Raios
Ando descalça, querendo sentir, nuvens nos pés, me vejo partir,por estradas calçadas de raios do sol.
Já consigo visualizar um belo arco-íris nas pequenas gotas transpostas por raios solares que determinam o fim de um devastador temporal. Sei que outros virão, porém serão menores e tentarei contorná-los. Afinal, saberei que passada a tormenta um novo arco-celeste inundará de luz, de cores e de beleza a íris de meus olhos.
(Luiz Machado)
COM MUITO CARINHO LHE DESEJO:
Que a cada amanhecer,
raios de sol penetrem em sua alma
enchendo-a de paz e da certeza
que a vida é feita da sempre Esperança !
Pois a cada manhã temos a chance,
e a oportunidade de um recomeçar !
Que seus sonhos sejam realizados,
seus ideais sempre preservados
e um toc toc bata em sua porta
trazendo como o presente,"A FELICIDADE!!!!"
'PROCURA'
Tenho uma sede no 'por do sol'. Sacia minh'alma! Penetra esses raios nas minhas imagens! Alimenta a fome dos desejos derramados. Liberta-me das masmorras alagadiças. Colori uma nova canção p'ra nós dois. Harmonia de sentido os dias aluídos.
Afaga/atraca meu coração no real. Volúpia as noites claras em angústias. Aquece-me com seu corpo frenético. Abraça-me! Deixa-me em fúria na morte dos mortais. Esquarteja meus sonhos na varanda, tal qual um olhar, diluído em arco-íris.
Elucida minha procura lesiva. Explode o luar no amanhecer! Desbota o patético corroído. Reflete em mim tua'alma exaurida, até que, consigamos misturar nossos limites, atemporal e sem reflexos. Suga-me como um livro de romance e re/façamo-los diariamente a última página. Até que o 'sempre' permaneça, rodopiando duas vidas em uma.
Quantos raios de sol tem uma manhã? Você tinha uma manhã em cada olho e os pássaros cantavam para despertar os desejos adormecidos sob seu travesseiro de penas, então o sonho estendia seu tapete vermelho e a felicidade casaria com o prazer, era a magia da vida, que doura a adolescência, prateia a juventude e tenta desesperadamente camuflar as dificuldades, então os pássaros se debatem numa gaiola de ouro, ou são despenados para uma fantasia, mas o carnaval é passageiro e os brilhos das fantasias ficam esquecidos no barracão; então de todos os sonhos realizados há uma inexplicável insatisfação incompreensível para a alma ou que nos negamos a admiti: os pássaros querem voar... os pássaros querem voar...
Os sábios dizem: mesmo que caia mil raios sobre a terra, mesmo que tenha tempestades. Mas nunca desista da sua vitória porque tudo é passageiro. "
Amor em mil pedaços.
Sei que nunca vou esquecer,
Os raios de sol daquele amanhecer
Em seu sorriso, em seu olhar
Em minha cama vazia.
O calor que penetrava em meu coração frio,
As lembranças de minhas mãos apalpando o vazio do teu calor.
E eu como um menino desnorteado tentei juntar os mil pedaços que restaram desse amor.
A casa respira na intensa luz da manhã.
A poeira canta em raios oblíquos nessa manhã tão leve.
O Senhor se introduziu em minha casa e se assentou.
E ele me disse: ‘Como é bom estar em tua casa!’
Eu estava trabalhando e não me tinha conta que ele havia entrado.
Coloquei meu trabalho de lado
e me sentei a seu lado.
Com ele fiquei admirando o esplendor daquela manhã.
Verão
Nos raios de calor do verão
O filtro solar tronou-se fator
O aquecimento global apreensão
E o tempo um mero espectador
Se o Sol tornou-se em demasia
O vento um bravo na destruição
As tempestades vilãs num só dia
O homem artesão desta mutação
Mas és ti Astro Rei, eterno douto
Genitor do afável abrigo o souto
Mestre da natureza o nosso couto
E em ti debruça toda nossa vida
Por nós temos que render a partida
Da ruina, pois tu és a nossa ermida.
(Salve o Verão! E sua alegria seja bem vinda).
O AMANHECER
Entrego toda minha esperança
nos raios do sol guando amanhece,
pois sei que quando o dia desencanta,
a lua no céu, em sentinela não se cansa,
até eles voltarem como um mantra,
o que pra mim é uma prece...
mel - ((*_*))
Assim como uma lente concentra os raios do sol num pequenino foco de calor que pode atear fogo a uma folha seca ou a um pedaço de papel, assim o mistério de Cristo no Evangelho concentra os raios da luz de Deus e seu fogo num ponto que inflama o espírito do homem.
Quem sabe
uma nova manhã se abra
num leque surreal
de cores inimagináveis
e raios de sol transpassem
por frestas de janelas entreabertas
convidando a sonhar,
a sorrir, a viver, a amar...
Quem sabe
a dor já nem mais exista,
o pranto não seja tão triste,
somente lágrimas de tanto rir
agora insistam em vir
a pincelar o rosto,
colorindo a última lágrima de desgosto.
Quem sabe
as amarguras
se afoguem no mar
a se abrir de imediato,
deixando-as passar,
fechando no momento exato,
impedindo-as de voltar.
Quem sabe
correntes de águas cintilantes
banhem de luz a esperança
clareando o verde musgo pesado
que o mundo tem carregado
e o verde fique mais brando
reativando a semente
de um novo acreditar.
Seu sorriso invadia meus pensamentos, assim como os raios de sol invadiam aquela janela.
Refletia tudo de bom que em mim existia.
Fez minha mente clarear de uma forma que embaralhava, e quando anoiteceu aquela escuridão tomou conta.
Sem explicações, do nada você se foi.
Só o que me restava era lembranças de lembranças.
Lembranças do que nunca vivemos, e do que nunca passamos.
Lembranças desalinhadas, que caiam no esquecimento.
Sempre inventando, criando, desenhando em minha mente barulhenta aquelas lembranças falsas.
Mas eu sabia que como o raio de sol sempre voltava para aquela simples janela, você também ia voltar.
Chuva
E o céu, chorando por mim estás
Nas madrugadas, tais pingos me entende
Raios, tempestades e dores refletidas do céu
São as únicas coisas que permanece
E no silencio da chuva; eu estou outra vez
Deixando esta mesma lavar minha alma
Retirar meu passado e limpar minha mente
Para esquecer de tudo que me faz mal...
Liberdade?
É poder abrir a alma
receber do sol os raios
ouvir dos pássaros os gorjeios
ver ao longe a estrela d'alva
fazer dos tropeços ensaios
poder amar sem entremeios
Liberdade?
É não precisar fazer segredo
de cada cicatriz que se fecha
ou de dizer que sente medo
ainda deixar sempre uma brecha
para aceitar e sentir a felicidade...
mel - ((*_*))
Guardo todas as minhas esperanças
nos raios do sol quando amanhece
pois sei que mesmo que demorem
eles voltarão como em prece....
mel
"As vezes é bom ver a chuva incendiar, deixar ela cair e andar por ela, tocar os raios e dançar com trovões, sentir o carinho do vento no rosto e tocar bem firme no verde do chão , "
... E ao sair vejo o céu raios de sol pois o amor é ainda mais distante, foi olhar no seu olhar e me perder no fim daquela tarde ...
VIDA VIDA
A vida é um mar enlouquecido
De brutos raios, trovões e gritos
Revolta de uma tempestade de terror
Onde o desespero é um buraco negro
No próprio horizonte de dor já gelada
Da água que nos toca no fundo da alma
Onde a esperança torna-nos catos secos
Como se de flores mortas se tratassem
Castradas de fé, embriagadas de erros mortais
Temos medo do inferno da própria sombra
Entre os gritos que imploram por ajuda
Permanecem no silêncio e no obscuro.
Esquecidos nas metrópoles...
Ao acordar pela manhã sentiu algo diferente, os raios de sol invadiam o quarto que lhe parecia o mesmo, a cama não lhe era estranha, bastava um leve mexer para se ouvir o ranger conhecido das molas do colchão, continuava só, como já há muito tempo, desde quando, não se lembra bem, ainda jovem, perdera quem amava para uma doença agressiva e intratável.
Ela havia sido a única pessoa que amara de verdade, sua amiga, companheira, confidente, se conheciam intimamente, detalhe por detalhe, todos os medos, os defeitos, as dores do corpo, da mente e do espírito.
As virtudes diferiam um pouco, ela sorria mais, delicadamente vaidosa destinava bom tempo no cuidar dos longos cabelos que chamavam a atenção naquela face quase juvenil.
Ele, totalmente descuidado, cabelos e barba por fazer, achava perder tempo nesses cuidados, só os fazendo vez ou outra para lhe agradar.
Ah, como gostavam de relembrar como se encontraram.
Havia sido num retiro, desses onde muitos vão à busca de silêncio e paz quase que sempre para acalmar algumas das muitas inquietações que lhes incomodavam e, o mais incrível, ambos, de forma tão semelhante, não deveriam estar ali, fora uma decisão de última hora, deixando amigos que partiriam para mais uma festa qualquer.
Diversão igual àquela já não lhes chamava a atenção, até iam, mais para satisfazerem aos outros do que a si mesmos, mas, daquela vez, algo maior os fez mudar de ideia, uma certa intuição, como se fosse uma clamor.
Ao saírem daquele lugar de calma e tranquilidade nunca mais se separaram, continuaram trabalhando, mantendo os laços familiares, frequentavam um lar de velhinhos sem ninguém e um orfanato repleto de crianças de várias idades.
Tinham a vida social que aquele lugarejo permitia, deixaram a vida seguir seu curso, não fizeram planos, só a promessa de que viveriam um para o outro, e assim foi até quando aquele mal interrompeu suas jornadas de felicidade plena.
Porque então acordara e se sentia deslocado nessa manhã e que razões o fizeram percorrer mais uma vez esse percurso que em sua lembrança estava cristalizada?
Algo diferente ocorria, as mãos que trouxera ao rosto eram sensíveis, pele fina e com feridas, as unhas compridas, tentou levantar-se rapidamente, dores sentia pelo corpo que não lhe obedecia.
Erguendo-se com dificuldades sentou-se e, defronte a um pequeno espelho na parede, com atenção nunca tida, olhou e percebeu um rosto com os sulcos próprios de uma idade avançada, por instantes, confuso, se perguntava,
Quem era aquele refletido no espelho, alguém tão diferente e estranho, com poucos cabelos e olhar distante?
Com mais atenção percebera não estar sozinho como imaginava, parecia um grande salão, levantou-se vagarosamente e, andando não mais que dois passos, esbarrou numa cama com alguém encolhido, desviando-se, com mais um passo outra cama e outra pessoa, este sentado à cama, com o rosto do espelho se parecia e, com mais atenção, ainda sem entender direito, viu outras camas mais, chegando mais próximo de alguém com fala inaudível e o braço estendido lhe apontava uma jarra de água.
Perguntava-se, como chegara ali e quanto tempo poderia ter se passado?
Preso à memória de um tempo tão feliz, apenas envelhecera, e como os que ali estavam apenas haviam sido esquecidos.
Em memória aos que viveram num "depósito de velhos" escondido no centro de São José dos Campos, metrópole do Vale Paraíba Paulista, com 600 mil habitantes.
Uma reflexão para um país onde os que envelhecem aos milhões estão perdidos e sem memória.
