Realidade
Não! Não é um bom dia.
E não sou pessimista!
É a realidade que é PÉSSIMA
O Fascismo está AQUI e AGORA arrombando as portas e as janelas da Nossa Amada e Idolatrada Patria.
Grande parte do povo brasileiro está demonstrando imaturidade e irresponsabilidade ao banalizar a importância do voto, usando esse dever coletivo como direito individual de contaminar com o Ódio a Consciência Social . Eu JAMAIS iria imaginar que o Nosso Povo fosse tão inconsciente e cruel consigo mesmo. Eu que escrevo... e que às vezes sou metida à pensadora/filósofa e poetisa... tenho receios que a minha escritura venha á ser controlada... censurada por esse panorama FASCISTA e DITATORIAL que está se apresentando com toda a sua arrogância, prepotência e crueldade. Tempos sombrios... reflexo de mentes e corações sombrios.
Temos uma chance no próximo dia 28/10 !!!
Uma única chance para evitar que o resultado dessas eleições não venha á ser pior do que está sendo com a ABERRANTE eleição de alguns "respeitáveis" Senadores, Governadores e Deputados Estaduais e Federais.
Uma chance para evitar o pior.
Sem equilíbrio,
a realidade nos embrutece.
Mergulhar demais no cotidiano cruel
nos faz emergir desumanizados:
cínicos, debochados, frios,
calculistas e perigosamente cruéis.
Toda imersão profunda
cobra um contrapeso.
A arte não é luxo,
é sobrevivência.
A poesia, a música,
ler, escrever,
silenciar junto à natureza,
conviver com os animais
sem arrogância
são pequenas doses de sanidade
num mundo que insiste
em nos adoecer.
✍©️@MiriamDaCosta
É preciso equilíbrio.
Sem ele, a realidade, dura e crua,
nos afoga em suas correntes
e nos devolve à superfície
endurecidos, cínicos,
friamente calculados,
distantes do que pulsa.
Toda imersão exige cuidado.
Até o mergulho na verdade
precisa de ar.
A arte é esse respiro.
A poesia, a música,
o gesto silencioso de ler e escrever,
o encontro mudo com a natureza,
o respeito na convivência
com os outros animais
nos lembram
que viver não é apenas suportar,
mas também sentir.
✍©️@MiriamDaCosta
Acredito que o bom escritor, o poeta, o artista como um todo, precisa ter vivido uma outra realidade. A realidade dura da vida, da busca pelo sustento, o sofrimento, a tragédia, a pobreza, sim, necessariamente a pobreza. Observando os grandes espíritos, as grandes personalidades, percebe-se que todos aqueles que conseguiram chegar a um patamar alto no que diz respeito à sutileza, à beleza, à singeleza, à sublimidade da arte em sua essência, são pessoas desse tipo.
Fernando Pessoa carrega uma tragédia pessoal, uma esquizofrenia consciente. José Saramago traz a luta ideológica, o contexto social de pobreza, a perseguição e a fuga.
No meu caso, a tese não é teórica. Perdi meu pai aos onze anos e fui trabalhar como pedreiro com um tio, na Bahia. Isso não é metáfora, é biografia. Está contado em dois livros meus, Eis um Homem e A Morte do Meu Pai, sendo este o mais recente.
Observando o outro lado, o contraste se impõe. Oscar Wilde viveu na orgia intelectual, cercado de conforto, exagero e facilidades próprias de uma elite privilegiada. Enquanto viveu nesse ambiente, não produziu nada de essencial. Foi apenas quando foi preso que escreveu seu verdadeiro livro, A Balada do Cárcere de Reading.
Artistas atuais, não me venham com o argumento de que é o dom que faz a arte. É a existência que faz o artista e, consequentemente, o artista produz a arte
poesia
Na escuridão encontrei realidade, mas seus olhos encontrei a saída. Seu sonho era minha força e coragem que me faltava, mas perdi e, decepção no meio da multidão, me sinto sozinha, mas você é minha inspiração.
Construa a sua realidade paralela em nome da sua própria salvação. Terceiros não podem continuar roubando o seu tempo precioso que você deve gastar contigo mesmo.
Nem sempre a verdade
corresponde a realidade,
Nem toda a Taioba foi
feita para se alimentar,
Em tempos de disputas
de narrativas prefira ficar
com a poesia porque
com ela possível conversar,
O tempo é precioso demais
para permitir em vão gastar.
[[[Não insista ter razão;
melhor é parar de guerrear!]]]
Diante da vastidão
do nosso mundo,
Com noção de realidade
assumo a pequenez;
e na mansidão busco
residir na real altivez.
Diante daquilo que por
um segundo tenta turvar
a visão e a reflexão --
Nunca presenteio
com imediata reação.
Nem tudo na vida
pede de nós resposta
de igual naipe --
Por não valer o desgaste,
ou para não legitimar
qualquer tempestade.
Não permito jamais que
a arrogância fale por si --
Dou o nome que deve ser
dado sem palco intocado
para quem vive de estrelato.
Espero que você também
faça o mesmo porque
somos o nosso próprio
leal espetáculo sem
precisar de validação,
unidos fortemente
somos pelo coração.
Da Imbuia sagrada
somos sementes
no chão desta Pátria,
Temos história a ser
contada na proporção
que a ancestralidade
se fez dia e noite doada,
e merece ser respeitada.
Muitas vezes sofremos pela a insistência…
Por teimar com a realidade…
Nem sempre os tesouros guardados no peito são suficientes…
Simplesmente não cabemos no mundinho do outro…
Os sinais estão em todos os lugares…
Avante sempre…
Sem perder o sorriso da despedida…
"Sua aparência não define quem você é, no entanto, revela sinais que condizem com a realidade de mundo que você vive."
Durante milênios, a palavra ‘mulher’ foi usada para descrever uma realidade biológica: o sexo feminino da espécie humana. Mas nas últimas décadas, surgiu uma nova forma de entender essa palavra, não apenas como biologia, mas como identidade.
E é aqui que nasce uma das discussões mais complexas do nosso tempo. De um lado, pessoas afirmam que ser mulher é, antes de tudo, uma experiência interior, uma identidade vivida.
De outro, há quem diga que a palavra ‘mulher’ não pode ser separada do corpo, da biologia, da história material de quem nasce do sexo feminino.
O conflito não é apenas político.
É filosófico.
Estamos discutindo uma pergunta antiga da filosofia: o que define aquilo que algo é?
É a natureza?
É a experiência?
É a linguagem que escolhemos usar?
Quando uma sociedade redefine palavras fundamentais, como homem, mulher, sexo ou gênero, ela não está apenas mudando um vocabulário. Ela está reorganizando categorias inteiras da realidade social. E toda mudança desse tipo inevitavelmente gera tensão, dúvidas e debates.
Quando uma época perde a coragem de encarar a realidade, começa a reinventar as palavras para não ter que enfrentá-la.
A triste realidade atual é que certos homens sabem da força de uma mulher, por isso quando atacam uma, tiram a vitalidade delas para sempre.
NADA TRANSCENDE À REALIDADE:
Discorrer à morte...
Remete-nos às margens
Dos rios
Que se vão
Rumo ao mar longínquo
Com a fúria do vendaval
Arrebatando sonhos e ilusões.
Discorrer à morte...
Nos conduz ao epicentro
Das incertezas.
Encetando-me a nitidez de que
Nada tenho ou sou
Ou para aonde vou.
Que tudo é nada.
E a única inferência
É morrer.
