Raízes

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⁠"O amor verdadeiro é como uma árvore: tem raízes profundas e cresce com o tempo. O amor falso é como uma flor: é bonita e atraente no início, mas logo murcha."

Quão mais alto se eleva a copa da árvore rumo ao céu; tanto mais profundas são suas raízes no abismo."

Valorizar a própria cultura e língua materna é o que nos conecta às nossas raízes e à nossa identidade. Ignorar isso pode levar a uma perda de identidade e conexão com a comunidade. Abraçar a cultura e língua local é uma forma de fortalecer quem somos.

"O esquecimento das nossas raízes gera a crise de pertencimento que vivemos hoje"


(PERRONE FILHO, 2024)

Meus defeitos são partes de mim, raízes que sustentam minha existência. Cortá-los pode ser perigoso, pois nunca se sabe qual imperfeição é a base do que sou. Cada falha é uma pedra na construção do meu ser, e, no fundo, elas me tornam humano e essenciais na busca por sentido.⁠

"O fruto é o tempo que amadureceu. Colher é a cerimônia de honrar as raízes que, mesmo invisíveis, sustentaram a promessa da vida."

Raízes aladas do morro rasgam o solo seco, voando pro fundo do céu como samba enlouquecido no carnaval. Espelhos devoram sombras próprias, refletindo vazios que gingam frevo bêbado nas ladeiras. Flores de ipê brotam em bolsos de relógios parados, ticando silêncios eternos sob o sol de Copacabana. O peso de uma asa de papagaio esmaga galáxias de pó de purpurina, enquanto rios do Amazonas invertem o fluxo, subindo em espirais de névoa úmida. O eco de um pandeiro constrói muralhas de vidro frágil, como promessas de político em ano de eleição. De repente, o caos se aquieta no batuque da vida: essas raízes são os laços da favela ao firmamento, voando pro abismo celeste da alma brasileira. No fundo do céu, o samba-enredo revela o lar — frágil, mas eternamente nosso.

"Quando um homem está desligado de suas raízes religiosas, metafísicas e transcendentais, ele se perde , tudo o que faz fica sem sentido, absurdo , inútil ,ceifado em seu gérmen."

Água.


Não é recurso.


É origem.


Corre silenciosa entre raízes, rasga a terra, desenha caminhos que não pedem permissão. Sustenta o invisível, revela o essencial. Onde ela chega, a vida insiste.


Mas onde falta, o mundo se recolhe.


O que ainda chamamos de abundância já carrega sinais de exaustão. Rios interrompidos, nascentes esquecidas, ciclos rompidos. Não é sobre escassez futura. É sobre ausência presente.


Proteger a água é proteger tudo o que ainda respira.


Dia Mundial da Água.

A dor não é o fim, mas o solo onde a gente cria raízes para aguentar o peso das grandes escolhas. Já o prazer... esse é o florescer, o instante em que a vida sussurra que cada cicatriz valeu a pena. Não fuja de um, nem se perca no outro; aprenda que a beleza do caminho está justamente no equilíbrio entre o que nos fere e o que nos cura.

A educação tem raízes profundas, tronco robusto, galhos longos, folhas verdes, mas frutos doces e saborosos.

"O corpo pode ter raízes, mas a alma é livre."

Minha princesinha, se murcharem suas pétalas e caírem suas folhas, lembre-se que você tem raízes, brota de novo princesa!

Caminhos com pedras criam raízes mais profundas….

Honestidade, autenticidade, lealdade, caráter e respeito à diversidade são como raízes invisíveis que sustentam tudo o que há de mais bonito nas relações humanas. Em tempos em que tanta gente se esconde atrás de versões ensaiadas de si mesma, ser verdadeiro se torna um gesto raro e profundamente corajoso. A honestidade não mora apenas nas palavras certas, mas também nas atitudes limpas, na consciência tranquila e na delicadeza de não ferir o outro por interesse.


A autenticidade floresce quando alguém decide existir sem máscaras, sem moldar a própria alma para caber nas expectativas do mundo. Já a lealdade é presença que não abandona, é abrigo em dias difíceis, é permanência sincera quando tudo ao redor vacila. O caráter, por sua vez, é aquilo que a alma revela no silêncio das escolhas, quando ninguém aplaude e ninguém vê.


E respeitar a diversidade é compreender que o mundo só é verdadeiramente humano porque é plural. Cada pessoa carrega um universo dentro de si. Quando aprendemos a olhar o outro com respeito, empatia e abertura, deixamos de apenas conviver e começamos, de fato, a nos humanizar.

Distância não separa quem tem raízes no mesmo chão.

Oh, Itaipu!
reconheço as raízes profundas
dos meus pés
entre o vosso mar, vossa lagoa,
vossas dunas, ilhas e igarapés.


Os meus passos eu sei de cor
nesse sereno andejar a compor
o meu singrar o tempo,
o vento e o sol
mansamente a se pôr...


Oh, Itaipu!
Em vós reconheço
que o movimento dos meus pés
não são passos,
são raízes que caminham.


Entre o vosso mar salgado
de eternidades,
a lagoa que espelha silêncios,
as dunas que guardam
segredos do vento,
as ilhas que flutuam
como pensamentos antigos
e os igarapés que sussurram histórias
que só a poesia da terra entende...
eu me reconheço.


Os meus passos, eu sei de cor,
não porque os decorei,
mas porque fui escrita por eles.


Nesse sereno andejar
que me atravessa,
vou compondo o que sou
com o que me antecede.


E singro,
não apenas o tempo,
mas o sopro invisível das horas,
o vento que me desarruma e arruma
inteira por dentro,
e esse sol que, ao se pôr,
não morre,
me dissolve em serena luz.


Oh, Itaipu!
Há raízes nos meus pés
que só em ti reconhecem
o seu lugar.


Entre o mar, a lagoa,
as dunas que respiram
e os caminhos de água
que murmuram,
eu caminho lentamente,
como quem se escuta.


Sei de cor os meus passos
(versos tatuados de brisa e areia),
porque eles já me conheciam
antes mesmo de eu existir.


E nesse manso caminhar,
vou singrando o tempo,
o vento
e o sol que se despede,
como quem aprende,
em silêncio, a pertencer
mais do que já pertence.


Óh! Itaipu!
Posso até distanciar-me de vós,
mas nunca serás distante de mim.
✍©️ @MiriamDaCosta

⁠suas raízes estão firmemente ligadas a uma geografia onde não pertence. ela não conseguiu florescer e nem conseguiu misturar-se e ele cavou o solo seco apesar de toda a sede que eles viveram.

“Quando você se acolhe, você se fortalece. Não com armaduras, mas com raizes. E raizes não correm, elas sustentam. Em tempos de caos, ser sua própria raiz pode ser o gesto mais corajoso e curador de todos.”

- Trecho do livro O centro é você: como se reencontrar no meio da confusão do mundo

Quando você se acolhe, você se fortalece. Não com armaduras, mas com raízes. E raízes não correm, elas sustentam.