Quero te ver essa Noite
A educação cara hoje, torna tudo mais barato no futuro. Já a gratuita ignorância de agora, essa vem em juros compostos daqui alguns anos. Pense nisso. (F.Fidelis)
'ESSA SEMANA'
Vi um rosto que não via há anos e bateu uma saudade no peito rasgando todo o tempo perdido.
Pitada de esperança em revê-lo,
abraçar-lhe e falar dos anos escorregadios na qual passamos juntos...
Presenciei uma idosa correndo atrás de dinheiro desesperadamente,
igual a uma criança, correndo atrás de pipas, sem conseguir ter paradeiro para suas refeições diárias.
Fiquei meio intrigado com isso...
Abracei um problema que não era meu.
Mas o fiz por entender que o próximo é a nossa mais fiel semelhança.
Temos muito de congênere,
comportamentos parecidos,
mas análises e ponto de vista diferentes...
Era para ser uma semana normal.
Mas atrasei-me ao buscar o filho na escola.
Não conversei habitualmente com algumas pessoas como de costume.
Fui 'duro' com algumas pessoas e não abracei meu cão...
A semana passa rápido após os quarenta.
Essa foi de nostalgia,
algumas pessoas 'partiram' de súbito,
Não tiveram oportunidade de pedir perdão,
ou despedir-se carinhosamente da mãe,
dos irmãos,
amigos...
A semana finda,
e com ela,
tantas desesperanças...
"Há pessoas que estão confundindo a liberdade que Deus deu ao homem com libertinagem e, essa escravidão, levará muitos para o inferno."
Anderson Silva
A luz que nega a sombra é frágil — mas a luz que a integra, a conhece e a acolhe, essa sim, é curadora.
Há mais idiotas que acreditam em politicos do que tem de estrelas no céu. No dia que essa ordem se inverter, nao precisaríamos mais desses 3 poderes.
Mas é claro que essa luz clareia
Na dúvida, resta sempre o óbvio
Mas ninguém presta atenção
A culpa que se esconde
Meia-lua, lua e meia dupla
Noite escura, lua-cheia
Escuridão na vida
Na certeza, uma ponta de dúvida
Uma corda, uma pedra, uma ponte
Atrás da porta fechada
Um tudo ou nada
Por detrás de uma janela aberta
A pesada cortina
Uma luz apagada
Uma dúvida certa
Uma vaga certeza
Mas é claro que essa luz se apaga
Como há de se apagar
A própria vida.
Edson Ricardo Paiva.
Se fosse só viver o dia-a-dia
Sobrevindo essa tristeza
Mas a vida sempre leva uma alegria
E o tempo faz outras coisas
Junto às coisas que o tempo traz
E o tempo trouxe a compreensão
Que eu tanto queria
Sem saber que quando chega
Carrega a inocência
Que um dia fez crer que magia existe
E essa vida sem magia é muito triste
Se fosse só viver o dia-a-dia
E essa acalentada compreensão
Descortinasse o véu do tempo
Lá na ponta da luz do Sol
Pois a tudo se limita
E os dias passam de três em três
Pois isso também permite
Deixar de viver
Um dia de cada vez
Sem a dúvida
Tudo que sobra
É a total ausência de valores
No preço que nos cobra a vida.
Edson Ricardo Paiva.
Meu filho Raul.
Não existe receita
Ou resposta correta
Se essa precede à pergunta
Nesta vida, sem saber-nos sós
Ainda existe a voz alerta
É como ser sozinho
Enquanto no Universo
Mas sentir a companhia
Do amigo calado
Oculto num canto qualquer
de uma pequena sala
E me fala que vale a pena
Apesar de jamais
Tê-la sorvido por completo
Divido sem pressa contigo
Essa bebida
Que compõe a vida
Sentir como o prazer do tempo
Que fermenta o vinho
Com alegria de amizade lenta
Uma mesa no passeio
Não se sabe a hora
Nem se quer sabê-la
A tarde toda versa
Que a melhor conversa
É quase sempre aquela
Que se joga fora, quase toda
A vida toda voa
Quando pode
Ser vivida à toa
E se não pode
Talvez eu possa então dizer
O quanto a vida é boa
E enquanto passar por ela
Tenta olhá-la bela
Procura só senti-la
no descalço caminhar
Longe do olhar sem sorriso
Distante do veneno que destila
Vida em silêncio
Uma pequena vila
Ninguém jamais
Há de se ver sozinho
Se amigos se tem
E assim haverá todo dia
Um tempo a mais de vida
Saber-te a companhia atenta
Com o prazer do tempo
Que fermenta o vinho.
Edson Ricardo Paiva.
Quando te encontrei não acreditei na sorte que tive...
ao te perder não acreditei que essa imensa sorte que eu tive tinha acabado...
Ademir oliveira
E Deus disse:Que haja luz...E essa mesma luz iluminaria seu rosto lindo diante dos meus olhos um dia...
Toda essa distância
Que um dia doeu tanto
No meu coração
Hoje, não dói mais, não
O tempo fê-la tão mansa
Hora após hora
ano após ano
Vivendo sem fazer parte
dos planos de ninguém
Qualquer coração se cansa
Outro dia eu plantei uma ameixeira
Que morreu, secou por inteira
Foi culpa minha
Pois eu não cuidei
Descobri naquele dia
Que minha saudade
era mais forte
Que a árvore de maior porte
Cravado a vida inteira
No solo infértil do meu peito
Vergava mais que a laranjeira
Escaldado pela frieza
Que emana de qualquer desprezo
Crescia e ganhava peso
Mas um dia se esqueceu
Por quê vivia
E acalmou-se
O tempo lhe trouxe a fleuma,
A mansidão
e a compreensão
Agora ela ainda vive
Porém
Não se lembra de ninguém
Portanto
Não dói mais, não.
Vida
Passagem mágica
Em algum lugar
Onde não há de ficar
Ninguém
Esquecida
essa viagem sem lógica
Ela será perdida
Se eu mesmo não fizer valer
Esse absurdo que deu certo
Eu nasci só
e ao pó hei de voltar
e vivo sem haver
Ninguém distante
e muito menos perto
Que tenha merecido
O amor que dediquei
Não faz mal
O amor de Deus me quis
E o amor de Deus me fez
Talvez demore
Mais um ano ou mais um mês
Pra que Ele desfaça
Entre eu e este Mundo
Seus laços
E eu possa mergulhar, enfim
Numa ausência
Constante e sem fim
Eu deixo a vocês um abraço.
"A diferença
Entre as moscas e as abelhas
É sua natureza latente
Essa natureza faz
Que as suas preferências
Sejam por demais diferentes
O resultado percebemos
Nas coisas que elas fazem
Porém, a seu modo
Tanto as abelhas quanto as moscas
São felizes e realizam o seu trabalho
e está tudo interligado a interagir
A diferença, portanto
Não está exatamente nelas
Mas naqueles
Cuja companhia elas procuram.
É preciso sempre prosseguir
não existe essa opção
de desistir da caminhada
Tem dias em que a luz do Sol
parece brilhar menos
Há noites sem sorrisos, nem acenos
Madrugadas sem sono ou sonhos
e é estranho
Não saber o que fazer com tantos planos
Que nem chegavam a caber
No tamanho dos dias
E não podiam ser contidos
No final a gente fica triste
Chega aquela sensação
Que a vida desistiu da gente
No momento em que gente estava
Perdidamente apaixonado
Pela vida
Absorva-se então, essa aflição
Qual fosse uma brisa suave
Aceite-se que não se vive
Sem conhecer esses entraves
Inevitáveis como o pôr-do-Sol
Indomáveis como a madrugada
Porém tão previsíveis
Quanto o nascer de um novo dia
E mesmo que pareça
Que ele chegou sem alegria
e sem mais nada
Não existe essa opção de desistir
Talvez a vida possa parecer
Não querer mais a gente
É nesses momentos
Que é preciso insistir em viver
e quando se mostra pra essa vida
Qual de nós dois
Está definitivamente no comando
Edson Ricardo Paiva
A parte ininteligível
Que haveremos de deixar
Na história de nossas vidas
Sempre será
Essa imensa capacidade
em desvendar aqueles segredos
Que passaram anos e anos
Reluzindo
Bem em frente aos nossos olhos
Mas todo mundo jurou
Que aquilo era falso
e tudo isso acaba por tornar-se
um irresistível desafio
Que leva cada um de nós
A partir nu e descalço
Em busca, não da verdade
Porém da capacidade
em demonstrar ao outro
Alguma espécie de virtude
Enquanto
a soubermos inexistente
e complicamos a oportunidade
em virtude
da sagrada humanidade
Presente
em cada coração
que houver no mundo
Usamos o argumento
da busca pela verdade
Como uma espécie
de pano de fundo
Que encobre a mania esquisita
a complicar qualquer caminho
e preferimos
e sempre preferiremos
Subir e descer montanhas
Quando a trajetória se apresentar
Como uma simples linha reta
Desprezamos
as tarefas mais prosaicas
Subestimamos atalhos
Queremos
protagonizar atos heroicos
Buscamos sempre caminhos
mais longos e mais difíceis
Atravessamos sem compaixão
A outros corações humanos
Sabendo que ali havia
Um caminho fácil,
e insuportávelmente florido
aguardando pela gente
na sua apaixonada superfície
Pois sempre haveremos
de nos sentir ofendidos
Com aqueles que buscarem
Atrevidamente
Gostar e tentar entrar
Na vida da gente
e quase que invariavelmente
Vivemos a vida seguinte
Sentindo uma imensa saudade
Edson Ricardo Paiva
De vez em quando
Eu ouço o som de uma voz
Que, amiúde, diz algo de bom
Quis Deus, que essa voz
Em algum momento
Não viesse de um passarinho
Do vento, da prece
Nem de um ninho qualquer
Que vazio estivesse
Uma prece fria, uma ladainha
Qualquer resposta imaginada
Palavras que
de minhas, não tinham nada
Estas
Pra meu bem, vem de mim
Pois
Quando aquele que fala
É o coração da gente
Você pode até pensar em fugir
Mas nunca as esquece
Assim, eu posso me sentir perdido
E sem medo
Hoje eu sei que há lugares ruins
Com vasos de flores na janela
E brisa de ar de alecrim
Onde cada sorriso
Tem um prazo de validade
E o endereço de destino
Passa longe da rua que eu moro
O segredo, pra ficar distante
É que a gente pensa em nem pensar
Na tristeza que basta lembrar
Pra não querer
Descobrir em qual lugar se esconde
A boa porção
da semente que não germinou
Qual se fosse a luz da Lua
Refletida, mas no fundo da lagoa
Existe um tempo de espera
Um bilhete de viagem
Estar no mundo e na vida
Numa breve estadia
Mas que não mera passagem
E parado, ali na plataforma
A maneira de enxergar a vida
Se desmonta e se reforma
Assim se renova
Uma espécie de medo
Se apossa da alma
Bem de leve
Perceber, que apesar de tudo
Sequer por um segundo
Ninguém nunca está sozinho
E nem perdido
Acontece com qualquer criança
Em algum lugar escuro
Da floresta encantada da vida
Brincar de esconder de si mesmo
Pra poder se buscar
É preciso um olhar mais profundo
Que só tem
Aqueles corações
Que são bem simples
Despidos
De tanta oração complicada
Bonita e bem elaborada,
Da ilusão fingida e triste
Que a maldade deste mundo ensina
E que no fim ... não leva a nada.
Edson Ricardo Paiva.
"Cada longe que essa vida inflige
Será sempre igual às asas
Que Deus não permitiu-nos
Que as tivéssemos
Cada estrela que esse imenso céu te mostra
Confinada num quadrante, distante de alicerces
Cuja distância, proporcional
Será sempre igual à sua vontade de alcançá-las
Fincar numa delas teu mastro
Olhar bem nos olhos de Deus
Ser um astro entre as estrelas, infringir
Exercer a elas o mesmo fascínio que elas exercem
Rir de todo aquele que nasceu, sem domínio do voo
Assim como eu
Naquela hora boa em que se percebe
Que, se a gente não recebe asas quando nasce
Isso não foi à toa, o Criador divide a vida em dois
Então a gente nasce antes, as asas vem depois."
Edson Ricardo Paiva.
A gente tenta entender
Tem horas que parece até
Mas a vida, essa é senhora do silêncio
Dona da verdade
Na paz dessa oportunidade de calar ou não
E de novo a gente morre
De novo e de novo e de novo
Morre dessas coisas que te vem do coração
E que te corre sem sangrar
Que te sangra sem que se perceba
Te vai numa oração que também morre
Sem subir aos céus
Oculta atrás de um véu
Na tristeza que outra vez se oculta
Na beleza das palavras por dizer
Que na verdade, elas também são ditas
No segredo da oração que não se escuta
Mortas, mas também bonitas.
Edson Ricardo Paiva.
Esqueça a vida e cresça
Essa história começa
Quando o deus-Sol questiona a Deus
Se deveria concentrar sua atenção
Mais ao atol, perdido no infinito
Ou se ao varal onde, estendidos meus lençóis
À luz do dia refletiam sonhos tão bonitos
Invisíveis aos olhos de ver
A dúvida da estrela
O olhar de Deus
Sonhos de linho
Espinho que se pisa sempre que se pensa
Estar vivendo a vida como a vida quer
Esqueça a vida e viva e deixe
Que um feixe assim, de luz, ilumine
Seu sonho esquecido, indivisíveis sonhos meus
A luz do dia, vida uma oração
Eu sei que o mundo me esqueceu
Porém, Deus não.
Edson Ricardo Paiva.
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