Querer bem e uma Prece que se Reza por Alguem
No século XXI, a juventude rural vive uma intensa mobilidade social, entre o ir e vir, sair e ficar transitando entre o rural e o urbano de forma mais acentuada.
(Redin, 2019, p. 73)
Com isso, há uma valorização da cultura da roça, um reforço positivo sobre a identidade dos agricultores do campo.
(Redin, 2019, p. 71)
Ser jovem é uma coisa, ser velho é outra coisa
A juventude é um estado de espírito, a velhice é um estado físico
O tempo não é uma borracha que apaga o que você escreveu nas páginas da vida.
O tempo é uma caixinha de lembranças, fechada por uns e aberta por outros
A felicidade de uma criança é o reflexo do cuidado, da dedicação e do carinho que lhe foram oferecidos, cuja culminância se revela em seu olhar, retratado como um pedaço do céu.
Não nasci para ser apenas uma coisa
Ser escritor é abraçar um projeto muito pessoal e, muitas vezes, solitário. É ficar a sós com os pensamentos, escolher palavras, construir ideias e tentar transformar sentimentos em histórias. Já nas profissões coletivas, a felicidade parece transbordar quando o trabalho termina e a conquista se transforma em vitória compartilhada.
Certa vez, ouvi Flávio Gordon, jornalista e escritor brasileiro, definir, com sabedoria: a estética determina o que é belo e o que não é; a moral distingue o certo do errado; e a política define amigos e inimigos.
Pois bem! Eu adoro escrever, ouvir música, assistir a comédias, contar piadas, ver filmes de western, cozinhar, conviver com crianças e idosos, aprender coisas novas para compartilhá-las e, principalmente, conversar com os amigos. E é aí que começa o meu dilema: como posso querer ser escritor se gosto tanto de gente?
Quando caminho, geralmente encontro os assuntos sobre os quais desejo escrever. É na solidão das trilhas que meus pensamentos ganham profundidade. O silêncio, a brisa, as folhas que caem, o canto dos pássaros, o perfume das flores, a chuva, o movimento das formigas e até o zumbido das abelhas me ajudam a enxergar o mundo por outros ângulos. Caminhar é como abrir uma janela dentro de mim, por onde entram ideias que, mais tarde, tento transformar em palavras.
Talvez eu devesse ter escolhido outra profissão. Quem sabe estilista ou designer de moda, já que gosto de me vestir bem e minha filha Beatriz, profissional da área, às vezes me ajuda a escolher a roupa certa para cada ocasião. Ou professor, porque adoro pesquisar, aprender e compartilhar conhecimentos. Talvez político, pois gosto de percorrer as cidades, identificar o que está errado, perceber o que falta à população e cobrar soluções. Também não escondo minha indignação diante dos corruptos, dos aproveitadores e daqueles que colocam os próprios interesses acima do bem coletivo. Ou, quem sabe, chefe de cozinha, já que cozinhar é minha segunda melhor terapia.
Agora, próximo dos setenta anos, percebo que me tornei um pouco de tudo isso, embora reconheça o quanto ainda tenho a aprender. A idade não conseguiu apagar minha inquietude, muito menos minha vontade de experimentar, descobrir e fazer acontecer. Talvez eu seja um generalista: alguém que conhece um pouco de muitos assuntos e, por transitar por diferentes caminhos, consegue conectar ideias que nem sempre os especialistas percebem.
Por isso, quase todos os dias, as pessoas me enxergam de maneiras diferentes e tentam me definir. Felizmente, as caminhadas também me ensinaram a ouvir mais, responder menos e não sentir a obrigação de explicar quem sou. Aprendi que nem todo mundo precisa compreender nossos caminhos, muito menos conhecer todos os nossos pensamentos.
Uns me veem como escritor; outros, como peregrino. Há quem me considere alguém que aproxima pessoas, enquanto outros simplesmente me enxergam como um sujeito inquieto, sempre inventando alguma coisa nova — até mesmo a aventura de me tornar Papai Noel.
E talvez seja justamente essa a resposta que eu procurava. Não preciso escolher entre escrever e conviver, entre a solidão das trilhas e a alegria das pessoas. Posso caminhar sozinho para encontrar minhas ideias e voltar ao mundo para compartilhá-las.
Afinal, talvez eu não tenha nascido para ser apenas escritor, professor, cozinheiro ou peregrino. Talvez eu tenha nascido para continuar sendo aquilo que os caminhos me ensinaram: alguém que nunca deixa de aprender, que gosta de gente e que ainda encontra motivos para sonhar.
E, enquanto houver caminhos a percorrer, histórias a contar e pessoas com quem conversar, continuarei sendo esse peregrino inquieto, tentando descobrir quem sou, sem jamais perder a vontade de ser um pouco mais.
Peregrino Nino Carneiro
“Uma opinião revela aquilo que pensamos; a maneira como a defendemos revela aquilo que somos.” - Leonardo Azevedo.
A tragédia da investigação não está em uma hipótese fracassar, mas em o investigador preferir a sobrevivência da hipótese à descoberta da verdade.
O agnosticismo não é uma doutrina sobre o que deve ser acreditado, mas um método para limitar as afirmações àquilo que suas evidências permitem sustentar.
Uma proposição não se torna conhecimento pela repetição, pela antiguidade ou pela autoridade de quem a enuncia; precisa responder às exigências de sua justificação.
A dúvida metódica é uma conquista civilizatória porque interrompe o mecanismo pelo qual a familiaridade de uma crença se disfarça de evidência.
A grandeza de uma sociedade não depende apenas dos recursos que possui, mas de sua capacidade de converter conhecimento em discernimento, instituições e responsabilidade.
A certeza sem justificação é uma pretensão da consciência; o conhecimento começa quando a pretensão aceita submeter-se ao exame das razões e das evidências.
Uma enorme galera em sociedade sofre ou apenas é praticante assídua do transtorno dissociativo de identidade, ou seja, tem dupla personalidade. Inúmeros são os exemplos de situações em que isso acontece com quase todos nós. Vou citar aqui apenas um:
Na fila do supermercado, lanchonete, loja, banco, padaria, etc., que por sinal está enorme, estamos ansiosos para serem atendidos, irritados até, com a demora no atendimento dos clientes à nossa frente, mas quando finalmente chega a nossa vez, muda tudo e queremos ser atendidos com o máximo de atenção e no maior tempo possível.
Para primeira parte da galera isso é TDI, já para a segunda é falta do exercício do respeito, inclusive à si próprio.
Algumas coisas podem ser para sempre sim. Uma delas eu chamo de "lembrança". Essa nem sentimento é, ela é motivo para sentir. A lembrança é assim, até mesmo uma forma de amar.
Saudades daquela Rede Social que ficava na varanda, onde apenas uma amiga era o suficiente para me completar.
Uma sociedade que paga impostos para receber saúde, segurança e lazer, como outros, mas têm que trabalhar ainda mais para comprar as mesmas coisas e serviços de empresas privadas. É, essa sociedade existe.
Ficar, quando possível, é bom. Bom para sentir o calor, o cheiro, a pegada. Se namorar for uma opção, caso sinta não será capaz de entregar o seu coração nas mãos do outro, nem comece. Pode ser que o outro faça o que você não será capaz de fazer.
+Q Robotista
Uma máquina que ao consertar a si mesma, melhorando as suas possibilidades, não esperando ajuda ou orientações naquilo que as próprias capacidades podem realizar, é como um homem que vai se acertando a cada novo erro.
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