Realmente Nao sou Perfeita nem Dona da Verdade
-sou feliz?
sou sim
-sou como?
sou só
só não
só meu
só seu
só nós
-sou importante?
sou oque importa
-sou duro?
sou rocha
-só então?
só eu
só alguém
só tudo que me cabe
Eu sou assim,
Quem quiser gostar de mim,
Eu sou assim.
Meu mundo é hoje,
Não existe amanhã pra mim.
Eu sou assim,
Assim morrerei um dia.
Não levarei arrependimentos
Nem o peso da hipocrisia.
Não sou modelo de comparação pra ninguém! Sou único, sou errado. Sou fogo e sou pedra. O grito da instrospecção, o silêncio dos inocentes.
Sou sangue nas veias, sou lágrimas no chão. Eu mordo.Eu morro.Eu sofro.Eu choro e TALVEZ eu imploro, por dias melhores.
Porém, também sou beijo e sou abraço. Sou o afago leve em sonolência, sou a dor de um prazer. Sou o frio que esquenta. Sou extremo, na dor e no amor. Sou base e sou topo. Nessa vida, tudo TOPO. Sou o que se merece. Ou talvez não o mereça.
Do que eu fui, apenas lembranças restam; o que sou, não existe palavra que descreva; o que serei, nem a na mais louca alucinação conseguirá descrever
Nasci em 1976, na Alemanha, mas sou lusitano e escrevo quando o silêncio já não chega.
Penso sobre identidade, tempo, sombra,
e sobre a estranha nobreza que persiste no imperfeito.
Vejo-me como uma figura quixotesca,
uma espécie de poeta da triste figura,
não por heroísmo, mas por partilhar a teimosia dos valores,
a lucidez da honra
e a coragem de enfrentar os meus próprios gigantes…
e ilusões.
Não procuro glória.
Escrevo para dar forma ao que, de outro modo, me consumiria.
Veem-me cinzento.
Mas não é por falta de cor —
é por não pintarem devagar.
Não sou o que mostro.
Sou o que seguro para não cair.
O que calei para não ferir.
O que deixei por dizer
para não gastar palavras em vão.
Aprendi a vestir sombras
com a dignidade de quem sabe
que até a noite tem camadas.
Ergui castelos no ar
com mapas rasgados.
Com linhas tortas, sim,
mas desenhadas com silêncio aceso.
Não procuro a luz para brilhar…
prefiro arder por dentro
a que me apontassem o fogo.
E quando me tentam convencer falsamente
que o mundo é preto ou branco,
guardo as cores no bolso.
Não para esconder —
mas para aqueles que as querem mesmo ver.
Sou feito de todas as coisas
que não se veem à primeira.
De silêncios que gritam.
De memórias que ainda não aconteceram.
De palavras que nasceram antes da boca.
Não preciso de ser lido.
Mas se me lerem, que não me distorçam.
Procurem a cor, não as trevas.
As que tremem.
As que resistem.
As que sou.
E você disse que eu faço o tipo misteriosa e eu achei engraçado pois não sou o tipo de mulher que faz tipo. Mas naquele noite descobri que talvez você faça o meu tipo.
Veem-me cinzento.
Mas não é por falta de cor —
é por não pintarem devagar.
Não sou o que mostro.
Sou o que seguro para não cair.
O que calei para não ferir.
O que deixei por dizer
quando me disseram que já não havia tempo.
Aprendi a vestir sombras
com a dignidade de quem sabe
que até a noite tem camadas.
Ergui castelos no ar
com mapas rasgados.
Com linhas tortas, sim,
mas desenhadas com silêncio aceso.
Procurei luz sem a pedir.
Preferi arder por dentro
a que me apontassem o fogo.
E quando me disseram que o mundo era
preto ou branco,
guardei as cores no bolso.
Não para esconder —
mas para que alguém as quisesse ver.
Sou feito de todas as coisas
que não se veem à primeira.
De silêncios que gritam.
De memórias que ainda não aconteceram.
De palavras que nasceram antes da boca.
Não preciso de ser lido.
Mas se me lerem, que não me distorçam.
Procurem a cor, não as trevas.
As que tremem.
As que resistem.
As que sou.
Tenho aprendido tanto que, se me perguntarem quem sou, digo que não me conheço. Sou metade humano, outra metade tropeços.
Com a autoridade de quem conhece o próprio processo, não revido as injustiças, pois sou como a uva e o leite: o que para alguns pareceu humilhação, para minha mente empreendedora foi a etapa de cura e transformação. Onde me negaram equidade, eu cultivei a perspicácia de saber que, enquanto eles permanecem os mesmos, eu me transformo em vinho, em borboleta e em valor que o tempo só faz aumentar
Às vezes penso
e chego até a acreditar
que eu não posso me conter...
sou limitadíssima
para a imensidão
que a minh'alma
recolhe em si...
e talvez
por isso...
me transbordo
em derivados
de partículas de essência...
✍©️@MiriamDaCosta
Sou feita de coragem tímida
e de timidez corajosa.
A minha coragem
não sabe, e tampouco necessita,
gritar, espernear, brigar, atacar...
Ela dispensa o espetáculo,
rejeita o barraco,
não se alimenta de plateias
nem de aplausos ruidosos.
A minha coragem
age em silêncio,
sustenta-se de coerência,
permanece inteira
mesmo quando ninguém vê.
E a minha timidez
não conhece o medo
nem a insegurança.
Ela desconhece o exibicionismo,
não precisa se expor para existir.
A minha timidez é escolha,
é recuo consciente,
é abrigo do essencial,
é a dignidade de quem sabe
que nem toda força
precisa ser anunciada.
Sou essa contradição harmônica,
quem caminha baixo
mas não se curva
e paira alto,
quem fala pouco
mas não se omite
e diz o necessário,
quem escolhe emudecer
quando dialogar
não tem valor,
quem é silêncio por fora
e convicção por dentro.
✍©️@MiriamDaCosta
Devo minhas flores
ao meu constante regadio....
Sou rio que não cessa
mesmo quando a seca
ronda minhas margens...
Carrego no corpo da alma
a memória da terra dura
das rachaduras
que me exigiram
sangue, suor e lágrima...
Mas é no gesto insistente
de me regar por dentro
que brotam raízes firmes
e pétalas indomáveis
em cores que nem a noite
consegue apagar...
✍©️ @MiriamDaCosta
Enquanto metade de mim
escreve...
a outra metade
me lê
e me descreve...
Eu não sou escritora,
eu Sou escrevendo...
Eu não sou poetisa,
eu Sou poetizando...
✍©️@MiriamDaCosta
Não! Não é um bom dia.
E não sou pessimista!
É a realidade que é PÉSSIMA
O Fascismo está AQUI e AGORA arrombando as portas e as janelas da Nossa Amada e Idolatrada Patria.
Grande parte do povo brasileiro está demonstrando imaturidade e irresponsabilidade ao banalizar a importância do voto, usando esse dever coletivo como direito individual de contaminar com o Ódio a Consciência Social . Eu JAMAIS iria imaginar que o Nosso Povo fosse tão inconsciente e cruel consigo mesmo. Eu que escrevo... e que às vezes sou metida à pensadora/filósofa e poetisa... tenho receios que a minha escritura venha á ser controlada... censurada por esse panorama FASCISTA e DITATORIAL que está se apresentando com toda a sua arrogância, prepotência e crueldade. Tempos sombrios... reflexo de mentes e corações sombrios.
Temos uma chance no próximo dia 28/10 !!!
Uma única chance para evitar que o resultado dessas eleições não venha á ser pior do que está sendo com a ABERRANTE eleição de alguns "respeitáveis" Senadores, Governadores e Deputados Estaduais e Federais.
Uma chance para evitar o pior.
Escrevo porque não sou
muito propensa a falar
e porque escrever
é a forma que encontrei
de me manter sã
em um mundo doente.
Escrevo porque a fala me fere,
me atravessa,
me expõe demais
num mundo quase surdo.
Escrevo para não adoecer
junto de um mundo enfermo
que normaliza a loucura
e estranha quem ainda sente.
Escrevo porque o silêncio
me entende e traduz
melhor que a voz.
Escrevo para permanecer inteira
enquanto o mundo
adoece de si mesmo.
✍©️@MiriamDaCosta
Não quero estar
em nenhum lugar
que não seja em mim,
porque sou raiz
e asas ao mesmo tempo.
Porque já me exilei demais
em expectativas alheias,
em mesas onde o meu silêncio
era mais aceito que a minha voz.
Já morei em olhares
que me diminuíam,
em afetos apertados demais,
em paisagens onde minha alma
trilhava com sapatos estreitos.
Hoje, não!
Hoje eu quero a morada
do meu próprio peito.
Quero a arquitetura imperfeita
dos meus pensamentos
e a mobília sincera das minhas emoções.
Se eu estiver em mim,
inteira,
qualquer lugar será extensão.
Mas nenhum endereço
me abriga como o meu Eu.
É nele que me construo
e finco os fundamentos
do meu viver e ser.
✍©️@MiriamDaCosta
Eu sou uma alma profundamente
poética e romântica.
Não daquelas feitas de palavras ensaiadas
ou de gestos moldados por circunstâncias,
presas à conveniência de datas comemorativas.
O meu lirismo e o meu romantismo
se impõem de forma natural,
quase instintiva,
sem regras, sem horários,
sem datas marcadas no calendário.
Como quando, pela manhã,
olho pela janela
e encontro o céu cinéreo,
com uma chuva fina anunciando,
tímida, quase sem querer "incomodar",
a chegada do outono.
E então me aproximo do vidro,
suspirando versos,
tomada por uma imensa gratidão
pela beleza de ser e existir,
em comunhão com as estações do mundo
e com os ponteiros secretos do relógio
do meu próprio âmago.
✍©️@MiriamDaCosta
