Realmente Nao sou Perfeita nem Dona da Verdade
O ponto em que uma discussão verbal tem 99% de chances de passar para o ataque físico: Por a mãe no meio
Na mitologia Grega, Pandora foi a primeira mulher que existiu. Recebeu de cada um dos Deuses um a graça, de outro a beleza, de outros a persuasão, a inteligência, a paciência, a meiguice, a habilidade na dança e nos trabalhos manuais. Hermes, porém, pôs no seu coração a traição e a mentira. Foi feita à semelhança das deusas imortais como um castigo de Zeus aos homens por uma “treta” com Prometeu. Enfim, casou-se com Epimeteu que tinha em seu poder uma caixa que havia ganhado dos deuses, esta continha todos os males (a caixa de Pandora). Avisou a mulher que não a abrisse. Pandora não resistiu à curiosidade abriu e os males escaparam. Por mais depressa que providenciasse fechá-la, restou apenas um único: a esperança. E dali em diante, foram os homens afligidos por todos os males.
A esperança estava na caixa como um mal, o que é de se refletir, a esperança podia ser interpretada como um mal por fazer as pessoas acreditarem ou terem a sensação de que podem controlar o futuro, e ao pensar que se pode controlar o futuro isso pode se tornar um perigo por agir com ilusão.
A esperança seria afinal algo bom ou algo ruim?
A única coisa que seu é que a esperança é fascinante por se tornar um dilema, ela pode ser boa e pode ser ruim, dependendo não dela, mas de quem a usa.
Talvez esse seja o problema de algumas pessoas, deixarem guardados sentimentos importantes no lado de dentro. É mais simples guardar. O corpo, o físico, é o que, nesse caso, deveria proteger os sentimentos, mas não sei com que eficiência isso acontece, dizem que o amor vem com o tempo, o que facilmente vem com o tempo é o comodismo. Sendo ao contrário, se os sentimentos protegendo nosso corpo, quantas feridas a menos teríamos? Que os sentimentos me protejam, e não eu proteja mais meus sentimentos.
Se a ordem da aproximação, da conquista fosse o conhecer, o tempo, o carinho, a amizade, o saber, se importar, sentir. O sentir… Sentir a saudade, sentir a vontade, a segurança, a confiança, deixar-se primeiro se envolver em sensações não em braços, presenciar, apreciar a timidez na fala no jeito de um olhar, não se deixar levar direto ao olhos fechados em busca de lábios, curtir a expectativa de novas descobertas a cada palavra, ouvir e escutar, observar atentamente a boca que diz, não atropelando a boca que apenas beija. O calor de um toque inocente ao corpo, o frio na barriga de um encontro inesperado, o constrangimento do acaso, a cara de besta, a sensação de ter agido como não deveria. Todos os pensamentos inquietos até quem sabe a proximidade, a intimidade, e finalmente com todas as certezas ao corpo. Gentilezas e mais gentilezas, deixar-se envolver-se em gentilezas, sem melodramas, sem confundir o romance com melosidades dramáticas, o valor dos pequenos gestos, dos cuidados, da importância em atitudes mais duras, até mesmo no amargo, as gentilezas.
É preciso um tempo, dos tempos de se apaixonar, que está passando, o tempo do romance parece que se acabou. O rápido, o fácil, o breve… o amor não deveria ser tão “moderno” primeiro se beija, depois se pergunta o nome. Sentimentos? Sensações? Emoções? O que requer tempo, pelo visto, está perdido no tempo, atropelado num tempo em que o físico, os fáceis e meros prazeres da carne é que estão em primeiro. Não temos tempo para o romance. Não temos tempo a perder, só temos sentimentos. Não, não temos. Tememos.
As pessoas tem medo de pensar porque confundem pensamentos com desejos. Pensamento está muito mais ligado a imaginação do que ao desejo, e imaginar é ser livre, até mesmo para descobrir quais são seus mais profundos desejos, depois de imaginar se houver o sentimento do desejo, isso é que pode ser perigoso. Já imaginou?!
Eu gosto é dessas sensações de destino. De olhar alguém pela primeira vez e sentir que algo mudou, que algo vai partir, porque alguém acaba de chegar.
Ninguém se afasta de alguém porque quer que a outra pessoa a esqueça, a gente se afasta de alguém quando a gente quer esquecer, a gente quer tirar da cabeça, ou pelo menos tentar. É muito "bonito" dizer que está fazendo isso pensando nos sentimentos e no que é melhor para o outro, mas francamente, isso é para nós mesmo.
DIZ UMA LENDA…
Diz a lenda que havia uma princesa, ou melhor uma jovem, que havia sido enfeitiçada por uma bruxa muito malvada, ou era uma amiga invejosa, bom, não vou me apegar aos detalhes, mas enfim, ela teve seu coração arrancado, aprisionado num baú que foi guardado na masmorra mais alta, do castelo mais alto, da montanha mais alta, ou seja, era alto pra caraleo véi… Então a bruxa deu a chave de volta a moça, e disse que seu coração só poderia ser salvo pelo seu amor verdadeiro, e quando ela tivesse certeza de ter encontra-o entregaria a chave a ele com a missão de resgatar seu coração.
Assim foi por muito tempo a jovem procurando seu verdadeiro amor, mas sem coração os critérios ficaram bem rigorosos para se encantar por alguém. Flores, jantares, elogios, músicas do Bon Jovi, um corpo sarado, nem um príncipe encantado, que ficou doce e andava de cavalo amarelo, foi capaz de ganhar a confiança da jovem e receber a chave. Até que um belo dia, porque esses dias sempre são belos, apareceu um rapaz diferente, educado, que sabia conversas, gentil, que lhe ofereceu atenção, e todo seu tempo a escutar sobre a pobre vida da jovem até então. Encantado pela história e pelo belo par de… olhos azuis da moça, que muitas vezes pareciam estar abaixo do pescoço dela, o jovem se empenhou em ganhar a confiança e assim conquistar a chave para tentar resgatar o coração e ser seu verdadeiro amor.
Passado mais alguns dias de convivência a jovem estava já a se decidir em entregar a chave a esse rapaz tão misterioso, e tão diferente de todos que ela já havia conhecido. Ao tomar a decisão mais difícil de sua vida, a jovem resolve entregar a chave ao rapaz, que muito feliz e surpreso disse que voltaria muito em breve com seu coração para viverem o tão sonhado amor e felizes para sempre.
Durante o caminho o jovem foi surpreendido pelo guardião da torre, um ser meio vaca, meio perereca. Ao tentar confrontar o animal ele foi hipnotizado pelo som que saia de seu celular, parecia ser uma música mas não era, era funk. Então esse monstro metade vaca, metade perereca, dançava loucamente até o chão, chão, chão, chão. Hipnotizado e duro, o jovem foi uma presa fácil para o animal que comeu seu cérebro e chupou sua cabeça, várias e várias vezes como se fosse uma profissional.
Assim, a chave se perdeu. A pobre jovem perdeu sua esperança de ter seu coração de volta, perdeu a confiança em acreditar de novo em alguém, e não suporta nem ouvir falar do animal metade vaca, metade perereca. Depois de tanto sofrer, e de tanta decepção ela sumiu pra longe, para um lugar onde não precisasse mais de um coração para viver…
Dizem que ela hoje vive na internet, e algumas vezes é possível reconhecê-la postando frases de Caio Fernando de Abreu em redes sociais com a esperança de que alguém vá encontrar sua chave e conseguir enfrentar o monstro metade vaca, metade perereca . Pobre jovem.
o caminho do autoconhecimento no começo parece desconfortável.
é difícil se acostumar à ausência de pessoas te dizendo o que fazer ou não quando você foi ensinada que o amor é sobre barulho.
é difícil se encontrar consigo própria quando todos pedem pra você ter sempre alguém.
mas por que viver procurando por outra pessoa se você está aqui e esse é o maior encontro de todos? o mais bonito.
no começo, ir de encontro a si mesma é como entrar no mar gelado. o corpo estranha, a pele resseca, parece solitário... mas todo processo de autoconhecimento também é. no começo, você chora porque defronta velhos traumas, antigos hábitos e expectativas que estão morando aí dentro e que precisa resolver. às vezes é sobre você ser menos dura, menos exigente, mais amorosa consigo própria. às vezes é sobre se priorizar; aprender a amar e honrar a própria companhia; olhar o outro apenas como alguém que pode se juntar a esta jornada contigo, não ser responsável por ela.
pois ninguém é responsável por te levar pro mar. ninguém é responsável por absorver você da solidão. ela é sua, aceite-a. como presente da vida te dizendo: “cresça um pouquinho mais”. ou então: “compreenda-se mais profundamente”.
Hoje vim contar a vocês o porquê do meu nome ser "dona solidão" Bom tudo começou no meu pré ou seja quando eu era pequena, meus pais brigavam muito , na escola nem todos GOSTAVAM de mim, bom quando eu troquei de escola , fui pro 6 ano , sala mais cheia , mais pessoas , pensei que podia fazer grandes amigos , afinal fiz um que levo pra vida , talvez esse texto entregue quem eu sou , no 7 ano fui fazer um trabalho de entrevistar grandes frutos da nossa cidade e ninguém queria fazer grupo comigo porque eu era grossa ou seja sofria bullying uma coisa comum no mundo que vivemos mesmo com todas dificuldades eu fiz sozinha assim mesmo
Fiz minha entrevista com o irmão do Moraes Moreira , fui uma entrevista muito boa pude aprender tudo com ele , uma das coisas que a vida me ensinou é que nem todo mundo é seu amigo e eu aprendi da maneira mais cruel o possível , e ninguém se importava em perguntar se tava tudo bem , bom eu tive um tempo difícil em que eu não queria sair de casa , não queria desabafar , eu ia até em psicólogos teve uma muito boazinha mais não vou citar nome então... daí pra cá não conseguia mais respirar de tão chato que tava minha vida , Então comecei a escrever e deixar o nome "dona solidão" no final dos textos
Porque me sentia sozinha , e não queria que ninguém soubesse que eu estava mal
Porque meu lema era fazer os outros sorriem e acabei esquecendo como ser feliz , como sorrir novamente , como acreditar de novo, minha paixão por escrever textos e a música me fizeram continuar .
Ser importante pra você
pra você se importar comigo...
e então eu vou saber
que tudo isso que eu sinto
vai valer...
Pode tentar achar Mil motivos
pra tentar me odiar, pra tentar me esquecer,
pra fingir, pra enlouquecer.
enquanto apenas um motivo não
me deixa levar pelo que parecer ser...
o sentimento que guardo,
o seu olhar no meu.
Quando é tempo de ter idade?
quando somos imaturos ou velhos de mais
para cometer erros,
para chorar,
para amar,
para arriscar,
para se arrepender,
para começar...
não há idade certa para isso,
faço o tempo se adequar.
Só eu sei o quanto
já corri de mim e mesmo assim
me sinto no mesmo lugar,
com os mesmos pensamentos,
as mesmas vontades, os mesmos medos,
diferente apenas ao ver que
tenho mais lembranças
do que não existiu.
Através de quem vê
A presença que muda o brilho no nosso olhar,
o sentimento que se reflete aos olhos de quem sente,
o amor é mais lindo, a vida é mais bela,
mesmo cegos.
