Razão
O Riso da Razão
A razão nos trouxe longe demais.
Fez-se lâmina, espelho, consciência.
Inventou nomes para o que morre,
catalogou a tragédia, pesou a sombra,
criou a ilusão do controle.
Mas a morte ri.
Riu de Sócrates quando bebeu o veneno,
riu de Hamlet segurando o crânio,
ri agora de nós,
tão lúcidos, tão preparados,
tão certos de tudo que se esfarela.
A arte nasce dessa consciência:
sabemos que vamos morrer,
então escrevemos.
O poema é a voz do desespero
mas também do desafio.
Dissimula a finitude, mas não a nega.
Rabisca no ar um sentido impossível,
um mapa para lugar nenhum.
E ainda assim, rimos.
Porque entendemos o jogo.
Porque, no fim, a única resposta à morte
é este delírio lúcido—
este poema.
LABIRINTO
Andei sem rota,
batendo na porta
que não se abria.
Meu medo sumiu.
Perdi a razão.
Neguei ao oráculo
meu sangue e perdão.
A musa Ariadne
se esqueceu de mim.
Não veio ao encontro
marcado no fim —
no fim da viagem,
da tola miragem
que venderam pra mim.
Eu sei que estou
perdido no caos,
no vácuo do mundo,
sem paz ou redenção.
Sou homem, sou tolo,
vestido de púrpura,
coroa de espinho,
ferida divina,
forjada do barro
que volta ao chão.
Loucura?
Sou um esquisito que sempre oscila entre a razão e as constantes alucinações. E assim vou percebendo a vida e o mundo por múltiplos ângulos.
Meus pensamentos, palavras e ações agora estão sob o domínio do Espírito Santo: razão pela qual costumo cantar, orar e fazer a vontade de Deus.
Se não há unidade entre as igrejas da mesma família da fé, não há razão para incentivar os membros para se unirem uns aos outros na missão da igreja.
Os brasileiros mais ouvem do que leem; daí, a razão deles não acreditarem nas Escrituras, porque não ouvem os verdadeiros discípulos, os cristãos fiéis.
Cultive a razão e seus males diminuirão, sua alegria lhe trará paz e sua vida ganhará novos horizontes para viver melhor.
Peça a razão da sua esperança a Deus, porque em Cristo está oculto a nossa existência eterna, pela qual devemos lutar para alcançar a nossa confiança e perfeição espirituais.
O mundo se vira nos 30 e quando chegar aos 80 anos verá que perdeu a idade da razão, da oportunidade e dos esforços, deixando de usufluir o tempo da disposição, saúde, inteligência e coragem, quando podia ter vencido os próximos 40 anos com sucesso, sabedoria e felicidade.
É óbvio o motivo da morte; mas, é claro que a razão da esperança é a ressurreição espiritual, onde a alegria de viver é eterna.
