Recados de Amor
Amar de verdade é se desarmar por inteiro e saber que a própria pele fica exposta ao vento mais frio.
Há uma solidão profunda em amar com alma: a certeza de que poucos compreendem a gravidade de um afeto que não pede nada em troca.
Amar de verdade é aceitar que a felicidade do outro importa mais do que a sua posse, mesmo que o custo seja o silêncio e a distância.
Amar de verdade é ter o coração partido pela própria capacidade de sentir tanto em um mundo que se contenta com tão pouco.
Amar de forma pura é aceitar a vulnerabilidade de estar totalmente exposto, sabendo que a mesma porta por onde entra a luz é a que deixa passar o frio.
Amar profundamente é carregar uma saudade que não cobra nada, um sentimento que prefere a dor da ausência à facilidade do esquecimento.
A maior prova de amar de verdade é quando a alma dói de tanto sentir, e ainda assim, o coração se recusa a se fechar.
Dói amar de verdade porque o afeto autêntico exige uma honestidade implacável com a própria alma, sem espaço para distrações ou mentiras confortáveis.
"Eu amo você, da mesma forma que o sol ama a lua; da mesma forma que o céu amar o mar e da mesma forma que os meus pulmões precisam de ar para respirar."
Ass: Mannu Viana Rios
Amar com alma é sofrer por antecipação, pois a própria intensidade do sentimento torna o mundo um lugar frágil demais.
Amar com pureza é transformar o sentimento em força para fazer o bem, guardando no coração um carinho sincero que não cobra nada em troca.
A pureza de amar está em contemplar o bem-estar de quem se ama com a mesma paz com que se admira o brilho de uma estrela no céu.
Viver é amar
Mas amar a quê?
Amar a verdade
Não somente
O conhecimento da verdade
Amar a verdade sobre você
E ter a consciência leve
Compreenda que nem tudo é permitido
A maior verdade da vida
É que a vida é muito breve
Amar ao silêncio
Ouvir a voz do vento entre as folhas
O suave movimento
da aranha que tece a teia
Amar ao emaranhado
da história da sua vida
Enquanto vai sendo tecida
Amar a solidão
Que te faz amar a cada companhia
Amar a luz e a escuridão
Pois cada coisa tem tempo e lugar
Amar ao amor de Deus
Pois só assim se pode ouvir a Deus
Na luz
Na solidão
Na teia que foi tecida
Amar ao tempo que passou
E aprender a não mais lamentar-se
Amar a paz
Aguardar com serenidade
A surpresa que haverá
Ela vem na certeza que há
de um dia, um desenlace
Feliz ou não
Eis aqui toda a importância
de saber amar
A essa vida que não nos pertence
E que há de se apagar como uma vela
Pois um dia
Todo mundo vai ter que prestar as contas
Sobre ela.
Edson Ricardo Paiva.
