apenas tenha deixado de caber na definição que, um dia, fiz de quem era.


Afinal, existem amores que não nos afastam de nós mesmos; afastam-nos apenas da ilusão de que já nos conhecíamos por inteiro.


E, se antes de você eu era uma história ainda por acontecer, depois de você me tornei também a consciência de tudo aquilo que uma história pode fazer com um homem.


Não posso voltar...


Não porque o passado esteja longe demais, mas porque já não sou aquele que poderia habitá-lo.


Resta-me seguir, levando comigo o que fui, acolhendo o que sou e aceitando que o futuro não me deve a devolução de nenhuma versão já esquecida.


Porque a vida, em sua sabedoria silenciosa, não nos concede o privilégio de sermos os mesmos depois de conhecermos o extraordinário.


Concede-nos algo talvez mais difícil: a oportunidade de continuar existindo depois de termos sido profundamente transformados.


E talvez seja esse o verdadeiro sentido de amar: descobrir que não há retorno à pessoa anterior, mas ainda há um mundo inteiro a ser vivido pela pessoa que nasceu depois.

⁠Jogo de Manipulação

Quando você plantou
a insatisfação com
a minha aparência,
por amor busquei dar razão.

Depois de um tempo pude
perceber que você através
do silêncio e da ofensa
queria devorar o meu juízo.

A boa educação, o gênio
doce e a minha boa-
foram subestimados por
você que implodiu todas
as pontes de diálogo comigo.

O quê vivi com você não
foi um relacionamento,
foi um pesadelo e puro
jogo de manipulação.

Não há mais milagre
que cure em mim o quê
você fez comigo,
Você nasceu para ser
o seu próprio castigo.

Cada péssima lembrança
tua e sempre que tentar
se reaproximar só penso
em dar passos em direção a Lua.

E se a Lua eu não conseguir alcançar,
ao menos moro num lugar
que dá para correr para as montanhas
sempre que tentar se reaproximar.

A Ferro e Fogo


Enquanto doer é amor, mas...,
Depois passa.


Márcia A. Prazeres

Es imperativo sentir

El amor necesita mirar
El amor necesita deseo

El amor necesita un abrazo
El amor necesita calidez

El amor necesita cuerpos
El amor necesita disfrutes

El amor necesita luz
El amor necesita sombra

El amor necesita sol
El amor necesita lluvia

El amor no necesita ruido
El amor necesita silencio

Carlos Vingnom, "O espanhol"

O céu está velado por nuvens - pardacento,
e a lua, esta tirou a noite para chorar
por seu amor, o reio sol.


Marcelo HB - Astros

Diferente do furtivo, o verdadeiro amor nasce quando, diante do espelho e sem máscaras, admitimos que nos sentimos atraídos por esta imagem límpida, pura e genuína, apesar de todas as nossas sombras - nos reconhecemos em verdade e essência.


Marcelo HB

Completude do ser

Amor não é encaixe, mas expansão.

Marcelo HB

Asas do amor (Texto poetico)

Numa vida repleta de grandezas, que não a materialidade das
coisas, vãs são todas as outras que aprisionam sua liberdade,
podando-lhes as asas para que se esqueçam de poder voar.

Quando você ama, não deseja podar asas, mas cuidar destas;
traçar novos voos e, junto, também voar. Se, no momento do
voar, esquecem-te, após ajudar a cuidar das asas, não é amor
que tens - então, é o momento de voar sozinho mais uma vez,
e mais quantas vezes não valorizarem e cuidarem também
de vossas asas.

Amar é isso; deixar voar e voar junto na mesma direção.
Há, com toda certeza um pouco de sonho e um pouco de
poesia neste escrevinhar, mas nada absurdo para quem
consegue simplesmente enxergar e ver além de
suas próprias asas.

Marcelo HB

Voo do Regresso

O amor não morre, ele apenas muda de tom.
Deixa o fogo que queima e vira farol:
guia manso, atento, sutil e bom.

Para o peito cansado de novo se abrir,
as asas não têm pressa, promessa ou refrão.
O afeto renasce no passo que sabe aonde ir.

Menos urgência, mais direção.
Sem o vento heróico da antiga paixão,
mas com o gesto maduro que sabe cuidar.

Cessa o exagero, o drama, o rascunho.
O amor agora se escreve com calma,
na lógica exata de quem cura a alma.

Marcelo HB

De pele

"A única guerra onde tudo é permitido
é a do amor - aquela feita na cama ou
despretensiosamente numa
parede da sala."

Mário Sérgio

Coração de Espelhos

Amor é:
Poesia, aconchego,
Direcionamento, presença,
Segurança, simplicidade,
Urgência, persistência,
Reciprocidade, lembrança,
Verdade, compromisso...
É o que deve ser!

É onde reside o amor:
Uma caminhada difícil
Para os que se honram
E retribuem,
Espontaneamente,
O que lhes é oferecido
Quando se ama verdadeiramente.

Olhe para dentro,
Revisite-se sem medo,
Aceite erros como acertos.
Talvez consiga entender
Os que partem também por amor —
O próprio.

Nenhum amor precisa ser eterno para ser verdadeiro; ele dura o tempo exato de ensinar e acolher o que a alma precisa aprender. Muitos desejaram criar raízes, mas poucos realmente ficaram nesse "para sempre" poético. Afinal, viver um amor não é fácil como nos contos ou nas poesias líricas; exige doação, abnegação, acordos e, principalmente, fé no que se está vivendo — desvinculando-se de tudo o que já se viveu para, enfim, viver o novo: um amor renovado.

Marcelo HB

Vó Margarida


Beijo na testa é carinho, aconchego e amor.
Aprendi isso com minha avó, que, após dar
sua bênção e ter o dorso da mão beijado,
retribuía com este gesto: um beijo na testa.

Por hoje Senhor, Teu Perdão e Teu Amor. Amém!

O Amor


"O amor é uma emoção profunda e um forte
sentimento de afeto e conexão que faz com
que uma pessoa deseje o bem e a
felicidade de outra."


Gemini Google


Esquecemos o caminho!

Simplesmente porque Teu Amor me guia.

"Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito."


Colossenses 3:14

"Não basta dizer, é preciso sentir amor, a maior das nobrezas."


O Duque

O Manjar


"Na mente,
na carne,
n'alma...


Um amor nada tira;
Rejuvenesce o velho,
experencia a perseverança,
alimenta a fome do coração."


Mário Sérgio