Querer bem e uma Prece que se Reza por Alguem

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Que o meu rastro seja o sorriso de uma criança protegida e o silêncio de um animal que não sofre mais.

Horda Do Caos


De uma garota que ouvia musicais coloridos a um verme que é o arauto punk da desilusão e do sofrimento.


Minha alma anda parecendo o verme mais sangrento desta instituição.
O espírito sacode e treme.


Veja que lindo, veja o que você romantiza...
Como se eu estivesse à margem da sociedade, em uma rua suja e movimentada. Grafites e eu, de mãos juntas, implorando pela dignidade empática.


Do caos da matéria,
da consciência coletiva amaldiçoada: ponham as rotas em fuga, ou girem em um círculo que engole a própria cauda.


- Ramile Godon

Relato Da Névoa

Era uma madrugada enevoada.
Meus olhos se abriram, tentando dissipá-la e reconhecer a luz entrando pelas frestas das janelas cobertas por cortinas.

Poucos segundos... a dor não espera. Logo em segundos, ela aponta a arma e atira em turbilhões.
Meu cérebro não quer pertencer a mim.
Minha alma e espírito estão se contorcendo, também querem se separar de mim.
Querem um ser fragmentado, moribunda para a morte.

Alguém nas trevas pode me ouvir?
Não há lugar nem nas trevas desse túnel escuro e úmido, onde caem pingos do teto e há poças de água no chão irregular e perigoso que sinto com meus pés.
Vejo uma luz da abertura lá a muitos metros; sendo a entrada ou saída, eu não sei bem ao certo.

Alcanço-a, e a mão de um gigante me puxa para fora.
A luz forte faz doer a vista.
O gigante me segura com as mãos fechadas, me obrigando a sair.
Eu não sei se é homem ou mulher, mas me joga para um lugar, um portal em redemoinho.
Me protejo com os braços enquanto sou jogada.

Me vejo em um lugar todo branco.
Não há nada: nem saída, nem entrada.
Mas não há desespero, não há dor, não há alegria eufórica. Só calma... paz? Conforto?
Eu não sei ao certo.
Nunca senti o sentimento que estou sentindo nesse lugar.
Não sei o que é, mas não estou preocupada.

- Ramile Godon

Uma teoria que não pode falhar é opinião com bibliografia; a cascata se oferece ao teste: se k for zero, ela cai.

(Cap. I: O Reino do Imaginário)
Era uma vez, num reino cujas terras se perdiam no horizonte, vivia príncipe sonhador. Tinha ideias muito estranhas, buscava um tesouro. Há pessoa que vivem para seus tesouros, eram acumuladores de moedas. Porém o tesouro que o príncipe almejava era muito diferente do brilho dos metais preciosos e inertes.O Príncipe buscava um outro tipo de felicidade.

Que é a vida? Uma fantasia.

Que é a vida? Um encantamento,

Uma realidade mirabolante, uma ficção;

E o bem maior, o futuro, uma criança.

E todas as crianças, pequeninas ou não,


São sonhos, e feitas de sonhos são.






Estrofe de versos livres: (Tu) Surges, Oh, Mundo!


Autoria: Prof. Cidiclei Medeiros


Obra original: criação poética autoral, em forma de releitura contemporânea de A Vida é um Sonho, de Pedro Calderón de la Barca.


Publicação anterior: disponível no Internet Archive sob o título O Gato Sortilégio desde 14 de setembro de 2026, no link: https://archive.org/details/screenshot-2026-09-14-at-13-06-37-gato-sortilegio

A felicidade pode ser compreendida como uma forma de estabilidade interior diante da instabilidade exterior.

A harmonia não elimina os contrários; estabelece entre eles uma relação capaz de produzir ordem.

(Cap. I: O Reino do Imaginário)
Era uma vez, num reino cujas terras se perdiam no horizonte, vivia um príncipe sonhador. Tinha ideias muito estranhas, buscava um tesouro. Há pessoas que vivem para seus tesouros, eram acumuladores de moedas. Porém, o tesouro que o príncipe almejava era muito diferente do brilho dos metais preciosos e inertes. O Príncipe buscava um outro tipo de felicidade.

(Cap. II: O Príncipe)
Num incerto dia, o príncipe resolve cavalgar para ver se o seu povo realmente era feliz. Percebeu que todos tinham tudo que queriam ou quase tudo. As pessoas não brigavam pelo Não Tinham. Há muito tempo brigaram pelo Não Tinham. Passaram assim... Brigaram pelo Não Tinham e pouco a pouco foram perdendo o que tinham.

(Cap. III: Eis o que dizem de Floral)
O príncipe percebeu que reinava num reino sem almas. Lembrou-se de que, num bosque, residia uma bruxa, a qual diziam ser muito poderosa e, por isso, era temida. Chamavam-na de Floral. Apesar de ninguém nunca tê-la visto, boatos diziam que ela era tão medonha que até o Bicho-Papão era mais bonito. Porém, vocês sabem como são os boatos: eles carregam a fama de serem quase sempre mentirosos.

(Cap. IV: Aparece Rubi)
O príncipe, disposto a salvar o seu povo, partiu para o bosque para pedir uma poção a Floral. Todavia, a entrada do local era protegida por Rubi, o monstro rosáceo da bruxa. Os boatos diziam que ele tinha cara de uma fera brutal; outros, porém, afirmavam que não. O príncipe seguiu seu caminho… e eu, Crianças, o autor desta história, também caminharei ao seu lado para descobrir, com vocês, o encanto deste conto de fadas.

(Cap. V: O Grimório Roseiral)
E, por falar em encanto, há um livro de páginas amareladas, feito de pétalas de rosa, no qual a bruxa Floral lia poções e segredos tão vivos e sentidos que parecia que o mundo parava por um instante de girar para ouvi-los. No entanto, segredos são para ser segredos, e o mundo prometeu a si mesmo que não os contaria a ninguém, a não ser a mim, o narrador. O que posso assegurar a vocês, amigos leitores, é que não sei onde o Grimório Roseira foi escondido. Dizem que ele está em algum lugar esperando ser encontrado, mas, nas bibliotecas vivem tantos livros perdidos que desejam o mesmo destino.



Esta história é de autoria do Prof. Cidiclei Medeiros. Para fins de comprovação de anterioridade documental, esta obra além de publicadas em plataformas de circulação, está salvaguarda sob custódia permanente no Internet Archive através do link: https://archive.org/details/Imagismo

"Não localizado" é a frase em que o Estado exerce poder sem assumir uma decisão.

A ausência fabricada por filtros é lida como ausência do mundo: uma fraude sem fraudador.

O que separa a cascata de uma peneira é a herança: na peneira, cada furo é independente; na cascata, cada furo abre o próximo.

Perder informação é próprio de toda seleção; a seletividade em cascata é a perda que uma etapa herda da outra.

Uma história que é marcante torna-se sempre presente. Sentimentos efêmeros não me trazem tormento, mas o que é perene são como algozes em minha mente.

⁠O sentimento da raiva é como uma “fera verbal”, cujo controle de quem a sofre é mínimo, uma vez completamente entregue aos domínios do ser irracional. Só se pode fazer uma coisa: olhar nos olhos e se mostrar maior do que aquela diminuta mente que tampouco se vê, nem sabe o nome do que sente — apenas está lá, fria e veemente, intentando sobre si seu veneno insolente.

A vida não vem com manual de instruções — ela é uma projeção interna daquilo que você pulsa.

“É preciso saber viver.”
Mas quem o sabe? Uma vez que essa passagem não tem bilhete de volta e nem roteiro de viagem.

O sentimento da visualização é o mesmo — se não semelhante, ao de ouvir uma música que te transporta para outra dimensão. Uma sonata, uma música instrumental, um canto lírico ou algo transcendental. Se utilizar dessa mesma força para visualizar seus objetivos, não há quem te intente algum mal.

A completa complexa arte de viver e gerar uma vida,
Desde a finesse do ventre pequeno ferido,
Ao espaço de tempo do primeiro minuto de vida.

Eu já percebo que a religião não vai acabar. Não será o despertar de uma formiga que irá derrubar o tamanduá.