Queria Ensinar as Pessoas a Amar
"Entre o querer e o sentir"
Queria lhe dizer que apenas lhe adoro,
mas, na verdade, eu te amo.
Gostaria de lhe esquecer,
mas penso em você a todo momento.
Queria olhar pra você com indiferença,
mas, quando te vejo, suspiro profundamente.
Gostaria de dizer que nunca vejo suas postagens nas redes,
mas, na verdade, fico ansioso só de notar que você nem sequer apareceu online.
Gostaria que, quando eu te encontrasse,
você fosse apenas mais uma pessoa comum...
Mas meus olhos paralisam quando te vejo,
e o tempo parece parar a cada passo seu.
Queria dizer que já superei,
mas, na verdade, qualquer lembrança sua ainda me desmonta por dentro.
Gostaria que o tempo apagasse o que sinto,
mas ele só parece reforçar o que tento esquecer.
Queria acreditar que o destino apenas brincou comigo,
mas, no fundo, acho que foi ele quem me apresentou a você — e depois se arrependeu.
Gostaria que o seu nome fosse apenas mais um entre tantos,
mas ele ecoa em tudo: nas músicas, nas ruas, até no silêncio.
Queria me enganar dizendo que a vida segue igual,
mas, desde que você se foi, tudo parece andar um pouco fora do compasso.
Queria entender por que alguns sentimentos insistem em permanecer,
mas talvez certas pessoas não venham pra ficar —
apenas pra despertar algo que a gente nem sabia que existia.
Gostaria de apagar seu nome das minhas lembranças,
mas hoje percebo que não preciso esquecer pra seguir.
Aprendi que há amores que não acabam,
eles apenas mudam de forma e aprendem a morar em silêncio.
Queria voltar no tempo, dizer tudo o que calei,
mas talvez o silêncio também tenha sido uma forma de amar.
Hoje, quando penso em você, já não dói tanto.
É uma saudade calma, que não pede volta —
apenas me lembra que um dia,
eu fui capaz de sentir algo bonito demais pra caber em mim.
Meu silencio diz tantas coisas..
Eu queria te dizer tantas coisas..
Mas somos tao diferentes..
Somos tao impossiveis...
Eu sou uma poesia inacabada.. sou letra, sou rima, sou triste... sou inverno..
E vc .. é primavera ..simplesmente alegria...
A gente nao combina... a gente nao se completa..somos tao diferentes..mas é isso que te atrai em mim.. esse querer e não poder..esse imaginar e não ter.. esse beijo que nunca acontece...mas que fecho os olhos e o imagino.. e assim vamos levando a vida..seguindo em silencio... eu daqui..vc dai ... nos amando em pensamento...
Ele era fogo... e ela queria se queimar . . Ele era brasa ... e ela queria se abrasar... ele era incêndio .. e ela queria incendiar .. ele era amor... e ela só queria amar ..
No começo eu não queria ...
Mas fui aprendendo querer ..e de tanto querer querendo ...hoje quero tanto, que não sei mais viver sem você...
"Um dia eu decidi que não queria mais querer querer alguém, achei motivos para justificar o meu não mais querer e, aos poucos, consegui não querer alguém que um dia quis, conseguindo assim não querer mais ninguém, embora talvez em algum momento da vida eu volte a querer querer alguém."
Queria ter tempo para ler todos os meus livros, queria ter tempo para te ver envelhecer após suas conquistas e antes de outras muitas que virão.
Queria ter tempo de te ver brilhar nos palcos de mundo , de ver sua arte ser reverenciada e sua performance elogiada em cada obra que atuar.
Queria ter tempo de ver o mundo mudar para melhor.
Queria ter tempo de ver racismo ser um fato passado, homofobia e qualquer tipo de preconceito e violência serem apenas crimes que nunca mais se repetirão.
Queria que o amanhã fosse o agora...
*O HOMEM QUE NÃO QUERIA SER PRESO*
Era final de tarde de domingo e minhas alegres visitas tinham partido.
A casa ficou com aquela aparência de lugar onde alguma coisa aconteceu, mas ninguém teve a educação de limpar depois. Havia copos sobre a mesa, brinquedos espalhados, migalhas no sofá e um cheiro de comida que já começava a perder a batalha para o cheiro de casa fechada.
Não me incomodei.
Algumas bagunças são provas de que a vida esteve ali.
O Sol decidiu Acompanhar as crianças e a chuva veio para o expediente.
O gato ficou.
Estava deitado na janela, olhando para a rua com a seriedade de quem aguardava uma decisão importante. As crianças tinham ido embora fazia pouco tempo e, aparentemente, aquilo tinha sido uma experiência marcante para ele.
Talvez tivesse descoberto que humanos pequenos são mais divertidos do que os grandes.
Ou talvez estivesse esperando que voltassem para continuar o serviço.
Eu sabia que não voltariam naquele dia.
Ele não.
Ficou olhando.
Quanto a mim, era apenas o outro morador da casa. Aquele que compra comida, abre a porta, limpa a caixa de areia e paga as contas.
Ele fazia um trabalho muito mais nobre.
Companhia.
Achei injusto.
Fui até a padaria.
Era uma dessas padarias de bairro que colocam algumas mesas na calçada e fingem que aquilo é uma extensão da sala de estar. Sentei do lado de fora. Dali dava para ver o parque, as árvores e os últimos pedaços de sol tentando atravessar os galhos.
O trânsito de domingo fazia pouco barulho.
Alguns carros passavam sem pressa. Pessoas caminhavam pelas calçadas. Um casal empurrava um carrinho de bebê. Um homem levava um cachorro que parecia mais interessado em qualquer coisa do que nele.
Era um bairro residencial. Não havia grandes lojas, vitrines iluminadas ou aquela necessidade permanente de convencer alguém a comprar alguma coisa de que não precisava.
O parque estava cansado.
Talvez eu também.
As árvores continuavam ali, mas tinham aquela aparência de coisa que sobrevive mais por hábito do que por vontade.
A natureza é muito mais honesta quando ninguém tenta fotografá-la.
Pedi um café.
Na mesa atrás da minha havia três mulheres.
Falavam alto o suficiente para dispensar qualquer esforço de escuta.
Conversavam sobre homens.
Pretendentes.
Ex-namorados.
Homens que sumiram.
Homens que apareceram demais.
Homens que não ligavam.
Homens que ligavam demais.
Uma delas dizia que precisava dar um jeito de prender um homem.
Falou aquilo com a naturalidade de quem estava discutindo uma receita.
As outras riram.
Depois começaram a trocar métodos.
Demonstrar menos interesse.
Depois demonstrar mais.
Fazer ciúmes.
Desaparecer por dois dias.
Voltar como se nada tivesse acontecido.
Não responder imediatamente.
Responder quando ele estivesse começando a desistir.
Fazer com que sentisse falta.
A velha engenharia do afeto.
Pensei que talvez o amor moderno fosse isso.
Um jogo de caça com aplicativos.
Uma espécie de pesca esportiva onde ninguém quer admitir que está segurando a vara.
Uma delas falou que homem gosta de quantidade.
Outra discordou.
Disse que o problema era encontrar um que prestasse.
Elas riram novamente.
Eu fiquei olhando para o café.
Já ouvi aquela história antes.
Em bares.
Quartos.
Mesas de restaurantes.
Às vezes falando de mim.
Às vezes falando de homens que eu conhecia.
Às vezes falando de homens que eu não conhecia e provavelmente não queria conhecer.
Ja houvi que sou um homem de muitas mulheres.
Talvez seja.
Ou talvez eu apenas tenha vivido tempo suficiente para descobrir que os rostos mudam muito mais rápido do que as cicatrizes.
As pessoas chegam.
Fazem barulho.
Deixam alguma coisa sobre a mesa.
Depois vão embora.
Algumas deixam perfume.
Outras deixam contas.
Quase todas deixam alguma história que você prefere não contar inteira.
Nunca fui muito bom em explicar isso.
A verdade é menos interessante do que parece.
Nunca procurei quantidade.
Só não sabia muito bem como procurar outra coisa.
Durante algum tempo, confundi desejo com companhia.
Depois confundi companhia com amor.
Mais tarde descobri que nenhuma das duas coisas servia para preencher uma casa vazia.
Eu queria abrigo.
Só isso.
Um lugar onde não precisasse estar em guarda o tempo inteiro.
E abrigo é uma coisa rara.
Principalmente entre pessoas que passaram a vida aprendendo a partir antes de aprender a ficar.
Talvez eu também tenha feito isso.
Talvez tenha chamado de liberdade aquilo que, em algumas ocasiões, era apenas medo de descobrir o que aconteceria se eu permanecesse.
As mulheres continuavam falando.
Uma delas dizia que o problema era deixar o homem confortável demais.
Eu quase ri.
Conforto virou ameaça.
Imagine isso.
Duas pessoas passam anos procurando alguém com quem possam descansar e, quando encontram, começam a desconfiar porque o outro parece confortável.
Talvez tenhamos aprendido a confundir paz com desinteresse.
Talvez o barulho seja mais fácil de reconhecer como paixão.
Eu já confundi.
Muitas vezes.
Conquistar alguém é fácil.
No começo tudo ajuda.
A novidade ajuda.
O desejo ajuda.
A mentira ajuda.
Até o silêncio parece interessante quando ainda existe mistério.
Depois chegam as contas.
As manias.
Os dias ruins.
O mau humor.
As doenças.
Os parentes.
As mensagens não respondidas.
A roupa jogada no lugar errado.
A mesma história contada pela terceira vez.
O silêncio que não tem nada de sexy.
É aí que começa o trabalho.
E é aí que muita gente vai embora.
Não porque deixou de amar.
Às vezes porque descobriu que amar dá trabalho.
A mulher da mesa atrás falou que ninguém deve deixar um homem completamente livre.
Pensei no gato.
Ele tinha liberdade para sair pela janela.
Não saía.
Tinha comida.
Tinha água.
Tinha um lugar quente para dormir.
E ainda assim ninguém havia colocado uma tela naquela janela.
Talvez fosse esse o segredo que os humanos complicaram.
Não quero possuir ninguém.
Posse é medo fantasiado de amor.
Se alguém ficar ao meu lado, quero que fique porque poderia ir embora.
Quero que a porta esteja aberta.
Quero saber que existe uma rua do outro lado.
Quero que a pessoa possa caminhar para qualquer lugar e, mesmo assim, em algum momento, decida voltar.
Isso é muito diferente de prender alguém.
Prender é fácil.
Até animais sabem fazer isso.
O difícil é ser escolhido quando ninguém é obrigado a escolher você.
Fiquei olhando para o parque.
O sol já tinha descido mais um pouco e a chuva escurecia as ruas.
As sombras das árvores, sob relâmpagos atravessavam a calçada.
Um homem passou empurrando uma bicicleta.
Uma senhora caminhava rapido com duas sacolas de mercado.
Do outro lado da rua, um menino corria atrás de uma bola enquanto alguém gritava seu nome.
A cidade fazia o que sempre faz no domingo.
Tentava parecer tranquila.
Mas havia qualquer coisa de cansado em tudo aquilo.
Talvez porque domingo seja o dia em que as pessoas percebem que segunda-feira existe.
Pedi outro café.
A mesa atrás de mim tinha ficado mais silenciosa.
Por alguns segundos.
Depois uma delas disse que o problema era encontrar alguém que soubesse ficar.
Dessa vez ninguém riu.
Achei curioso.
Talvez aquela fosse a única coisa verdadeira que tinham dito naquela tarde.
Ficar.
É uma palavra pequena.
Mas custa caro.
Eu não me apaixono pela perfeição.
Nunca me interessou.
A perfeição é uma mentira bem vestida.
Gosto de quem sangra.
De quem tropeça.
De quem já perdeu uma guerra e ainda aparece no dia seguinte com a cara amassada para tentar outra vez.
Talvez porque eu conheça esse tipo de gente.
Talvez porque eu seja esse tipo de gente.
Carrego ferrugem na alma.
Algumas rachaduras.
Há coisas que o tempo não consertou.
Apenas ensinou a esconder melhor.
Também erro.
Muito.
E talvez tenha demorado mais do que deveria para entender que continuar presente na vida de alguém pode ser mais difícil do que conquistá-la.
No começo, quase todo mundo sabe ficar.
Depois é que começam os problemas.
Quando o encanto diminui.
Quando o outro deixa de parecer uma descoberta e passa a parecer uma pessoa.
Com seus defeitos.
Suas manias.
Seus medos.
Sua história.
Seu mau humor.
É nesse momento que você descobre se estava apaixonado pela pessoa ou pela versão que inventou dela.
Eu já tive versões.
Algumas bastante convincentes.
Nenhuma durou muito.
A maturidade talvez seja justamente isso.
Parar de procurar alguém que nos faça sentir completos e começar a procurar alguém diante de quem não precisamos fingir que estamos.
Não ofereço salvação.
Não tenho.
Não ofereço uma vida sem problemas.
Seria propaganda enganosa.
Ofereço café.
Silêncio.
Alguma honestidade.
E a possibilidade de continuar aqui quando a novidade acabar.
A conta chegou.
Paguei.
Fiquei alguns minutos olhando o parque antes de levantar.
As mulheres ainda estavam ali.
Agora falavam de outra coisa.
Talvez de homens.
Talvez de outra maneira de prendê-los.
Não importava.
Peguei o caminho de casa.
Quando cheguei, a bagunça continuava exatamente onde eu havia deixado.
Os copos.
Os brinquedos.
As migalhas.
As marcas da visita.
O cheiro de comida.
O gato continuava na janela.
Olhou para mim como quem verifica se o funcionário responsável finalmente voltou ao posto.
Depois voltou a olhar para a rua.
As crianças ainda não tinham voltado.
Talvez estivesse decepcionado.
Talvez apenas gostasse de esperar.
Fiquei pensando nisso.
Esperar também é uma forma de liberdade.
Você não espera alguém porque foi obrigado.
Espera porque quer.
Talvez seja por isso que a maturidade muda a maneira como enxergamos o amor.
Quando somos jovens, queremos ser desejados.
Depois queremos ser escolhidos.
Mais tarde, talvez, queremos apenas encontrar alguém que conheça nossas partes ruins e ainda consiga sentar ao nosso lado sem precisar fingir que elas não existem.
Alguém que poderia ir embora.
E sabe disso.
Mas fica.
Não porque foi convencido.
Não porque foi preso.
Não porque tem medo da rua.
Fica porque, entre todos os lugares possíveis, escolheu aquela mesa.
E talvez seja isso que eu tenha procurado o tempo todo sem saber dar um nome.
Não muitas mulheres.
Não muitas histórias.
Não muitas conquistas.
Só algum lugar onde dois sobreviventes pudessem parar por alguns minutos.
Olhar um para o outro.
Sem algemas.
Sem promessas grandiosas.
Sem precisar provar nada.
A porta continua aberta.
A rua continua ali.
Cada um poderia ir.
Mas ninguém vai.
E, depois de tudo o que já aconteceu, depois de todas as pessoas que passaram, todas as que partiram e todas as que juraram ficar, existe uma frase que ainda vale alguma coisa.
Não precisa ser dita.
Basta que os dois saibam.
Ainda estou aqui.
Meu bem, eu queria ter te conhecido antes, porque você realmente trouxe mais cor e alegria para minha vida. Eu sei exatamente o quando tudo era superficial, cinza e mais difícil quando você ainda não estava aqui. Mas de qualquer forma, agradeço a vida por ter me dado o privilégio de ter conhecido você. Eu realmente devo ter feito algo bom para ganhar o seu amor. A sorte realmente me pegou.
Lembro da ansiedade e da pressa que você tinha em viver. Queria aproveitar tudo que podia o quanto antes. Amou a sua juventude como ninguém. Queria conhecer todos os lugares. Ver todos os seus amigos sempre que possível. Ir a casa dos seus amados familiares no final de semana. Nunca deixou suas melhores roupas para uma ocasião especial - sempre estava com elas. O seu perfume caro nunca ficava guardado em uma gaveta, longe de todos. Eu não conseguia entender essa pressa que você tinha. Eu confesso que achava que deveria se acalmar, parar um pouco. Mas hoje eu posso entender. De alguma forma, você já sabia que seu tempo nesse plano seria curto. O amanhã lhe foi negado, mas a sua juventude...foi um presente divino. Você nunca deixou nada para depois - e hoje fico aliviado em saber que fez isso. Talvez essa seja a melhor lição que deixou para mim e para todos que te amavam: viva mais o hoje. Não perca tempo com desentendimentos inúteis, com ressentimentos que só nos trazem frustração e tiram nossa alegria aos poucos. Já faz quase 10 anos que você se foi e depois de todo esse tempo, a sua partida ainda dói. Alguns dias são mais difíceis, mas posso dizer que estou aprendendo a lidar com esse sentimento. Se ainda estivesse aqui, hoje, estaria envelhecendo...mas isso nunca vai acontecer. Você será para sempre jovem.
Eu queria, ao menos uma vez, conseguir dizer ou sentir pela última vez, alcançando a finitude dos sentir, que tanto se fala..
Mas os finais chegam aos dias.
Aqui dentro, não.
Aqui dentro, tudo continua.
Tudo ecoa.
Sempre me fecho para o mundo, mas aprendi que me fechar não significa curar.
Porque as feridas que carrego não cicatrizam; elas apenas aprendem a permanecer em silêncio.
Eu queria ser a pessoa que superou.
Aquela que transformou a dor em força, a ausência em aprendizado, a queda em caminho.
Talvez seja isso que os outros enxerguem quando olham para mim.
Mas aqui dentro, eu só falho.
Porque ainda sangra.
Porque ainda dói.
E é justamente essa dor que me faz questionar quem eu sou quando ninguém está olhando.
O que eu quero me tornar.
O que, de fato, significa felicidade para mim.
Às vezes me pergunto se estou procurando respostas ou apenas tentando encontrar um sentido para continuar.
Porque existem dores que não vão embora.
Elas apenas mudam de lugar dentro da gente.
E talvez a minha ainda esteja aqui,
ocupando espaços que eu não consigo alcançar, me lembrando todos os dias que algumas despedidas acontecem por fora,
mas nunca terminam por dentro.
andresamedlem
Eu queria que o mundo parasse...
Eu queria que o mundo parasse
e eu aqui pudesse ficar, quietinha, enroladinha no meu canto a pensar...pensar...
Eu queria que o mundo parasse até que eu pudesse
tudo resolver sem mais sofrimentos , traumas, ansiedades e agonias...
Eu queria que o mundo parasse...
São tantas ideias, tantos pensamentos, alguma ousadia...
Que penso que vou explodir...
Eu queria que o mundo parasse ou até que eu voltasse no tempo
Assim enroladinha , estaria bem protegida no ventre materno
E é assim por uns segundos que penso estar..
Mas a dor no peito é tamanha, não dá para fugir da realidade
Realidade cruel que machuca, deprime e humilha
Por que a vida tem que ser assim?
Onde mais se pensa que vai encontrar amor
o que se encontra é frieza, indiferença, sarcasmo
e por que não dizer palavras ferinas
palavras que ainda retinem em meu ouvido
mesmo que não tenham sido proferidas, mas escritas.
Ah, como eu quisera apagar esse momento
Queria que o mundo parasse
não para eternizar esse momento
mas poder me estruturar melhor
Poder, quem sabe, achar uma fórmula mágica
e tudo resolver, assim miraculosamente
E quando acordar do sono mágico, poder ouvir :
Eu te amo!Você é minha mãe! Perdoe!
Eu queria que o mundo parasse
e tudo terminasse
num forte e afetuoso abraço !
autora : edite lima
"A maior fonte de felicidade que há na vida, é saber que alguém nos ama; que nos ama pelo que somos ou, melhor, que nos ama apesar do que somos."
(Victor Hugo)
Usar a condição mental de alguém para fazer chacota é esmagar uma flor que só queria brotar; a pureza dessas mentes incomoda quem já se acostumou com a maldade do mundo.
Pisar em quem se esforça todos os dias é apagar a chama da esperança de alguém que só queria vencer de forma justa.
Sophia,
Eu queria conseguir colocar em palavras tudo o que eu sinto por você, mas às vezes parece impossível explicar um sentimento tão grande. Mesmo assim, eu quero tentar, porque você merece saber o quanto é importante para mim.
Desde que você entrou na minha vida, você se tornou uma pessoa que ocupa um espaço enorme no meu coração. Eu gosto de estar perto de você, conversar com você, rir das coisas mais bobas e simplesmente aproveitar os momentos ao seu lado. Às vezes nem precisamos fazer alguma coisa especial; só estar juntos já faz meu dia ficar melhor.
Eu guardo com muito carinho cada momento que vivemos. Até aquela vez em que começamos a assistir a um filme juntos e acabamos ficando cada vez mais próximos, trocando vários beijos e carinho. Para mim, o mais importante daquele momento não foi apenas o que aconteceu, mas a sensação de estar ao seu lado e poder compartilhar algo tão especial com você.
Eu sei que nem sempre sou perfeito. Às vezes posso ficar inseguro, sentir ciúmes ou não saber exatamente como demonstrar o que estou sentindo. Mas uma coisa eu quero que você nunca duvide: o carinho que tenho por você é verdadeiro. Eu quero aprender, melhorar e fazer o nosso relacionamento ser cada vez mais saudável, com confiança, respeito e carinho dos dois lados.
Eu quero estar ao seu lado nos momentos felizes, mas também quando você estiver triste ou precisando de alguém para conversar. Quero ser alguém em quem você possa confiar e com quem você possa se sentir confortável para ser você mesma.
Sophia, obrigado por todos os momentos que já vivemos, por cada sorriso que você me arrancou, por cada conversa, cada abraço, cada beijo e por simplesmente fazer parte da minha vida. Talvez eu não consiga demonstrar isso perfeitamente todos os dias, mas você é muito especial para mim.
Eu espero que ainda tenhamos muitos momentos juntos, muitas risadas, filmes, conversas e lembranças para guardar. Quero continuar conhecendo cada detalhe do seu jeito e construindo nossa história com calma, respeito e muito carinho.
Eu te amo muito, Sophia. ❤️ E espero que, sempre que você ler essa carta, consiga sentir pelo menos um pouco do enorme carinho que existe dentro de mim por você.
Com todo meu carinho. ❤️
O 1° dia da Gente.. Você apagaria?
Às vezes o que a gente queria não é apagar o começo, mas apagar a expectativa que a gente criou nele. O primeiro dia é semente; o que a gente pode mudar é como cuida do que nasceu depois.
