Recados de Amor
Meus olhos pararam sobre uma parede branca e de repente começou-se a desenhar suas linhas perfeitas
O transbordar dos seus cabelos sobre os seus ombros
Então percebi que o desenho não se formava na parede
Acuso você do roubo da minha paz, do roubo da tua presença, mais do que tudo da morte da minha existência
O teu desordenado abandono me fez sentir a brisa em um porto silencioso, onde ouço as minhas preces... estas que não são mais pedidos, mas o respirar da minha saudade
Afasta-se de mim medo, se transforme na paz que mereço, não mais poderá roubar de mim minha paz, porque a paz que eu tenho agora é a visão dos seus traços perfeitos.
Na vida temos de fazer alguns sacrifícios para nossos sonhos realizar, o caminho não fácil, mais e gratificante
Só queria sua boca
Queria essa troca que ocorre
Quando nossos lábios
se tocam.
Queria você em mim
Queria tocar seu rosto levemente.
Sentir sua respiração e sua alma
Queria te beijar e me reiniciar em você.
Seus lábios me renovam,
Seus lábios me aquecem
É uma pena
Lábios deliciosos e poderosos
Mentirem tão bem
Até o fim
Vou tentar lhe dizer
O quanto você foi pra mim
Tudo o que você fez
Vou guardar até o fim
Mesmo que não possa ver
Pelo menos tente enxergar
Aconteça o que acontecer
Aqui vai estar.
Você até o fim
Vou guardar pra mim!
INSÔNIA
O vento frio da madrugada é testemunha certa do fim. De um lado para o outro me encontro inquieto, pensando sobre a existência. Olhos cansados de toda essa humanidade insolente. E sorriso falso de fingir estar sempre contente com a vida.
A cada linha, uma pausa para reflexão. Escrever poemas sobre a vida que levo, sem dúvidas parece ser tudo em vão.
A madrugada está fria.
Meus pensamentos, como as nuvens, pairam sobre o mar,
Ouço sua poesia de sons...
Meu sono navega em meio às culapadas, à procura da calmaria...
Passa das três, ela deve estar dormindo
Procuro a constelação de Órion, o caçador e seus dois Cães...
As estrelas brilham cintilantes, como refletissem a beleza dos seus olhos...
Passa das três, e no balanço das ondas deixo-me levar...
no conforto do travesseiro, meu parceiro, que tudo sabe.
É ele que sopra os versos enquanto sonho...
São oito e oito. A contragosto, do sonho desperto.
Mesmo acordado, continuo enamorado,
Perco-me subitamente nas curvas do riso daquela pequena...
Sem perder-se da vigília o coração pulsa...
A razão estremecida de vaidade, ergue e revela-se:
“Acorda-te, já te perdestes de novo?
Essa alma de poeta, coloca amor e paixão em tudo...”
Olhar quimérico, complacente,
Vejo a pedra sob a cachoeira,
Impacta sobre ela a pressão das águas,
Com o tempo ela muda,
Torna-se resvaladiça, lapida-se!
Se ela pudesse, sairia dali?
Se saísse, continuaria mudando?
Voltaria a ser bruta?
“Desadormece-te poeta desta abstração!
Ama e observa a natureza,
Pertences a ela, pertences a ti...
Sinta o perfume das flores,
Senta-te na sombra da figueira,
Fica aqui, no alto rodeado de verde,
Observa lá longe e sem saudade
Os muros de concreto que a humanidade tanto ama”!
Paulo José Brachtvogel
O respeito é base para relacionamentos sólidos e duradouros, sendo gerador de sensações de solidariedade, gratidão e amor, assim como de atitudes como o cuidado e a empatia.
Se viver do seu jeito, vão achar que você não é normal, e se não viver, também. Por tanto, o melhor a fazer, é ser quem você é.
Eu escolhi ser verdadeira.Não importam as dores. Elas nos espreme e passam. O tempo cura, o recomeço chega. No meu dia a dia o olhar é sincero, as angústias são presentes, as decepções existentes.Te desejar o bem é a estranha maneira de eu ser resiliente. Sorrir é minha forma de compartilhar a vida. É assim que consigo repaginar o tempo, e é assim que eu acredito no amor.Esse tal de amor dói, mas vou sempre reencontrá- lo no caminho. Os detalhes, os fracassos, a alegria ajudam fortalecer. O amor suprime qualquer tempo, em qualquer lugar.O amor é a poesia dos meus sentidos.
Versos livres:
Porque é que o estro me disseste
Agora e não noutro minuto
Se as trovas que, outrora, me deste
Deixaram o meu poetar de luto?
Se tudo era apenas uma miragem
E o tempo era apenas uma rima
Então, que me traga coragem
Na poesia, e não enigma...
Nem roupagem!
[...] só os afetos e a emoção
Hão de vir inspirar-me maior
A poemas, basta-lhes a ilusão
Aos poetas, basta o amor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14/04/2020 – Cerrado goiano
Paráfrase Pedro Homem de Mello
